Realmente devemos a modernidade ao capitalismo?

Uma das afirmações que os apologistas do capitalismo mais repetem e menos se questiona é aquela que afirma que este foi o sistema que mais riqueza e mais progresso criou na história. Devemos a ele a Internet, os aviões, o YouTube, os computadores a partir dos quais escrevemos e o todo o avanço médico e as liberdades sociais e individuais que podemos encontrar hoje.

O capitalismo não é o pior, nem o menos criminoso dos sistemas que já existiram, mas esta interpretação arrogante é, também, um sequestro da história pela ignorância.

Em termos absolutos, o capitalismo é o período (não o sistema) que produziu mais riqueza na história. Esta verdade seria suficiente, se não a considerássemos tão enganosa como quando, nos anos 1990, um ministro uruguaio se ufanava de que em seu governo haviam sido vendidos mais celulares que no restante da história do país.

A chegada do homem à Lua não foi simples consequência do capitalismo. Para começar, nem as universidades públicas e nem as privadas são, em seus fundamentos, empresas capitalistas (exceto alguns poucos exemplos, como o fiasco da Trump University). A NASA também nunca foi uma empresa privada, mas estatal e, além do mais, se desenvolveu graças à prévia contratação de mais de 1.000 engenheiros alemães, entre eles Wernher von Braun, que haviam experimentado e aperfeiçoado a tecnologia de foguetes nos laboratórios de Hitler, que investiu fortunas (é verdade, com alguma ajuda econômica e moral das grandes empresas norte-americanas). Tudo, dinheiro e planejamento, foi estatal.

A União Soviética, sobretudo sob o comando de um ditador como Stalin, ganhou a corrida espacial ao colocar, pela primeira vez na história, o primeiro satélite, a primeira cachorra e até o primeiro homem na órbita, doze anos antes do Apollo 11 e apenas quarenta anos após a revolução que converteu um país atrasado e rural, como a Rússia, em uma potência militar e industrial, em algumas poucas décadas. Nada disso se entende como capitalismo.

Claro, o sistema soviético foi responsável por muitos pecados morais. Crimes. Mas, não são as deficiências morais as que distinguiam o comunismo burocrático do capitalismo. O capitalismo só se associa com as democracias e os Direitos Humanos por uma narrativa, repetitiva e cruciante (teorizada pelos Friedman e praticada pelos Pinochet), mas a história demonstra que pode conviver perfeitamente com uma democracia liberal; com as genocidas ditaduras latino-americanas que precederam o pretexto da guerra contra o comunismo; com governos comunistas como China e Vietnã; com sistemas racistas como África do Sul; com impérios destruidores de democracias e de milhões de habitantes na Ásia, África e América Latina, como foram, nos séculos XIX e XX, Inglaterra, Bélgica, Estados Unidos, França, etc.

A chegada à Lua, assim como a criação da Internet e os computadores, que são atribuídas ao capitalismo, foram basicamente (e, em certos casos, unicamente) projetos de governos, não de empresas como Apple ou Microsoft. Nenhum dos cientistas que trabalharam nesses revolucionários programas tecnológicos, agiu como empresário ou buscando se tornar ricos. De fato, muitos deles eram ideologicamente anticapitalistas, como Einstein, etc. A maioria era formada de professores assalariados, não os agora venerados entrepreneurs.

A esta realidade há que acrescentar outros fatos e um conceito básico: nada disto surgiu do zero, no século XIX ou no século XX. A energia atômica e as bombas são filhas diretas das especulações e dos experimentos imaginários de Albert Einstein, seguido de outros gênios assalariados. A chegada do homem à Lua teria sido impossível sem conceitos básicos como a Terceira lei de Newton. Nem Einstein e nem Newton teriam desenvolvido suas maravilhosas matemáticas superiores (nenhuma delas por causa do capitalismo) sem um conjunto de descobertas matemáticas introduzidas por outras culturas, séculos antes. Alguém consegue imaginar o cálculo infinitesimal sem o conceito de zero, sem os números arábicos e sem a álgebra (al-jabr), para nomear alguns poucos?

Os algoritmos que os computadores e os sistemas de internet utilizam não foram criados nem por um capitalista, nem em qualquer período capitalista, mas séculos atrás. Conceitualmente, foi desenvolvido em Bagdá, a capital das ciências, por um matemático muçulmano de origem persa, no século IX, chamado, precisamente,  Al-Juarismi. Segundo Oriana Fallaci, essa cultura não deu nada às ciências (ironicamente, o capitalismo nasce no mundo muçulmano e o mundo cristão o desenvolve).

Nem o alfabeto fenício, nem o comércio, nem as repúblicas, nem as democracias surgiram no período capitalista, mas em dezenas de séculos antes. Nem sequer a imprensa em suas diferentes versões alemãs e chinesas, uma invenção mais revolucionária do que o Google, foi graças ao capitalismo. Nem a pólvora, nem o dinheiro, nem os cheques, nem a liberdade de expressão.

Ainda que Marx e Edison sejam a consequência do capitalismo, nenhuma grande revolução científica do Renascimento e da Era Moderna (Averróis, Copérnico, Kepler, Galileu, Pascal, Newton, Einstein, Turing, Hawking) se deveu a esse sistema. O capitalismo selvagem produziu muito capital e muitos Donald Trump, mas muito poucos gênios.

Isto sem falar de descobertas mais práticas, como a alavanca, o parafuso ou a hidrostática de Arquimedes, há 2.300 anos. Ou a bússola do século IX, uma das descobertas mais importantes na história da humanidade, de longe muito mais importante do que qualquer telefone inteligente. Ou a roda, que vem sendo utilizada no Oriente há 6.000 anos e que ainda não saiu de moda.

É claro que entre a invenção da roda e a invenção da bússola passaram vários séculos. Mas, o tão vangloriado “vertiginoso progresso” do período capitalista não é nenhuma novidade. Exceto períodos de catástrofe como o foi o da peste negra, durante o século XIV, a humanidade veio acelerando o surgimento de novas tecnologias e de recursos disponíveis para uma crescente parte da população, como, por exemplo, as diferentes revoluções agrícolas. Não é necessário ser um gênio para advertir que essa aceleração se deve à acumulação de conhecimento e à liberdade intelectual.

Na Europa, o dinheiro e o capitalismo significaram um progresso social diante da estática ordem feudal na Idade Média. Mas, logo se tornaram o motor de genocídios coloniais e, depois, em uma nova forma de feudalismo, como o do século XXI, como uma aristocracia financeira (um punhado de famílias acumulam a maior parte da riqueza em países ricos e pobres), com duques e condes políticos e com vilões e vassalos desmobilizados.

O capitalismo capitalizou (e os capitalistas sequestraram) séculos de progresso social, científico e tecnológico. Por essa razão, e por ser o sistema global dominante, foi capaz de produzir mais riqueza que os sistemas anteriores.

O capitalismo não é o sistema de alguns países. É o sistema hegemônico do mundo. É possível abrandar seus problemas, é possível desmantelar seus mitos, mas não é possível eliminá-lo, enquanto não entrar em sua crise ou declive, como o feudalismo. Até que seja substituído por outro sistema. Isso no caso de que reste planeta ou humanidade. Porque o capitalismo também é o único sistema que colocou a espécie humana à beira da catástrofe global.

JM

tradução é do Cepat.

IHU

Devons-nous vraiment la modernité au capitalisme ?

La “narrature” du capitalisme

par Jorge Majfud *

L’une des affirmations les plus répétées et les moins remises en cause des apologistes du capitalisme consiste à dire que celui-ci a été le système qui a crée dans l’histoire le plus de richesse et de progrès. Nous lui devons Internet, les avions, YouTube, les ordinateurs sur lesquels nous écrivons et toute l’avancée médicale et la liberté sociale et individuelle que nous pouvons trouver aujourd’hui.

Le capitalisme n’est ni le plus et ni le moins criminel des systèmes qui ont existé, mais cetteinterprétation arrogante est, en outre, une confiscation historique commise par l’ignorance.

En termes absolus, le capitalisme est la période (non le système) qui a produit le plus de richesse dans l’histoire. Cette vérité serait suffisante si nous ne considérions pas qu’elle est aussi trompeuse que ce ministre uruguayen qui, dans les années 90, s’était vanté de ce que, durant son gouvernement, il s’était vendus plus de téléphones portables que dans toutel’histoire du pays.

L’arrivée de l’homme sur la Lune n’a pas été une simple conséquence du capitalisme. Pour commencer, ni les universités publiques, ni les privées ne sont, dans leurs fondements, des entreprises capitalistes (exceptés quelques rares exemples, comme le fiasco de la Trump University). La NASA non plus n’a jamais été une entreprise privée mais publique et, de plus, elle s’est développée grâce à l’engagement préalable de plus de mille ingénieurs allemands, dont Wernher von Braun, qui avaient expérimenté et perfectionné la technologie des fusées dans les laboratoires de Hitler, qui a investi des fortunes (certes, avec une certaine aide économique et morale des grandes entreprises US). Tout, l’argent et la planification a été étatique. L’Union soviétique, surtout sous les ordres d’un dictateur comme Staline, a gagné la course spatiale après avoir mis en orbite pour la première fois de l’histoire le premier satellite, la première chienne et jusqu’au premier homme, douze ans avant Apollo 11 et à peine quarante ans après la révolution qui a transformé un pays arriéré et rural, comme la Russie, en puissance militaire et industrielle en quelques décennies. Rien de cela ne s’avère être du capitalisme.

Certes, le système soviétique a été responsable de beaucoup de fautes morales. De crimes. Mais ce ne sont pas les déficiences morales qui distinguaient le communisme bureaucratique du capitalisme. Le capitalisme s’associe seulement avec la démocratie et les Droits de l’homme par la narration, répétitive et accablante (théorisée par les Friedman [Chicago Boys] et pratiquée par les Pinochet), mais l’histoire démontre qu’il peut parfaitement cohabiter avec une démocratie libérale, avec les dictatures génocidaires latino-américaines qui invoquaient l’excuse de la guerre contre le communisme,  avec des gouvernements communistes comme la Chine ou le Viêt-Nam, avec des systèmes racistes comme l’Afrique du Sud,  avec des empires destructeurs de démocratie et de millions d’habitants en Asie, en Afrique et Amérique Latine, comme aux XIXe et XXe siècles le furent l’Angleterre, la Belgique, les USA,  la France etc.

Le débarquement sur la Lune comme la création d’Internet et les ordinateurs qui sont attribués au capitalisme ont été à la base (et, parfois, uniquement) des projets de gouvernements, non d’entreprises comme Apple ou Microsoft. Aucun des hommes de science qui ont travaillé dans ces programmes technologiques révolutionnaires ne l’a fait comme entrepreneur ou en cherchant à devenir riches. En fait, plusieurs d’entre eux étaient idéologiquement anticapitalistes, comme Einstein, etc. La majorité étaient des professeurs salariés, non les entrepreneurs vénérés d’aujourd’hui.

À cette réalité il faut ajouter d’autres faits et un concept basique : rien de cela n’a surgi de zéro au XIXe siècle ou au XXe siècle. L’énergie atomique et les bombes sont des filles directes des spéculations et les expériences imaginaires d’Albert Einstein, suivi d’autres génies salariés. L’arrivée de l’homme sur la Lune aurait été impossible sans des concepts basiques comme la Troisième loi de Newton. Ni Einstein ni Newton n’auraient développé leurs merveilleuses mathématiques supérieures (aucune d’elles due au capitalisme) sans une pléthore de découvertes mathématiques introduites par d’autres cultures bien des siècles auparavant. Quelqu’un imagine-t-il le calcul infinitésimal sans le concept du zéro, sans les nombres arabes et sans l’algèbre (de l’arabe al-jabr ), pour n’en citer que quelques-uns ?

Première page du livre fondateur de l’algèbre, le Kitāb al-mukhtaṣar fī ḥisāb al-jabr wa-l-muqābala (Abrégé du calcul par la restauration et la comparaison) de Mohammed Ibn Mūsā al-Khuwārizmī, dont le nom est à l’origine du terme algorithme

Les algorithmes qu’ utilisent les ordinateurs et les systèmes d’Internet n’ont pas été créés ni par un capitaliste ni dans aucune période capitaliste, mais des siècles auparavant. Il a été conceptuellement développé à Bagdad, la capitale des sciences, par un mathématicien musulman d’origine persane au IXe siècle appelé Al-Khwârizmî , précisément. Selon Oriana Fallaci, cette culture n’a rien donné aux sciences (ironiquement, le capitalisme naît dans le monde musulman et c’est le monde chrétien le développe).

Ni l’alphabet phénicien, ni le commerce, ni les républiques, ni la démocratie n’ont surgi pendant la période capitaliste mais des dizaines de siècles avant. Ni même l’imprimerie dans ses différentes versions, allemande ou chinoise, invention plus révolutionnaire que Google, ne l’a été grâce au capitalisme. Ni La poudre, ni l’argent, ni les chèques, ni la liberté d’expression.

Bien que Marx et Edison soient la conséquence du capitalisme, aucune grande révolution scientifique de la Renaissance et de l’Ère Moderne (Averroès, Copernic, Kepler, Galilée, Pascal, Newton, Einstein, Turing, Hawking) n’est due à ce système. Le capitalisme sauvage a produit beaucoup de capital et plusieurs Donald Trump, mais très peu de génies.

Pour ne pas parler des découvertes plus pratiques, comme le levier, la vis ou l’hydrostatique d’Archimède, découvertes faites il y a 2 300 ans. Ou la boussole du IXe siècle, l’une des découvertes les plus importantes dans l’histoire de l’humanité, de loin plus importante que tout téléphone intelligent. Ou la roue, qui s’utilise en Orient depuis six mille ans et qui n’a pas encore passé de mode.

Bien sûr, entre l’invention de la roue et l’invention de la boussole quelques siècles ont passé. Mais le « vertigineux progrès » de la période capitaliste n’est d’aucune nouveauté. Sauf des périodes de catastrophe comme le fut la peste noire au XIVe siècle, l’humanité a accélère l’apparition de nouvelles technologies et de ressources disponibles pour une partie croissante de la population, comme par exemple le furent les différentes révolutions agricoles. Il n’est pas nécessaire d’être un génie pour remarquer que cette accélération découle de l’accumulation de connaissances et de la liberté intellectuelle.

En Europe, l’argent et le capitalisme ont signifié un progrès social devant l’ordre statique féodal du Moyen Âge. Mais bientôt, ils sont devenus le moteur de génocides coloniaux et ensuite une nouvelle forme de féodalisme, comme celle du XXIe siècle, avec une aristocratie financière (une poignée de familles accumulent la plupart de richesse dans les pays riches et pauvres), avec des ducs et des comtes politiques et avec des roturiers et des vassaux démobilisés.

Le capitalisme a capitalisé (et les capitalistes ont confisqué) des siècles de progrès social, scientifique et technologique. Pour cette raison, et étant  le système global dominant, il a été capable de produire plus de richesse que les systèmes précédents.

Le capitalisme n’est pas le système de quelques pays. C’est le système hégémonique du monde. Ses problèmes peuvent être atténués, ses mythes peuvent être démantelés, mais on ne peut pas l’éliminer jusqu’à ce qu’il entre dans sa crise ou pente descendante comme le féodalisme. Jusqu’à qu’il soit remplacé par un autre système. Cela au cas où il reste encore une planète ou une humanité. Parce qu’aussi le capitalisme est l’unique système qui a mis l’espèce humaine au bord de la catastrophe planétaire.

 

Jorge Majfud * pour El Correo de la Diaspora.

 

* Jorge Majfud est Uruguayen, écrivain, architecte, docteur en philosophie pour l’Université de Géorgie et professeur de Littérature latinoaméricaine et de Pensée Hispanique dans la Jacksonville University, aux États-Unis d’Amérique. College of Arts and Sciences, Division of Humanities. Il est auteur des romans « La reina de lAmérica » (2001), « La ciudad de la Luna » (2009) et « Crise » (2012), entre d’autres livres de fiction et d’essai.

Traduit de l’espagnol pour El Correo de la Diaspora par : Estelle et Carlos Debiasi.

Paris, le 4 août 2017.

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Do we really owe modernity to capitalism?

The narrature of capitalism

 

One of the claims that the apologists of capitalism most repeat and last question is that which has been the system that has created the most wealth and progress in history. We owe you the Internet, the planes, YouTube, the computers from which we write and all the medical advancement and social and individual freedoms we can find today. Capitalism is not the worst or the least criminal of the systems that have existed, but this arrogant interpretation is also a kidnapping that ignorance makes history.

In absolute terms, capitalism is the period (not the system) that has produced more wealth in history. This truth would be enough if we do not consider it as misleading as when in the 1990s a Uruguayan minister boasted that his government had sold more mobile phones than in the rest of the country’s history.

The arrival of man on the moon was not a simple consequence of capitalism. To begin with, neither public nor private universities are, in their foundations, capitalist enterprises (except for a few examples, such as the Trump University fiasco). NASA was also never a private but a state-owned enterprise and was further developed through the hiring of more than a thousand German engineers, including Wernher von Braun, who had experimented and perfected rocket technology in Hitler’s laboratories. Invested fortunes (certainly, with some economic and moral aid from the great American companies). Everything, money and planning, were state. The Soviet Union, especially under the command of a dictator like Stalin, won the space race by putting for the first time in history the first satellite, the first dog and even the first man in orbit twelve years before Apollo 11 and just forty years after the revolution that turned a backward, rural country like Russia into a military and industrial power in a few decades. None of this is understood as capitalist.

Of course, the Soviet system was responsible for many moral sins. Crimes. But it is not the moral deficiencies that distinguished bureaucratic communism from capitalism. Capitalism is only associated with democracies and human rights by a narrative, repetitive and overwhelming (theorized by the Friedman and practiced by the Pinochets), but history shows that it can coexist perfectly with a liberal democracy; With the genocidal Latin American dictatorships that preceded the excuse of the war against communism; With communist governments like China or Vietnam; With racist systems such as South Africa; With destructive empires of democracies and millions of people in Asia, Africa and Latin America, as in the nineteenth and twentieth centuries were England, Belgium, the United States, France, etc.

The arrival on the Moon as the creation of the Internet and the computers that are attributed to capitalism were basically (and, in cases, only) government projects, not companies like Apple or Microsoft. None of the scientists who worked on such revolutionary technological programs did it as an entrepreneur or seeking to become rich. In fact, many of them were ideologically anti-capitalist, such as Einstein, etc. Most were salaried teachers, not the now revered entrepreneurs.
To this reality must be added other facts and a basic concept: none of this emerged from scratch in the nineteenth century or the twentieth century. Atomic energy and bombs are direct daughters of Albert Einstein’s speculations and imaginary experiments, followed by other wage geniuses. The arrival of man on the Moon would have been impossible without basic concepts such as Newton’s Third Law. Neither Einstein nor Newton had developed their wonderful superior mathematics (none of them due to capitalism) without a plethora of mathematical discoveries introduced by other cultures centuries earlier. Does anyone imagine infinitesimal calculus without the concept of zero, without Arabic numerals and without algebra (al-jabr ), to name a few?

The algorithms used by computers and internet systems were not created by a capitalist or in any capitalist period but centuries ago. Conceptually it was developed in Baghdad, the capital of the sciences, by a Muslim mathematician of Persian origin in the ninth century called, precisely, Al-Juarismi. According to Oriana Fallaci, that culture gave nothing to the sciences (ironically, capitalism is born in the Muslim world and the Christian world develops it).

Neither the Phoenician alphabet, nor commerce, nor republics, nor democracies arose in the capitalist period but tens of centuries before. Not even the printing press in its different German or Chinese versions, an invention more revolutionary than Google, were thanks to capitalism. Neither gunpowder, nor money, nor checks, nor freedom of expression.

Although Marx and Edison are the consequence of capitalism, no great scientific revolution of the Renaissance and Modern Age (Averroes, Copernicus, Kepler, Galileo, Pascal, Newton, Einstein, Turing, Hawking) owed that system. Wild capitalism produced a lot of capital and many Donad Trump, but very few geniuses.

Not to mention more practical discoveries, such as the lever, screw or hydrostatic of Archimedes, discovered 2300 years ago. Or the IX century compass, one of the most transcendent discoveries in the history of mankind, by far more transcendent than any smartphone. Or the wheel, which has been used in the East for six thousand years and has not yet gone out of style.
Of course between the invention of the wheel and the invention of the compass passed several centuries. But the so vaunted “vertiginous progress” of the capitalist period is nothing new. Except for periods of catastrophe such as the Black Death during the fourteenth century, mankind has been accelerating the emergence of new technologies and resources available to a growing part of the population, such as the different agricultural revolutions. It is not necessary to be a genius to realize that this acceleration is due to the accumulation of knowledge and intellectual freedom.
In Europe, money and capitalism meant social progress before the static feudal order of the Middle Ages. But soon they became the engine of colonial genocides and then a new form of feudalism, like that of the twenty-first century, with a financial aristocracy (a handful of families accumulate most of the wealth in rich and poor countries), with dukes and political counts and villains and demobilized vassals.

Capitalism capitalized (and capitalists sequestered) centuries of social, scientific, and technological progress. For that reason, and being the dominant global system, it was able to produce more wealth than previous systems.

Capitalism is not the system of some countries. It is the hegemonic system of the world. Its problems can be mitigated, its myths can be dismantled, but it cannot be eliminated until it enters its crisis or decline like feudalism. Until it is replaced by another system. That in case there is a planet or humanity. Because capitalism is also the only system that has put the human species on the brink of global catastrophe.

 

JM, July 2017

Rebelión has published this article with the author’s permission under a Creative Commons license , respecting its freedom to publish it in other sources.

http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=21088

 

Dobbiamo davvero la modernità al capitalismo?

La “narratura” del capitalismo

di Jorge Majfud (*)
Una delle affermazioni che gli apologeti del capitalismo ripetono più spesso e che meno viene messa in discussione è quella che dice che esso è stato il sistema che più ricchezza e più progresso ha creato nella storia. Gli dobbiamo Internet, gli aerei, YouTube, i computers da cui scriviamo e tutti gli avanzamenti medici e le libertà sociali e individuali che ci troviamo oggi.
Il capitalismo non è il peggiore né il meno criminale dei sistemi che sono esistiti, ma questa interpretazione arrogante è, oltretutto, un sequestro che l’ignoranza fa alla storia.

In termini assoluti il capitalismo è il periodo (non il sistema) che ha prodotto più ricchezza nella storia. Questa verità sarebbe sufficiente se non considerassimo che è tanto ingannevole quanto, negli anni ’90, le parole di un ministro uruguayano che si inorgogliva del fatto che durante il suo governo si erano venduti più telefoni cellulari che nel resto della storia del paese.

L’arrivo dell’uomo sulla Luna non è stata una semplice conseguenza del capitalismo. Tanto per cominciare né le università pubbliche né quelle private sono, fondamentalmente, imprese capitaliste (eccetto alcuni – pochi – esempi, come per il fiasco della Trump University). Neanche la NASA è mai stata un’impresa privata bensì statale e, oltretutto, si è sviluppata grazie al preventivo ingaggio di più di mille ingegneri tedeschi, tra i quali Werner von Braun, che avevano sperimentato e perfezionato la tecnologia dei razzi nei laboratori di Hitler, che vi aveva investito una fortuna (naturalmente con un certo aiuto economico e morale delle grandi società nordamericane). Tutto, il denaro e la pianificazione, furono statali.
L’Unione Sovietica, soprattutto sotto la guida di Stalin, vinse la corsa spaziale nel mettere – per la prima volta nella storia – il primo satellite, la prima cagnetta e finalmente il primo uomo in orbita 12 anni prima dell’Apollo 11 e appena 40 anni dopo che la rivoluzione aveva trasformato un paese arretrato e rurale come la Russia in una potenza militare e industriale in pochi decenni. Niente di tutto questo suona come capitalistico.

Certo, il sistema sovietico è stato responsabile di molti peccati morali. Crimini. Ma non sono le deficienze morali quelle che distinguevano il comunismo burocratico dal capitalismo. 
Il capitalismo si associa solo con le democrazie ed i Diritti Umani grazie ad una narrazione, ripetitiva e opprimente (teorizzata dai Friedman e praticata dai Pinochet), ma la storia dimostra che può tranquillamente convivere con una democrazia liberale, con le genocide dittature latinoamericane che arrivarono con la scusa della guerra contro il comunismo, con imperi distruttori di democrazie e di milioni di abitanti in Asia, Africa e America Latina, come nei secoli XIX e XX furono Inghilterra, Belgio, Stati Uniti, Francia, ecc. ecc.

L’arrivo sulla Luna come la creazione di Internet e dei computers che si attribuiscono al capitalismo sono state, fondamentalmente (e, in alcuni casi, unicamente) progetti di governi, non di società come Apple o Microsoft. Nessuno degli scienziati che hanno lavorato a questi rivoluzionari programmi tecnologici lo ha fatto come uomo d’affari e cercando di diventare ricco. Di fatto, molti di essi erano ideologicamente anti-capitalisti come Einstein ecc. La maggioranza era composto di professori salariati, non dagli ora tanto venerati “imprenditori”.

A questa realtà vanno aggiunti altri fatti e un concetto di base: niente di tutto questo sorse da zero nel secolo XIX o nel secolo XX. 
L’energia atomica e le bombe sono figlie dirette delle speculazioni e degli esperimenti immaginari di Albert Einstein, seguito da altri geni salariati.
L’arrivo dell’uomo sulla Luna sarebbe stato impossibile senza concetti di base come la Terza Legge di Newton. Né Einstein né Newton avrebbero sviluppato le loro meravigliose matematiche superiori (nessuna delle quali dovuta al capitalismo) senza un’infinità di scoperte matematiche introdotte da altre culture secoli prima. 
Qualcuno può immaginare il calcolo infinitesimale senza il concetto di zero, senza i numeri arabi e senza l’algebra (al-jabr), per fare qualche esempio?

Gli algoritmi che usano i computers ed i sistemi di Internet non furono creati né da un capitalista né in alcun periodo capitalistico, ma secoli prima. Concettualmente furono sviluppati a Bagdad, la capitale delle scienze, da un matematico musulmano di origine persiana nel secolo IX, chiamato precisamente Al-Juarismi. Secondo Oriana Fallaci quella cultura non diede nulla alle scienze (ironicamente il capitalismo nasce nel mondo musulmano e il mondo cristiano lo sviluppa).

Né l’alfabeto fenicio, né il commercio, né le repubbliche né le democrazie sorsero nel periodo capitalista, ma decine di secoli prima. Neppure la stampa nelle sue differenti versioni tedesca o cinese, un’invenzione più rivoluzionaria di Google, nacque grazie al capitalismo. Né la polvere da sparo, né il denaro, né gli assegni, né la libertà di espressione.

Nonostante Marx ed Edison siano stati conseguenza del capitalismo, nessuna grande rivoluzione scientifica del Rinascimento e dell’Età Moderna (Averroè, Copernico, Keplero, Pascal, Newton, Einstein, Turing, Hawkins) si deve a questo sistema. Il capitalismo selvaggio ha prodotto molto capitale e molti Donald Trump, ma molto pochi geni.

Per non parlare di invenzioni più pratiche come la leva, la vite o l’idrostatica di Archimede, scoperte più di 2.300 anni fa. O la bussola del secolo IX, una delle scoperte più fondamentali nella storia dell’umanità, ben più importante di qualsiasi telefono intelligente. O la ruota, che si usa in Oriente da circa seimila anni e che non è ancora passata di moda.

E’ ovvio che tra l’invenzione della ruota e l’invenzione della bussola passarono vari secoli, Ma il tanto vanagloriato “vertiginoso progresso” del periodo capitalistico non è affatto una novità. Salvo periodi di catastrofe come quello della peste nera del secolo XIV, l’umanità ha continuato ad accelerare l’apparizione di nuove tecnologie e nuove risorse disponibili per una parte crescente della popolazione, come ad esempio furono le diverse rivoluzioni agricole. Non è necessario essere un genio per capire che questa accelerazione si deve all’accumulazione di conoscenze e alla libertà intellettuale.

In Europa il denaro ed il capitalismo significarono un progresso sociale a fronte dello statico ordine feudale del Medioevo. Ma si trasformarono velocemente nel motore di genocidi coloniali e quindi in una nuova forma di feudalesimo, come quella del secolo XXI, con un’aristocrazia finanziaria (un pugno di famiglie accumulano la maggior parte delle ricchezze in paesi ricchi e poveri), con duchi e conti politici e con villici e vassalli smobilitati.

Il capitalismo capitalizzò (e i capitalisti sequestrarono) secoli di progresso sociale, scientifico e tecnologico. Per questa ragione, e per il fatto di essere il sistema globale dominante, è stato capace di produrre più ricchezza dei sistemi precedenti.

Il capitalismo non è il sistema di alcuni paesi. E’ il sistema egemonico del mondo. Si possono mitigare i suoi problemi, si possono smantellare i suoi miti, ma non si può eliminarlo finché non entra nella sua crisi o nel decadimento, come il feudalesimo. Fino a che non sia sostituito da un altro sistema. Questo nel caso che rimanga il pianeta e rimanga l’umanità. Anche perché il capitalismo è l’unico sistema che ha portato la specie umana sul bordo della catastrofe globale.

(*) Scrittore e saggista uruguayano; 29.7.2017

(traduzione di Daniela Trollio Centro di Iniziativa Proletaria “G.Tagarelli”
Via Magenta 88, Sesto S.Giovanni)

French:  Devons-nous réellement la modernité au capitalisme ? 

Les U.S.A.

par Jorge Majfud *

Le pays industrialisé ayant les plus grands problèmes raciaux envers les noirs, est le pays qui a porté un noir à la Présidence et toute une famille de noirs à la Maison Blanche.

Le pays, comme peu d’autres, qui a discriminé les noirs tout au long de son histoire, est le pays où on ne peut pas prononcer le mot noir sans le risque d’offenser les noirs.

Le pays où les droits et les possibilités de travail pour les femmes ont atteint des niveaux historiques, est le pays qui n’a jamais eu une présidente ou une vice-présidente.

Le pays qui a inventé des villes de gratte-ciel définit son style de vie par ses maisons individuelles entourées d’arbres et de larges savanes, tandis que les descendants des africains qui habitaient les forêts chaudes de l’Afrique se concentrent maintenant dans les centres les plus urbains de villes froides à gratte-ciel.

Le pays dont la culture africaine, comme le blues ou le rap, se distingue par sa tristesse ou par sa rébellion triviale, provient de cultures africaines qui en Afrique et aux Caraïbes se distinguent par leur joie. La douleur distinctive de cette culture et la violence qui ne libère pas, comme la religion, la langue, l’idéologie et tout ce qui ne se réfère pas à la biologie des noirs des États-Unis d’Amérique provient de l’Europe. Raison pour laquelle les afro-américains devraient s’appeler euro-américains, si nous ne prenions pas en considération quelque chose d’aussi superficielle que la couleur de la peau.

Le pays qui a l’une des villes ayant le plus de problèmes de violence par armes à feu qui s’appelle Philadelphie, ce qui signifie amour fraternel.

Le pays où ses patriotes les plus conservateurs ont imposé l’idée que leur pays est fondamentalement chrétien et conservateur a été fondé par une poignée d’hommes politiques et de philosophes cultivés, anarchistes, révolutionnaires et pour le moins laïques, séculiers ou agnostiques.

Le premier pays du monde qui est fondé sur la base du sécularisme, de la séparation de l’État et de la religion, est le pays d’Occident où la religion est la plus omniprésente et décisive dans la société, dans la politique et au sein du gouvernement.

Le pays où la loi s’applique avec le plus de rigueur, où l’autorité est la plus respectée, où les citoyens communs sont les plus respectueux des règles, des normes et des droits d’autrui, est l’un des pays qui a violé le plus fréquemment et le plus gravement les lois internationales.

Le pays où on déteste le plus avoir un gouvernement qui se mêle de la vie privée des citoyens, est le premier pays où a été mis en pratique l’espionnage panoptique de la vie privée de ses citoyens et où les citoyens réclament du gouvernement un contrôle plus strict des personnes suspectes, qui s’avèrent être toutes celles qui sont d’accord pour ce type de gouvernement.

Dans les états les plus industrialisés du pays le plus industrialisé du monde, vivent les Amish, qui circulent sur les autoroutes avec leurs carrioles tirées par des chevaux. Tout pour ne pas être contaminé par les contradictions du monde industrialisé.

Le pays qui a l’intellectuel vivant le plus cité au monde, et seulement moins cité que Marx parmi les morts, Noam Chomsky, est systématiquement critiqué par son intellectuel le plus reconnu et cité dans le monde.

Le pays qui a l’habitude de rafler les prix Nobel, le pays qui monopolise les rankings des meilleures universités au monde, le pays qui a le plus contribué par ses inventions, découvertes et théories fondamentales pendant plus d’un siècle, est le pays qui a la population la plus ignorante en géographie, en histoire, en mathématiques, en philosophie, en physique et en tout ce qui a un lien avec une connaissance sophistiquée.

Le pays qui a plus de médailles olympiques de l’histoire, qui a accumulé le plus de records aux jeux d’hiver et d’été, est le pays où les gens circulent le plus et marchent le moins, c’est le pays du monde ayant le plus de problèmes d’obésité.

C’est aussi le pays où les pauvres souffrent d’obésité et les riches et les éduqués semblent affamés.

C’est le pays où un hamburger avec des frites et un Coca-Cola coûte 5,99 dollars, et sans Coca-Cola, la même chose coûte 6,35.

C’est le pays dont les états plus libéraux, ceux du nord-est, sont des états catholiques et dont les états plus conservateurs, ceux du sud, sont des états protestants.

C’est le pays où ses religieux les plus conservateurs et qui enseignent le plus la religion de l’amour de Christ et tendre l’autre joue pour la non violence, sont ceux qui avec le plus de véhémence défendent le droit à porter des armes, ont des clubs de chasse, des puissantes associations de tirs, sont les seuls à justifier les bombes de Hiroshima et de Nagasaki et les premiers à promouvoir des interventions militaires dans d’autres parties du monde, et n’ont pas compris en quoi consiste l’amour.

C’est le pays avec la plus grande influence politique du monde et dont les habitants et votants s’intéressent le moins à la politique séculière.

Le pays qui est le plus intervenu dans des gouvernements étrangers au siècle dernier, est celui où ses habitants ignorent le plus des concepts basiques d’histoire et de géographie, que ce soit du monde ou de leur propre pays ; c’est le pays où (peut-être n’est-ce pas un hasard) la matière appelée géographie n’existe même pas dans ses écoles secondaires.

Le pays grâce auquel le monde entier fête le plus universel jour férié des travailleurs, ne fête ni ne commémore ce jour si ce n’est un jour plus abstrait et impersonnel, le jour du travail, autre jour pour ne pas mentionner les innombrables.

Le pays qui est vénéré pour sa culture du travail, ne fête pas ses travailleurs, mais se souvient deux fois par an des soldats tombés durant les guerres. Parce que les guerres et la destruction sont plus importantes que le travail et la construction pour défendre la liberté. La liberté des gens qui n’ont pas besoin de travailler.

C’est le pays qui a globalisé la contradiction radicale du narcissisme voyeuriste, principale caractéristique de la génération virtuelle.

C’est le pays qui a réussi à remplacer la politique et l’idéologie par l’économie, ce qui signifie un triomphe absolu politique et idéologique à une échelle mondiale.

Ce pays est, aussi, le pays le plus critiqué du monde, par ses propres citoyens et par autrui, et c’est, en même temps, le pays le plus imité. Surtout, par les pays émergents, selon la définition de submergés développée par le pays émergé.

 

Jorge Majfud *

 

* Jorge Majfud est Uruguayen, écrivain, architecte, docteur en philosophie pour l’Université de Géorgie et professeur de Littérature latinoaméricaine et de Pensée Hispanique dans la Jacksonville University, aux États-Unis d’Amérique. College of Arts and Sciences, Division of Humanities. Il est auteur des romans « La reina de lAmérica » (2001), « La ciudad de la Luna » (2009) et « Crise » (2012), entre d’autres livres de fiction et d’essai.

Dhuna

Përgjithësisht filozofët kanë qenë krijesa tolerante, por jo ndjekësit e tyre. Për luftën gjithmonë nevojitet një lloj çmendurie dhe harrese për çfarë luftohet. Ama, në fakt, barbaritë në Gea (Tokë) nisin me një të vërtetë të përligjur fort nga ndonjë fjalim. Qysh në shekullin XI, poeti, skeptiku dhe pijetari i zellshëm pers, Omar Ibn Khajam, kishte shkruar një këshillë që më vonë u harrua në mënyrën më të suksesshme: «Përpiqu që i afërmi yt të mos vuaj prej urtësisë tënde». Në të gjitha luftrat, të vërtetat që i nxitin ato janë përherë spektatore të thjeshta të krimeve, të cilat i kryejnë ndjekësit e tyre. Për shembull, gjatë Luftës së Ftohtë, një nga sentencat drejtuese thoshte: «Qëllimi justifikon mjetin». Dhe mjetet për të dy qëllimet dihet që ishin tragjikisht të njëjta. Viktimat e Vietnamit apo të Pragës i provuan njëlloj: torturat dhe vdekjen. Në çastet më të ashpra të luftës, si për ushtarin edhe për guerilasin, më i qartë është objektivi ideologjik se sa vetë suksesi i betejës. Kjo gjë, që është aq e arsyeshme në një betejë apo në një ndeshje shahu, bëhet absurde kur konfuzioni është i prirë për t’u përjetësuar. Atëherë qëllimet lihen në harresë për t’u përdorur vetëm mjetet. – Gnesologjia nuk këshillon përdorimin e forcës për të demonstruar idetë. Lakmia për të imponuar idetë me forcë është një ndjenjë e zakonshme dhe kalimi i saj në një akt dyfish të papërgjegjshëm, sepse idetë zakonisht janë të gjymtuara apo të gabuara, duke qenë se lindin në një organizëm të programuar për të dështuar pa paralajmërim; dhe sepse dhuna është një përvojë përfundimtare. Përkundrazi, «principet» janë më të besueshme. Po ashtu për arsye tjetër të dyfishtë: sepse, sipas përkufizimit, janë më të thjeshta dhe më të qarta; dhe sepse lindin në një organizëm, i cili kur mbetet lajmëron: zemra.

Marrë nga: “Kritika e pasionit të pastër”, kapitulli VXI: Intoleranca, eseja 146.

Në shqip: Bajram Karabolli

Jorge Majfud

*Horhe Mahfud (1969) – shkrimtar dhe eseist uruguaian. Ka mbrojtur titujt master në letërsi dhe doktor në filozofi në Universitetin e Xhorxhias (2008). Është i njohur për romanet e sidomos për esetë e tij kritike që janë botuar rregullisht në mediat dhe gazetat më prestigjioze të botës: Milenio Diario (Meksiko), La Republika (Montevideo), Panamá América, La Vanguardia (Barcelonë), Courrier Internacional (Paris), Hispanic Culture Review (Universiteti George Mason), Pegaso (Universiteti i Oklahomës), Tiempos del Mundo (Washington), etj.

Mahfud, veç Universitetit Georgia ka qenë profesor në Universitetin Linkoln dhe në Universitetin Jacksonville. Ai ka marrë disa çmime letrare ndërkombëtare: Mención Premio Casa de las Américas, La Habana, Cuba 2001, Excellence in Research Award’, University of Georgia 2006, and Faculty Award for Excellence in Scholarship and Professional Activities, etj.

Është autor i dhjetëra librave, midis të cilave shquhen: “Koha që më takoi të jetoj” (2004), Qyteti i hënës (2009), “Iluzionistët” (2012), “Kritika e pasionit të pastër” etj.

 

Capotean Interview

by Toni Montesinos (originally published in Spanish here >>)

 

In 1972, Truman Capote published an original text that became the autobiography that has never been written. He titled it “Self-portrait” (in The Dogs Bark, 1973), and in it he gave himself with cunning and brilliance. Those questions that serve to proclaim his frustrations, desires, and customs, now, extracted, for the most part, form the following “Capotean interview”, with which they devote themselves to the other side, that of life, of Jorge Majfud. 

 

If you had to live in one place, never being able to leave it, which one would you choose?

In reality, that place exists: it is childhood. Now, if it were to be a physical, particular place, I think it would be that huge tree on my grandparents’ farm where I could see my loved ones who are no longer there and, somehow, those who were not there yet.

Do you prefer animals over people?

Sometimes. It does not depend on what animals but on what people.

Are you cruel?

So so, like everyone else. Frequently, truth is a form of cruelty and one must decide if it is worth it. Other times, one is cruel only through ignorance or petty passions, such as annoyance or frustration.

Do you have lots of friends?

I have a few friends sure and many friends maybe.

What characteristics do you look for in your friends?

I do not look for anything in particular. Each one is different and friendship, like love, is something that happens without any logic.

Do your friends usually disappoint you?

Yes, like any other kind of human being. But I worry much more about disappointing them.

Are you a sincere person?

I do not think anyone can answer that question sincerely. More than sincere, I try to be honest. 

How do you prefer to spend your free time?

Reading a book that does not kill my time. Talking to someone who does not kill me over time. 

What are you afraid of the most?

The suffering of my loved ones.

What scandalizes you, if there is anything that scandalizes you?

At my age almost nothing scandalizes me. I am disgusted with hypocrisy, the scandal of a kiss and the tolerance of violence, the death of a single child under smart bombs, the oppression of entire peoples, the Lies of Mass Destruction. 

If you had not decided to be a writer, to lead a creative life, what would you have done?

If I were not a writer walking or washing dishes would be a lot less interesting. I don’t know, I have done many different things in my life. Maybe I would have been a physicist. I was always attracted to Theory of Relativity.

Do you practice any type of physical exercise?

If walking on the beach is an exercise …

Can you cook?

No, but I try almost every day.

If Reader’s Digest commissioned you to write one of those articles on “an unforgettable character,” who would you choose?

I would not know who to write about. We are all forgettable.

What is the most hopeful word in any language?

“Sorry”.

And the most dangerous?

“Patriotism.”

Have you ever wanted to kill someone?

Never, even as a child, despite having seen so many people die and kill themselves.

What are your political leanings?

I always resisted all temptations, which were not few, to associate with a political party. The parties split, divide in very arbitrary ways. They are a necessary evil, like the monolineal simplification of left and right. Now, among all the simplifications I prefer the less used up and down and take sides for those below. 

If you could be something else, what would you like to be?

Someone who could abolish pain and death.

What are your main addictions?

Read, drink two beers, travel to the past, imagine what will come, people’s timeless smile … I do not know, so many things. In short, life.

And your virtues?

I hope that I have some, although who knows if this has any importance.

Imagine that you are drowning. What images, within the classical scheme, would pass through your head?

The water, I suppose.

Lettre ouverte à Donald Trump

Spanish, English

Par Jorge Majfud

Traduit par Hortense Djomeda

Monsieur Trump:

Quand vous avez présenté votre candidature pour le Parti Républicain au milieu de l’année passée, avec l’intuition propre à un entrepreneur prospère, vous saviez déjà quel produit vendre. Vous avec eu le grand mérite de transformer la politique (qui depuis la génération fondatrice n’ a pas connu beaucoup d’intellectuels) en une parfaite campagne de marketing commercial dont le slogan principal n’a pas été non plus très sophistiqué. Les mexicains qui arrivent sont des violeurs, des criminels, des envahisseurs.

Rien de neuf et rien de plus loin de la réalité. Vous vous rendrez compte que, dans les prisons de ce pays, les migrants, légaux ou illégaux, sont minoritaires, repésentants un quart des détenus par rapport à la population carcérale américaine. Au cas où vous ne le comprenez pas, selon les statistiques, les épaules mouillées ont quatre ou cinq fois moins de possiblité de comettre un crime que vos charmants enfants, monsieur Trump. Là où l’immigration prédomine, les préjugés et le racisme augmentent et la criminalité chute.

Voyez vous, monsieur Donald, bien avant que vos grands-parents n’arrivent d’Allemagne et ne réussissent dans le business de l’hôtellerie et des maisons closes à New York, bien avant que votre mère n’arrive d’Ecosse, les mexicains  avaient déjà leurs familles ici et avaient déjà baptisé les Etats de l’Ouest, les rivières, les vallées, les montagnes et les villes. L’architecture californienne et le cowboy texan, symboles de l’américain authentique ne sont rien d’autre que le résultat de l’hybridité, comme partout, entre la nouvelle culture anglosaxonne et la culture mexicaine si longtemps établie. Vous imaginez vous l’un des pères fondateurs se retrouvant nez à nez avec un cowboy sur son chemin?

Quand votre mère est arrivée dans ce pays dans les années 30, un demi-million de mexicains-américains furent expulsés. Ils étaient majoritairement des citoyens américains mais la malchance fit que la frustration nationale due à la Grande Dépression, qu’ils n’avaient pas inventée, trouva qu’ils avaient des têtes d’étrangers.

L’assimilation c’est de la violence. Dans beaucoup de sociétés c’est une exigence ; toutes les sociétés où le fascisme survit d’une façon ou d’une autre.

Ces gens ont des têtes d’étrangers et de violeurs (et vous n’êtes pas le premier à le savoir) depuis que les Etats-Unis prirent possession (disons-le ainsi pour n’offenser personne) de la moitié du territoire mexicain au milieu du 19ème siècle. Et, comme ces gens qui y vivaient déjà ne cessaient de parler une langue barbare comme l’espagnol et refusaient de changer leur couleur de peau, ils furent poursuivis, expulsés ou assassinés tout simplement, accusés d’être des bandits, des violeurs et des étrangers envahisseurs. Le vrai Zorro était brun et ne luttait pas contre le despotisme mexicain (contrairement à ce que Johnston McCulley a écrit pour pouvoir vendre son histoire à Hollywood), mais plutôt contre les anglosaxons envahisseurs qui avaient pris leurs terres. Il était brun et rebelle comme Jésus, bien que dans les peintures sacrées vous voyez le Nazaréen toujours blond, les yeux bleus et plutôt soumis. Le pouvoir hégémonique de l’ époque qui l’a crucifié avait des raisons politiques évidentes pour le faire. Et il a continué à le  crucifier quand, trois siècles plus tard, les chrétiens cessèrent d’être des migrants illégaux poursuivis qui se cachaient dans les catacombes et se transformèrent en persécuteurs officiels du pouvoir en place.

Heureusement, les migrants européens comme votre père et votre épouse actuelle, n’avaient pas des têtes d’étrangers. Bien sûr que si votre mère était arrivée quarante ans plus tôt, peut-être qu’on l’aurait confondue avec des irlandais. Ces derniers avaient l’air d’envahisseurs. En plus ils étaient catholiques, avaient les cheveux comme les vôtres, cuivrés ou jaunâtres, quelque chose qui ne plaisait pas aux blancs assimilés, c’est-à-dire des blancs qui avaient été une fois discriminés à cause de leur accent polonais, russe ou italien. Mais, heureusement, les migrants apprennent vite.

Bien sûr que c’est ce que vous ainsi que d’autres exigez : les migrants doivent s’assimiler à « cette culture ». Quelle culture? Dans une société réellement ouverte et démocratique, nul ne devrait oublier qui il est pour être accepté, raison pour laquelle, à mon avis, la vertu devrait être l’intégration et non l’assimilation. L’assimilation c’est de la violence. Dans beaucoup de sociétés c’est une exigence; toutes les sociétés où le fascisme survit d’une façon ou d’une autre.

Monsieur Trump, la créativité des hommes et femmes de ce pays est admirable, bien qu’on exagère son importance tout en oubliant ses aspects négatifs.

Ce ne furent pas les hommes d’affaires qui en Amérique Latine promurent la démocratie, bien au contraire. Beaucoup d’entreprises americaines prospères ont promu des coups d’Etat sanglants et ont soutenu une longue liste de dictatures.

Ce furent des hommes d’affaires qui, comme Henry Ford, firent des contributions intéressantes à l’industrie, mais on oublie que, comme beaucoup d’autres hommes d’affaires, Ford fut un antisémite qui collabora avec Hitler. Alors même que l’on refusait l’asile aux juifs persécutés en Allemagne, de la même façon qu’aujourd’hui on le refuse aux musulmans pour la même raison, ALCOA et Texaco collaboraient avec les régimes fascistes de l’époque.

Ce ne furent pas les hommes d’affaires qui ont développé les nouvelles technologies et les sciences, mais plutôt les inventeurs amateurs ou des professionnels salariés qui, depuis la fondation de ce pays jusqu’à l’invention d’Internet, en passant par Einstein et l’arrivée de l’homme sur la Lune. Sans parler des bases de la science, fondées par ces arabes horribles et primitifs il y a des siècles, depuis les chiffres que nous utilisons jusqu’à l’algèbre, les algorytmes, ainsi que beaucoup d’autres sciences et philosophies qui de nos jours font partie de l’Occident, en passant par les européens depuis le 17ème siècle. Bien sûr que parmi eux il n’y a aucun homme d’affaires.

Ce ne furent pas des hommes d’affaires qui ont obtenu, par leur action de résistance et de lutte populaire, presque tous les progrès en droits civils que ce pays connait aujourd’hui, alors qu’à leur époque ils étaient diabolisés, considérés comme des agitateurs dangereux et antiméricains.

Monsieur Trump, je sais que vous ne le savez pas, raison pour laquelle je vous le dit: un pays n’est pas une entreprise. En tant qu’entrepreneur, vous pouvez embaucher ou licencier autant d’employés que vous voulez pour la simple raison qu’avant il y a eu un Etat qui a donné une éducation à ces personnes et qu’il y aura un Etat qui les prendra en charge quand ils seront licenciés, avec des aides sociales ou avec la police, dans le pire des cas. Un homme d’affaires n’est obligé de résoudre aucun de ces aspects externes, il ne s’ocupe que de son propre succès, qu’il confond après aux mérites de toute une nation et les vend de cette manière là, parce que c’est ce qu’un homme d’affaires sait faire le mieux : vendre. N’importe quoi.

Monsieur Trump, la démocratie a son Talon d’Achille. Contrairement à ce que l’on pense normalement dans toute société fasciste, ce ne sont pas les critiques mais plutôt les démagogues qui se gonflent de nationalisme pour abuser du pouvoir de leurs propres nations. 

Vous vous vantez toujours d’être immensément riche. Je vous admire pour votre courage. Mais si nous prenons en considération ce que vous avez fait avec ce que vous avez reçu de vos parents et de vos grands-parents, on peut dire que presque n’importe quel homme d’affaires, n’importe quel travailleur de ce pays qui a demarré avec presque rien, et dans beaucoup de cas avec d’énormes dettes, dues au finacement de ses études, a plus de succès que vous.

Le turc Hamdi Ulukaya était un migrant pauvre quand il créa il y a quelques années la marque de yaourts Chobani, dont la valeur aujourd’hui est estimée à deux milliards de dollars. Sans aucun doute, quelque chose de très probable dans un pays comme celui-ci. Mais, cet homme d’affaires créatif, a eu la décence de reconnaitre que tout le mérite ne lui revient pas, que cela n’aurait pas été possible sans un pays ouvert ni sans ses employés. Il y a de cela quelques jours, il a fait don de dix pour cent de ses actions à ses employés.

Au Mexique, il y a des exemples similaires au vôtre. Même meilleurs. Le plus connu est Carlos Slim, un fils de Libanais qui, profitant des crisis économiques d’alors, comme n’importe quel homme qui a de l’argent, s’est fait une fortune qui aujourd’hui est dix fois supérieure à la vôtre, monsieur Trump.

Monsieur Trump, la démocratie a son Talon d’Achille. Contrairement à ce que l’on pense normalement dans toute société fasciste, ce ne sont pas les critiques mais plutôt les démagogues qui se gonflent de nationalisme pour abuser du pouvoir de leurs propres nations. 

Athènes, considérée comme la première démocratie au monde, s’enorgueillissait de recevoir des étrangers; ce ne fut pas sa faiblesse, ni politique, ni morale. Il y avait des esclaves à Athènes, comme il y en eu dans votre pays pendant deux siècles et d’une certaine manière il y en a encore: les travailleurs sans-papiers. Athènes avait ses démagogues: Anytos par exemple, était un homme d’affaires prospère qui a convaincu de façon très démocratique le reste de la société pour qu’elle condamne à mort la tête pensante de l’époque, Socrate car il posait trop de questions, il croyait très peu aux dieux d’Athènes, car il corrompait la jeunesse avec des questionnements.

Bien sûr qu’aujourd’hui presque personne ne se souvient d’Anytos et il en sera de même pour vous sauf si vous doublez la mise et vous devenez une des figures qui, en Europe, passèrent dans l’histoire du 19ème siècle à cause de leur nationalisme exacerbé et leur haine envers tout ce semblait étranger même sans l’être. Vous trouverez toujours des partisans car cela aussi fait partie du jeu démocratique et, pour l’instant nous n’en avons pas d’autre système  meilleur.

 

An Open Letter to Donald Trump

Not rapists: just abused*

EnglishFrench

An Open Letter to Donald Trump

 

Mr. President Trump:

Throughout the centuries, long before your mother arrived from Scotland, long before your grandparents arrived from Germany and had a lot of success in the hotel and brothel business in New York, the Mexicans had their families here and they had already named all of the Western states, rivers, valleys, mountains, and cities. The Californian architecture and the Texan cowboy, symbols of the “authentic American” are nothing more than the result of the hybridity—like everything else—of the new Anglo-Saxon culture with the long since established Mexican one. Can you imagine one of the founding fathers coming face-to-face with a cowboy?

When your mother arrived to this country in the 1930s, half a million Mexicans were deported. The majority of them were American citizens but they were very unlucky when the frustration nationwide, because of the Great Depression, got them speaking Chicano. They were blamed for the Depression since their faces looked as foreign as they could be.

Your idea that the Mexicans that come here are rapists, criminals, and invaders it’s nothing new and it couldn’t be farther from the truth. In this country’s prisons, you will find that immigrants—both legal and illegal—are underrepresented. Immigrants in American prisons make up only one-fourth of what would be the total percentage of the immigrant population in the United States.  In case you still don’t understand: the statistics say that “wetbacks” are four or five times less likely to commit a crime than your own beautiful children are, Mr. Trump. Where immigration dominates, the crime rate drops and prejudice and racism increase.

These people were seen as foreigners and rapists (you aren’t the first person to know this) since the United States took possession (it’s best to say it this way so we don’t offend anyone) of half the Mexican territory in the middle of the 19th century. And as those people that were already there didn’t stop speaking such an uncivilized language such as Spanish and refused to change their skin color, were persecuted, deported or simply murdered, accused of being bandits, rapists, and foreign invaders. The real Zorro was dark skinned and didn’t fight against any Mexican despotism (as Johnston McCully depicted the story in order to be able to sell it to Hollywood) but instead he fought against the Anglo-Saxon invaders who took his land. Dark skinned and rebellious like Jesus, even though you see this Nazarene man always depicted as blonde haired with blue eyes and rather docile in the holy paintings. The hegemonic powers of that age that crucified him had obvious political reasons for doing so. And they continued crucifying him three centuries later when the Christians stopped being illegal immigrants and were persecuted so much that they hid in the catacombs. Eventually, they became the official persecutors when they took power.

Fortunately, Mr. Donald, the European immigrants, like your parents and wife, didn’t look like foreigners. Of course, if your mother had arrived forty years before, then maybe she would have been confused with an Irishwoman. Those people certainly did look like invaders. Besides being Catholics, they had hair just like yours, red and curly, something that offended the local white people, and by white people I mean those that, at one time, had been discriminated against by their Polish, Russian or Italian accents. But fortunately, immigrants learn quickly. As González Prada wrote more than a century ago, when an individual rises above the level of his social group he usually becomes its worst enemy.

This is what you and many other people demand, of course: that the immigrants should assimilate to this culture, instead of just integrate into it. But, which culture is that exactly?

In a truly open and democratic society, no one ought to forget who is to be accepted or, as I understand it, the virtuous thing to do must involve integration and not assimilation. Assimilation is violence. In many societies, it’s a requirement, especially in all of the societies where fascism survives in one way or another. 

Mr. President, the creativity that you see among the businessmen and women in this country is admirable even though its importance is exaggerated and many negative aspects are forgotten: It wasn’t businessmen who promoted democracy in Latin American but rather, they did just the opposite. Various successful American businesses promoted bloody Coups d’état and supported a long list of bloody dictators.

It was businessmen like Henry Ford, who made interesting contributions to the industry, but it’s often forgotten that, like many other businessmen, Ford was an Anti-Semitist who collaborated with Hitler. While the US denied refuge to persecuted Jews in Germany—as they now deny it to Muslims today for almost the same reasons—Alcoa and Texaco worked together with the fascist regimes of that time period.

It wasn’t businessmen who developed new technology and science but amateur inventors or salaried professors instead; from the foundation of this country to the invention of the Internet, continuing with Einstein and finally, the arrival of the first man on the moon. Not to mention, the basis of the sciences—which were shaped by those horrible and uncivilized Arabs centuries before—from the numbers that we use to Algebra to algorithms and many other sciences and philosophies that are part of Western civilization today, continuing with the Europeans in the 17th century. None of these men were businessmen, of course.

It wasn’t businessmen who achieved, through resistance and popular activism, almost all the progress with the civil rights that are now known today in this country, when at the time they were demonized as dangerous revolutionists and anti-Americans.

Mr. President Trump, I know you have been all your life too busy making money, so you don’t know this simple evidence: a country is not a business, it’s not a company. As an employer, you can hire and fire as many employees as you wish, for the simple reason that there was a State that gave an education to those people before and there will be a State later on that will be responsible for them when they are fired, with social welfare services —or with the police, as a worst case scenario.

An employer doesn’t know how to resolve any of these externalities. He’s only concerned about his own success that he will later confuse it with the success of the whole country and sell it in that same way because that is what a businessman does best: selling. Call it what you want.

You always boast about being immensely rich. I admire you for your bravery. But, if we consider what you have done starting with what you received from your parents and grandparents—money aside—it could be said that almost any businessman, any worker in this country that has started from nothing—and in many cases incurring enormous amounts of debt from his educational costs—is much more successful than you.

The Turk Hamdi Ulukaya was a poor immigrant when he founded the yogurt company Chobani a few years ago, which is now valued at two billion dollars. That type of story is very common in a country as great as this one, without a doubt. But this creative businessman had the decency to recognize that he didn’t do all of this by himself. That it would have been impossible without his employees and having been in as free of a country as this one. And actually, recently, he donated 10 percent of the company’s stocks to his employees.

In Mexico, there are similar examples to yours. But better ones. The most well-known example is Carlos Slim, the son of Lebanese immigrants, who took advantage of the economic crisis at the time—as any man with money would—now has eleven times your fortune.

Mr. President Trump, democracy has its own Achilles tendons. It’s not the critics, as any fascist society normally considers them—it’s the demagogues. The ones that beat their nationalistic breast in order to abuse the power of their own nations.

Twenty-five centuries ago, the first democratic example, Athens, took pride in welcoming foreigners; this wasn’t her weakness—nor political or moral. Athens had slaves just like your country had for a couple of democratic centuries, and in a way it continued this disgrace with undocumented workers. Athens had its demagogues too: for example, Anytus, a successful businessman who convinced the rest of society, very democratically, so that they would put the thinking mind of their age to death. Socrates’ downfall was questioning everything too much, for believing too little in the gods of Athens and for ruining its youth with doubts.

Of course, almost no one remembers Anytus today and the same thing will happen to you. At least you can double your bet and turn into one of the figures just like we’ve seen in European history of the 20th century with your exacerbated nationalism and your hatred for those people who looked like foreigners without even being so. You will always find followers—because that is also part of the political game—and right now, we don’t have a better system.

 

Jorge Majfud

http://www.huffingtonpost.com/entry/57dc39fee4b0d5920b5b2aac?timestamp=1474051083758

 

 

 

 

Les narrations politiques et l’invention de la réalité

par Jorge Majfud

 

Au milieu de la dernière décennie aux États-Unis, chaque fois que je me trouvais dans une de mes classes à discuter ouvertement de sujets comme le féminisme ou le mariage égalitaire je ne recueillais qu’une grande résistance, surtout de la part des étudiantes. Les rares qui osaient parler considéraient l’un, le féminisme, comme une dégénérescence propre au marxisme et l’autre comme une dégénérescence propre de l’humanité. Quant à leur tour les étudiants demandaient mon opinion, invariablement je leur répondait : « Il est possible de retarder l’histoire, mais personne ne pourra jamais l’arrêter. Maintenant la seule idée de reconnaître le mariage égalitaire comme un droit vous semble inacceptable et jusqu’à être une offense contre Dieu, mais dans dix ou quinze ans, plus d’un parmi vous se manifestera en faveur, au nom du même Dieu ».

Aujourd’hui, dans n’importe quelle classe et en dehors de celle stratégiquement appelée « bulle de l’université » (comme si le reste de la société n’était pas composé par d’autres bulles, fréquemment moins créatrices) où on aborde le même sujet, une majorité hétérosexuelle et définie comme conservatrice défend les droits des homosexuels, y compris le droit au mariage. La même chose a eu lieu avec la contraception dans les années soixante et avec le mariage interracial dans les cinquante, qui était illégal dans beaucoup d’états à l’époque où est né l’actuel président Barack Hussein Obama.

Avant que les post modernistes nient toute direction et sens des processus humains, les révolutionnaires de l’Ère moderne croyaient qu’il était possible d’accélérer l’histoire en provoquant la chute du fruit mûr, que l’histoire ne progressait pas de façon harmonieuse mais par des sauts abrupts (les révolutions). D’une certaine façon ils avaient raison : presque aucun progrès social n’a été fait sans un type de lutte, de résistance, d’action et de réaction. Chaque fois qu’on essaie d’arrêter ou de dévier le chemin de l’histoire, la violence éclate.

Le présent tyrannise notre vision du passé et de ce qui va se passer. Les gens pensent, par exemple, que parce que dans l’histoire récente les garçons s’identifient avec le bleu ciel et les petites filles avec le rose, il en a toujours été ainsi, et que cela le sera toujours, sans considérer qu’il y a à peine un siècle tous les enfants étaient habillés en blanc jusqu’à ce que les magasins des Etats-Unis inventent « les couleurs traditionnelles ». L’idée récurrente et tyrannique que « les choses sont ainsi depuis que le monde est monde » s’écroulerait rien qu’ en jetant un regard au portrait de Louis XIV, XV ou XVI avec perruques, chausses, jupes et talons hauts, montrant une jambe style Marilyn Monroe, tous symboles de masculinité de l’époque.

Peu nombreuses sont les encyclopédies qui définissent la Révolution américaine par l’oxymore de « révolution conservatrice », quand pendant des siècles et en considérant le monde de l’époque , on n’a pas vu une expérience plus radicalement réformiste et révolutionnaire. La seule omission de Dieu dans la Constitution, et l’obligation de ne mettre aucune religion dans les affaires de l’État, depuis le premier amendement et toute la Déclaration de droits , est remise en question de manière permanente par une population éduquée par la démagogie politique et prédicatrice, qui insiste sur le fait que ce pays fut fondé sur la base du christianisme et des philosophies séculières de l’époque. La légende « In God We Trust » a été introduite des générations plus tard. En fait, le serment de loyauté des États-Unis a été inventé et poussé par un chrétien socialiste qui, à la fin du XIXe siècle et en cohérence avec la Constitution, a évité le mot le Dieu, jusqu’à ce que la paranoïa maccartiste des années cinquante introduise la mention de Dieu comme façon de prévenir du communisme, ou plutôt, comme la façon d’imposer un statu quo qui se voyait gravement menacé par les mouvements sociaux qui ont héroïquement résisté au racisme et au sexisme d’idées populaires comme « l’intégration raciale c’est du communisme ».

En politique, comme en littérature, le temps est le meilleur critique. Surtout quand la vérité n’importe déjà plus.

Il est clair que Dieu n’a jamais été le problème, au moins de mon point de vue ; le problème habituel est ceux qui s’érigent en ses porte-paroles pour étendre leurs intérêts et leur contrôle social en son nom, passant au-dessus de toute évidence historique et créant un passé à leur goût.

Alors, imaginer un président socialiste aux États-Unis semble une utopie lointaine sinon impossible. Elle l’est, bien qu’en politique l’impensable finit par être adopté par les nouvelles générations. Je ne vais pas dire que le socialisme est meilleur que le capitalisme dans une société comme la société Usaméricaine. Je ne crois pas à l’importation de recettes politiques et sociales dans aucun pays. Mais je ne crois pas non plus que ce qui s’appelle vaguement socialisme soit quelque chose de nouveau dans ce pays (il suffirait de jeter un regard à son histoire et à ses programmes sociaux actuels, beaucoup plus socialistes qu’en Chine). Ce n’est pas un hasard si Karl Marx lui-même avait une opinion plus favorable de la démocratie US que des gouvernements européens de l’époque. D’un autre côté, ce qui s’appelle aussi vaguement le capitalisme ne se ressemble même par hasard à quelque chose de semblable à ce que les conservateurs identifient avec les idées des pères fondateurs. Jefferson, l’artisan de la démocratie US, n’avait aucune estime ni opinion favorable envers le pouvoir déchainé des banques. Sans commencer à considérer que Jésus, porte drapeau des capitalistes conservateurs, n’avait rien de capitaliste et qu’ils ne l’ont pas crucifié en tant conservateur, mais comme tout le contraire.

Voici le paradoxe actuel : le capitalisme a été un net progrès vers la liberté individuelle des agonîmes quand en Europe l’aristocratie héréditaire a commencé à perdre ses privilèges et son pouvoir grâce au nouveau pouvoir sans nom ni titre d’argent. Cependant, le capitalisme a dérivé vers un néo-féodalisme où les princes (les clans mega-millionnaires) ont plus de pouvoir que les gouvernements nationaux. Il suffirait de rappeler que les 62 personnes les plus riches ont autant d’argent que la moitié la plus pauvre du monde et que seulement 1 % accumule la même chose que tout le reste. Ensuite, pas nécessaire d’être un génie pour se rendre compte de comment et pour qui est organisé ce monde.

Mais, comme nous l’avons vu, ce qui est aujourd’hui inacceptable et inimaginable, sera politiquement correct demain.

Pour voir vers où vont les grands changements historiques, il faut jeter un regard long sur l’histoire, comme la conquête des droits et libertés individuelles commencée à la fin du Moyen Âge, etc. En ce qui concerne les changements politiques de court terme, il est nécessaire d’observer le niveau d’enthousiasme des jeunes. Par exemple : il est possible qu’Hilary Clinton gagne les primaires du Parti Démocrate, mais ce qui est clair c’est l’enthousiasme des adeptes de Bernie Sanders. Même en perdant, chose qui est à voir malgré les 30 % qui le placent en désavantage, il a déjà obtenu un changement inimaginable dans la narration d’une grande partie de la société. Même le triomphe général d’un showman comme Donald Trump, qui base sa campagne sur son propre ego, serait un triomphe de la réaction conservatrice au nouveau phénomène : les clans de mega-millionnaires, comme les Koch (la voix invisible, l’idéologie et morale des médias, des croyants et des hommes politiques usaméricains) malgré leur investissement d’autres milliards de dollars, comme ils planifient de le faire cette année, pourraient perdre quelque chose de plus qu’une élection.

En politique la vérité n’existe pas, mais les intérêts oui. La fiction politique n’est pas la propriété ni de la gauche ni de la droite, mais les meilleurs narrateurs sont les plus vraisemblables : ceux qui peuvent vendre une histoire et une morale (c’est-à-dire, acheter des consommateurs) comme les grandes maisons d’édition peuvent faire de tout roman de qualité moyenne un best seller mondial. En politique, comme en littérature, le temps est le meilleur critique. Surtout quand la vérité n’importe déjà plus.

 

Jorge Majfud

 

Le Courrier de la diaspora. 

Carlos Debiasi <carlosdebiasi@elcorreo.eu.org>

Paris, le 28 janvier 2016. 

Les univers parallèles

Univers parallèles et Utopies par Jorge Majfud

par Jorge Majfud * Los universos paralelos

Toutes les versions de cet article : [Español] [français]

Résumé de l’exposé présenté devant les Nations Unies le 26 mai 2015 en hommage à Eduardo Galeano.

Lors du Forum Social de Porto Alegre de 2005 Eduardo Galeano a rappelé la réponse que son ami Fernando Birri a donné une fois à la question : « A quoi sert l’utopie ? » « Je sais qu’elle est là-bas sur l’horizon », a répondus Birri. « Chaque fois que je fais un pas elle s’éloigne d’un pas … : A quoi sert-elle alors ? Elle sert à cela, à marcher ». José Saramago n’était d’accord : « les utopies ne servent à rien ; ce qui a transformé le monde fut la nécessité ».

Cela, je comprends, est une réponse qui essaie d’être pragmatique mais elle reflète, non seulement la frustration des intellectuels de la gauche depuis les années quatre-vingts, mais aussi une pensée très antérieure qui date du XIXe siècle : la pensée marxiste selon laquelle la base matérielle est celle qui dicte ses lois à la superstructure, c’est-à-dire les nécessités matérielles et les systèmes de production sur l’éthique, l’éducation, la religion, l’art, etc. Affirmer que quelque chose comme une idée (une utopie), depuis la superstructure, est capable de changer la réalité matérielle, n’appartient pas au marxisme orthodoxe. De la même manière, Ernesto Che Guevara était marxiste dans la théorie et par inadvertance un antimarxiste dans sa conception la plus profonde : non seulement de par son idée romantique qu’un groupe ou un individu comme Don Quichotte pouvait changer le monde, mais de par son insistance dans la force d’un changement moral comme moteur pour changer une réalité sociale.

L’un des livres fondateurs des utopies modernes c’était, précisément, « L’Utopie » (1516), de Thomas More. Ce qui est aujourd’hui l’Amérique Latine allait jouer dans cette nouvelle tradition un rôle décisif : More s’est inspiré des lettres qu’Amérigo Vespucci a écrites au début de l’ère de la découverte du Nouveau Monde. Vespucci avait rapporté que dans ces terres les natifs étaient des peuples très salutaires et avaient des coutumes étranges : ils n’avaient pas beaucoup d’estime pour les richesses matérielles, ils ignoraient la propriété privée et se baignaient tous les jours. Le machisme, une institution consolidée en Europe et exportée au nouveau monde, n’était pas aussi fort pour estimer la virginité chez la femme ou la maintenir éloignée des sujets publics.

Au-delà de savoir si les lettres de Vespucci (comme celles de Hernán Cortés ou celles de Bartolomé de las Casas) sont exagérées ou non, il est certain qu’elles révèlent une époque : l’Amérique comme Utopie exprimait les rêves et les aspirations d’une Europe qui s’abandonnait à la passion individualiste de la conquête et de l’argent ; l’avarice, cupiditas, cessait d’être un péché pour devenir une vertu. Le christianisme de la Renaissance a désacralisé le monde et a sacralisé le salut individuel : si le monde n’était déjà plus sacré mais matière, c’était bien, de l’exploiter sans condamner l’humanité à la perte. C’est-à-dire que l’utopie a été, depuis de nombreux points de vue un rêve collectif, l’expression symbolique du désir de ce que l’on n’est pas ou que l’on n’a pas, la faute pour ce qui n’a pas été fait ou qui a été fait mal, un rêve qui dans de nombreux cas s’est terminé en cauchemar.

Le temps européen qui, grâce aux premiers humanistes modernes du XIVe siècle, a cessé d’être conçu selon des Eres des métaux comme un processus inévitable de dégradation et de corruption et aux siècles postérieurs s’est mis à devenir une courbe ascendante, où tout temps passé était pire ; le meilleur était devant, vers l’avenir : le progrès et le dépassement de tous les malheurs grâce à la connaissance de l’homme et du monde.

Le capitalisme et le marxisme seront deux versions de la même conception fondatrice : le progrès éthique et matériel existe et derrière se trouvent les temps obscurs, les mythes et le Cosmos enchanté. Le Développement était, et dans de nombreux cas il l’est encore, simplement richesse, industrialisation. Mais si dans des décennies précédentes les hautes cheminées fumantes étaient l’orgueil national et même les poètes chantaient des louanges à la contamination, à notre époque c’est la consommation et les tours en verre qui s’accumulent l’une à côté de l’autre et rivalisent par leur taille sans vestiges de la perte de sacralité du sang et du monde.

Différent, le monde amérindien ne pas séparait pas le sang de l’esprit, les hommes et les femmes de l’univers naturel, ni se fiait à la conception judéo-chrétienne du temps linéaire. Comme dans beaucoup d’autres cultures, c’était un temps circulaire. Le progrès, la vertu, le sens de justice était, et recommence à être plutôt une restauration de l’origine. Ainsi, l’utopie prend fin avec les intellectuels engagés, chez les révolutionnaires, comme elle a commencé au XVIe siècle : inspirée du monde l’Amérindien, par la mise en cause de l’irrationalité de la surconsommation, de l’avarice et de l’individualisme depuis une vision écologique, qui est aussi une revendication indigène et indigéniste.

Certes, les utopies sont aussi antiques que les religions. Le paradis chrétien et musulman vague moksha, la libération du Samsara indien sont de clairs exemples. Mais dans notre temps les grandes utopies sont unanimement comprises et associées à des formes idéales de société. Ce type d’utopies modernes a connu une apogée au XIXe siècle et un déclin dans le postmodernisme. Comme nous l’avons dit précédemment, à la fin du siècle dernier (alors déjà à l’angoisse des catastrophes sociales persistante s’était déjà ajoutée l’angoisse de la catastrophe écologique), dans l’Ère moderne les hommes ont discuté de comment organiser la société parfaite ; dans l’Ère postmoderne ou neo médiévale les hommes (et maintenant les femmes aussi) nous nous inquiétons de savoir comment nous allons sauver le monde de la catastrophe. Depuis la fin de la modernité, tant à l’académie qu’à Hollywood les dystopies ( ou contre-utopies) commeTerminator sont plus populaires et assez plus vraisemblables que les utopies.

Morte l’Ère moderne, ou plutôt discréditée, l’Ère postmoderne a fait le chemin inverse : si la précédente avait sacrifié la sécurité en échange de la nouveauté, la liberté, notre époque a sacrifié la liberté pour la sécurité, depuis les dictatures diverses et innombrables du deuxième et troisième monde jusqu’aux démocraties contemporaines du premier monde, contrôlées par le grand capital privé et l’espionnage étatique de la vie privée.

Mais l’Ere moderne nous a légué deux vieux démons qui sont aujourd’hui dieux : l’égalité et la diversité. Les deux sont la face de la même monnaie, puisque nous sommes égaux, parce que nous sommes différents et on ne peut pas revendiquer l’un sans défendre l’autre. Mais toute différence ne se vaut. Les différences que nous nommons diversité et qui ne contredisent pas l’égalité de droits sont les différences horizontales, qui étaient avant verticales, non seulement dans la pratique mais aussi dans leur légitimité sociale. L’égalité et la diversité ont besoin de la liberté et de la sécurité, mais pas administrées verticalement mais horizontalement. C’est-à-dire la liberté ne s’oppose pas à l’égalité si c’est une liberté égale, si tous ceux que nous sommes différents, nous avons une quotité, à défaut d’être similaire au moins suffisante de liberté. Mais pour que cela arrive, est nécessaire une distribution minimale, raisonnable ou nécessaire, du pouvoir. Ce type d’utopies, qui dans une certaine mesure ont cessé de l’être, nous les appelons progrès, auxquels des critiques comme Eduardo Galeano ont participé d’une manière décisive, non seulement par leur critique des pleins pouvoirs hégémoniques, mais par leur conception existentielle, qui est plus propre du monde amérindien que de la philosophie (marxiste) européenne.

Temps et langage

Il est commun de considérer que le passé est en arrière et l’avenir en avant. C’est une conception, bien qu’unanime, tout à fait arbitraire. Ainsi que le nord n’est pas en haut, l’avenir n’est pas devant. La langue a attrapé l’idée de que notre corps marche en avant et l’a fixé dans notre conception du temps. Beaucoup plus en anglais, où les actions sont davantage récurrentes que les contemplations, où ne se distingue pas être d’être mais où se distinguent différentes formes de faire (to make / to do, sans commencer à considérer le vaste vocabulaire parlé qui se réfère à l’argent ou aux affaires même dans le fait de manger ou simplement de saluer), où les distinctions au temps passé sont moins sophistiquées que dans d’autres langues comme l’espagnol.

Dans des mentalités et des civilisations comme la nôtre, l’action prédomine sur la contemplation de l’existence, et par conséquent l’avenir est en avant. Dans des cultures plus contemplatives comme dans la Grèce antique ou dans les Andes, le temps était une rivière qui coulait depuis notre dos vers ce que nous avons par devant. C’est-à-dire le passé était en avant et l’avenir en arrière. Cette conception, qui en principe peut nous sembler absurde est encore plus logique que notre propre conception du temps : si nous pouvons voir le passé dans des formes de souvenirs et nous ne pouvons pas voir l’avenir incertain, dès lors ce que nous avons devant nous n’est pas ce qui viendra mais ce qui a été c’est-à-dire la mémoire. Dans le monde andin, ce temps est le ñaupa-q, le mot qui survit même dans les régions les plus euroaméricaines comme dans le Cône Sud rural.

Peut-être par nature, nous les humains nous essayons de protéger toujours notre optimisme, quel qu’il soit, en niant la réalité et en niant les conséquences négatives de nos actions au nom du progrès et le bonheur supposé d’être riches, qui se tient surtout par le fait que par une norme générale c’est une aspiration perpétuelle c’est-à-dire une utopie individuelle, de la renaissance.

L’utopie capitaliste et marxiste d’un avenir en avant et vers le haut appelée progrès ne serait pas, pour la mentalité indoamericaine, quelque chose qui est devant nous, mais derrière. L’utopie américaine (dans la version élaborée de Thomas More et dans ses perceptions nativistes), l’utopie d’un nouvel homme et d’une nouvelle société serait, en réalité, un retour à l’origine ou, du moins, la récupération de notre nature humaine corrompue par l’ambition et l’exploitation des hommes et de la nature. Pour prendre la conscience de cette utopie, qui est de résoudre aussi le problème créé par la même humanité, nous devrions regarder vers le passé. C’est-à-dire nous devons regarder vers l’avant avant de prévoir les problèmes que l’avenir nous procure.

Ce n’est pas un hasard, alors, qu’Eduardo Galeano a consacré sa vie, au moins sa vie littéraire, à critiquer le pouvoir tandis que les autres ont consacré leur vie à critiquer Galeano. Ce n’est pas non plus un hasard qu’il ait été l’essayiste qui ait le moins employé le je et la première personne dans sa prose poétique, ni que son arme principale dialectique ait été la récupération de la mémoire et que ses livres furent des variations de son œuvre maîtresse, la trilogie la Mémoire du feu.

Jorge Majfud. Nations Unies, le 26 mai 2015.

* Jorge Majfud est Uruguayen, écrivain, architecte, docteur en philosophie pour l’Université de Géorgie et professeur de Littérature latinoaméricaine et de Pensée Hispanique dans la Jacksonville University, aux États-Unis d’Amérique. Il est auteur des romans « La reina de lAmérica » (2001), « La ciudad de la Luna » (2009) et « Crise » (2012), entre d’autres livres de fiction et d’essai.

Traduit de l’espagnol pour El Correo par : Estelle et Carlos Debiasi

El Correo. Paris, le 19 juin 2015.

Los universos paralelos  (Spanish)

L’ennemi intérieur

Le terrorisme ne se justifie en rien, mais s’explique en tout

Spanish: El enemigo interior

Le plus grand danger qui menace l’Occident se trouve dans l’Occident lui-même : il suffirait de rappeler que si la démocratie, la lutte pour la liberté individuelle et pour les Droits de l’homme sont bien occidentales, non moins occidentales sont la censure, la persécution, la torture, les camps de concentration, la chasse aux sorcières, la colonisation par la force des armes ou du capital, du racisme, etc.
 
Comme nous l’enseigne bien l’histoire, deux ennemis qui se combattent aveuglement et obsessionnellement tôt ou tard finissent par se ressembler l’un à l’autre. Ce fut, plus ou moins, ce qui est survenu pendant la dite Reconquista en Espagne. Sauf qu’à l’époque la tolérance politique et religieuse fut plus grande dans l’Espagne islamique que dans la catholique. L’idée et la pratique selon lesquelles des juifs, des chrétiens et des musulmans ont pu vivre et travailler ensemble durant longtemps se sont avérées inacceptables pour la nouvelle tradition suivie par les rois catholiques. Après l’expulsion des maures et des juifs en 1492, s’en sont suivies des purifications ethniques, linguistiques, religieuses et idéologiques successives.
En revenant au présent, nous voyons qu’une enquête récente montre que 62 % des Allemands non musulmans considère que l’islam est incompatible avec le « Monde occidental », ce qui démontre que l’ignorance n’est pas non plus incompatible avec l’Occident. Il y a moins d’un siècle, une grande majorité pensait la même chose des juifs en Allemagne, et aux États-Unis d’Amérique, on craignait le danger imminent d’une invasion de catholiques fanatiques traversant l’Atlantique vers la terre de la liberté. L’enquête est publiée par le Wall Street Journalsous le titre : « L’Allemagne reconsidère la place de l’islam dans sa société ». Des titres semblables sont légion tous les jours. C’est comme si de par l’existence du Ku Klux Klan, un quotidien publiait à la une : « Les États-Unis d’Amérique reconsidèrent la place du christianisme dans leur société ». C’est ce type d’ignorance qui met vraiment en danger (le meilleur de) l’Occident, ce pourquoi maintenant les leaders du monde se scandalisent (et profitent, une fois encore, d’une occasion parfaite de se faire prendre en photos en défilant à la tête des masses) : la liberté d’expression dans toutes ses formes et la tolérance pour la diversité.
Si nous mesurions objectivement le danger d’actes barbares comme ceux récemment survenus à Paris, en termes mathématiques, nous pourrions clairement voir que les possibilités de n’importe quel citoyen de mourir dans un acte semblable sont infinitésimales en comparaison du danger réel que quelqu’un nous colle une balle parce que notre voiture lui plait, ou parce la façon dont nous habillons, ou dont nous nous exprimons ne lui plait pas. Les massacres quotidiens qui, dans des pays comme les USA ou le Brésil, surviennent tous les jours sont pris de façon si naturelle que chaque matin dans les infos les prévisions météorologiques suivent. Ainsi qu’il pleuve ou qu’il fasse soleil, chaque jour quelques types tirent quelques balles sur quelques autres types. Mais cela n’est pas une info, ni scandalise personne. Premièrement parce que nous sommes habitués ; deuxièmement parce que les groupes au pouvoir ne peuvent pas capitaliser trop sur ce type de violence. Au contraire, c’est une affaire discrète.
Maintenant, si quelqu’un tue cinq ou neuf personnes et le fait drapé dans le drapeau de l’ennemi, alors là, toute une nation, toute la civilisation est un danger. Parce que pour le pouvoir, il n’y a rien de meilleur que ses propres ennemis.
Certes, on pourrait argumenter qu’il s’agit d’un problème de valeurs. Mais aussi, ici, il y a une grossière erreur de jugement. L’idée répétée que l’Islam provoque la violence, en conséquence qu’il est nécessaire de confiner, ou mieux d’exclure ses adeptes, esquive le fait que cette religion a plus d’un milliard de fidèles et qu’une partie infinitésimale d’entre eux commettent des actes barbares, en incluant les fanatiques de l’État Islamique. D’autre part, des lois religieuses comme celle qui ordonne de lapider une femme infidèle, ne sont pas dans le Coran, mais dans la Bible ; dans certains passages, la Bible tolère et même recommande l’esclavage et la soumission et aussi le silence des femmes. Quelqu’un accuserait-il le christianisme d’être une religion raciste, machiste et violente ? Encore une fois : ce n’est pas la religion, c’est la culture.
Mais la narration de la réalité est plus puissante que la réalité. Ceux qui identifient l’islam à la violence, le font pas uniquement par intérêts tribaux, par préjugés raciaux ou culturels ; ils le font aussi parce qu’ils ignorent ou préfèrent ne pas se rappeler que les croisades qui pendant des siècles ont rasé des peuples entiers sur le chemin de l’Europe à Jérusalem, c’est-à-dire du monde barbare vers le centre civilisé de l’époque, n’étaient pas musulmanes mais chrétiennes, aussi chrétiennes que n’importe qui ; que les inquisiteurs qui ont torturé et brûlé vifs des dizaines de milliers de personnes pendant des siècles pour le seul fait de ne pas observer le dogme, étaient chrétiens, non musulmans ; que les hordes les plus récentes du Ku Klux Klan sont chrétiennes, non musulmanes ; que Franco, Hitler et presque tous les dictateurs sanglants qui en Amérique Latine ont séquestré, torturé, violé et tué des innocents ou des coupables de dissidence, avaient l’habitude de participer à la messe tandis que la hiérarchie ecclésiastique de l’époque bénissait leurs armes et leurs actions.
Mais nous serions intellectuellement barbares si, basés sur ce passé proche et présent, nous terminions en jugeant que le christianisme est une religion violente (comme ça, au singulier), une menace potentielle pour la civilisation.
Les actes actuels du terrorisme islamiste ne sont pas seulement la conséquence d’un long développement historique. Évidemment, ils doivent être condamnés, poursuivis et traités avec tout le poids de nos lois. Mais nous serions mortellement ingénus si nous croyions que notre civilisation est en danger à cause d’eux. Si elle est dans un danger, c’est par nos propres déficiences, qui incluent les opportunistes réactionnaires qui attendent les actions de l’ennemi pour élargir leur contrôle idéologique, politique et moral sur le reste de leurs propres sociétés.
Pour ces gens, peu importe que le policier assassiné pour défendre Charlie Hebdo fut un musulman, ni que le fut aussi l’employé du magasin casher qui a sauvé sept juifs en les cachant dans la chambre froide du commerce. Ce qu’importe est de nettoyer leur pays « des autres », de ces « nouveaux venus », comme si les pays avaient des propriétaires.
Le terrorisme ne se justifie en rien, mais il s’explique en tout. Regarder l’histoire, avec plus d’un siècle d’interventionnisme et d’agressions occidentales au Moyen-Orient, n’est pas un détail ; c’est un devoir. Pour deux raisons : d’abord parce que est fondamental pour comprendre le présent ; deuxièmement parce que le passé démontre, sans doute, que la violence n’est la propriété d’aucune religion mais de cultures déterminées à des moments déterminés dans des conditions politiques et sociales déterminées.
(Traduit de l’espagnol pour El Correo par : Estelle et Carlos Debiasi)
– Jorge Majfud, auteur uruguayen et professeur de littérature latino-américaine à l’Université de Géorgie, Etats-Unis d’Amérique.

http://alainet.org/active/80178&lang=es

Jorge Majfud, enero 2015

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10 George Orwell Quotes that Predicted Life in 2014

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George Orwell ranks among the most profound social critics of the modern era. Some of his quotations, more than a half a century old, show the depth of understanding an enlightened mind can have about the future.

“In our age there is no such thing as ‘keeping out of politics.’ All issues are political issues, and politics itself is a mass of lies, evasions, folly, hatred and schizophrenia.”

Though many in the modern age have the will to bury their head in the sand when it comes to political matters, nobody can only concern themselves with the proverbial pebble in their shoe. If one is successful in avoiding politics, at some point the effects of the political decisions they abstained from participating in will reach their front door. More often than not, by that time the person has already lost whatever whisper of a voice the government has allowed them.

“All the war-propaganda, all the screaming and lies and hatred, comes invariably from people who are not fighting.”

Examining the nightly news in the run up to almost any military intervention will find scores of talking heads crying for blood to flow in the streets of some city the name of which they just learned to pronounce. Once the bullets start flying, those that clamored for war will still be safely on set bringing you up-to-the-minute coverage of the carnage while their stock in Raytheon climbs.

“War against a foreign country only happens when the moneyed classes think they are going to profit from it.”

It’s pretty self-explanatory and while it may be hard to swallow, it’s certainly true. All it takes is a quick look at who benefited from the recent wars waged by the United States to see Orwell’s quip take life.

“The very concept of objective truth is fading out of the world. Lies will pass into history.”

My most prized books are a collection of history books from around the world. I have an Iraqi book that recounts the glory of Saddam Hussein’s victory over the United States in 1991. I have books from three different nations claiming that one of their citizens was the first to fly. As some of the most powerful nations in the world agree to let certain facts be “forgotten,” the trend will only get worse. History is written by the victor, and the victor will never be asked if he told the truth.

“In a time of deceit, telling the truth is a revolutionary act.”

Even without commentary, the reader is probably picturing Edward Snowden or Chelsea Manning. The revolutions of the future will not be fought with bullets and explosives, but with little bits of data traveling around the world destroying the false narratives with which governments shackle their citizens.

“Journalism is printing what someone else does not want printed: everything else is public relations.”

Make no mistake about it; if an article does not anger someone, it is nothing more than a public relations piece. Most of what passes for news today is little more than an official sounding advertisement for a product, service, or belief.

“In real life it is always the anvil that breaks the hammer…”

In every conflict, it is not the side that can inflict the most damage, but the side that can sustain the most damage that ultimately prevails. History is full of situations in which a military “won the battles but lost the war.”

“The nationalist not only does not disapprove of atrocities committed by his own side, but he has a remarkable capacity for not even hearing about them.”

Haditha. Panjwai. Maywand District. Mahmudiyah. These names probably don’t ring a bell, but it is almost a certainty that the reader is aware of the brutality that occurred in Benghazi. The main difference is that in the first four incidents, those committing the acts of brutality were wearing an American flag on their shoulder.

“Threats to freedom of speech, writing and action, though often trivial in isolation, are cumulative in their effect and, unless checked, lead to a general disrespect for the rights of the citizen.”

Everyday there is a new form of censorship or a new method of forcing people into self-censorship, and the people shrug it off because it only relates to a small minority. By the time the people realize their ability to express disapproval has been completely restricted, it may be too late. That brings us to Orwell’s most haunting quote.

“If you want a picture of the future, imagine a boot stamping on a human face—forever.”

Once the people are indoctrinated with nationalistic beliefs, and the infrastructure to protect them from some constantly-changing and ever-expanding definition of an enemy is in place, there is no ability for the people to regain liberty. By the time all of the pieces are in place, not only is opportunity to regain freedom lost, but the will to achieve freedom has also evaporated. The reader will truly love Big Brother.

Republished from  TheAntiMedia.org under a Creative Commons license. Written by Justin King.

El pasado siempre vuelve

 

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La tolérance est le vin des peuples

Español: La tolerancia es el vino de los pueblos

La tolérance est le vin des peuples

par Jorge Majfud *

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Mon père était le quatrième ou cinquième fils d’une douzaine qu’un mariage d’immigrants libanais, chrétienne elle et probablement lui aussi, a donné à l’Uruguay. Toute son enfance il l’a vécue dans la misère, e grattant les racines du champ pour manger, e mettant les pieds déchaussés dans le fumier des vaches pour amoindrir le froid des aubes givrées, se battant avec d’autres pauvres pour les os que le Frigorífico Tacuarembó rejetait.

Il était un enfant de l’école quand avec ses frères il travaillait déjà en pétrissant de la boue pour faire des briques ou en plantant des légumes qu’il vendait ensuite au village. Quand un frère revenait de l’école, l’autre le retrouvait à la sortie du village pour lui prendre ses chaussures.

Avec le temps, aux alentours des années cinquante, mon père a réussi à partir à la capitale pour étudier la menuiserie et la radiophonie et de retour dans son village il a ouvert son Usine de meubles, comme il la nommait, en plus de commencer diverses affaires et de fonder un Rotary Club et une coopérative bancaire avec une certain réussite. Pendant le jour il travaillait dans sa pharmacie ou cherchait une vache perdue dans un de ses champs et les nuits, pendant trente ans, il a donné des cours à l’école technique. Ses collèges riaient de son habileté à s’en dormir assis ou encore débout.

« si je revenait vivre, je travaillerais moins et jouirais plus », c’était l’une des dernières choses qu’il m’a dite par téléphone, non par amertume mais pour me donner un nouveau conseil, qui s’est trouvé le dernier. Notre dernière conversation fut sur un ton de plaisanteries, parce que on ne sait jamais le signifiant de chaque moment.

Le jour suivant ses obsèques, en marchant par les recoins de la ville de mes vies précédentes, comme si je promenais la tristesse avec l’espoir secret de qu’elle se perde dans un coin de rue, j’ai croisé de nombreuses personnes, trop nombreuses pour le moment, la majorité d’entre elles je ne les connaissais pas ou n’arrivais pas à les reconnaître après tant d’années. L’un d’eux m’a dit :

–La meilleure période de ma vie Je l’ai passé quand je travaillais avec ton père. L’homme savait comment obtenir du travail dans n’importe quelle ville et là-bas nous allions tous.

– J’ai été un élève de ton père – m’a dit un autre monsieur, de qui oui je me souvenais des années en arrière–. J’étais un garçon perdu quand je l’ai connu. Il m’a donné mon premier travail et il m’a appris à devenir quelqu’un. S’il ce n’était pas grâce à lui, aujourd’hui je ne serais pas ce que je suis ni j’aurais la famille que j’ai.

Ma perspective, comme celle de n’importe qui, n’est pas neutre. Pour moi c’était un homme austère, généreux avec les siens et les autres, bien que plusieurs penseraient sûrement le contraire. « Pour les uns je suis un type bien – disait-il – et pour d’autres sûrement un misérable. On ne peut pas être bien avec Dieu et avec le diable. « Il n’était pas difficile de lui trouver des défauts, non parce qu’il se distinguera spécialement dans cette particularité humaine, mais parce qu’il n’est jamais difficile de trouver des défauts chez les autres. Si on dit même qu’il y a déjà eu un type parfait, qui passait tout son temps en prêchant de l’amour démocratique même à ses ennemis et ils l’ont crucifié quand même : qu’est-ce que peut-on attendre de plus ?

Ceci était encore plus évident dans le monde des passions idéologiques. Nous discutions toujours de politique. Lui, enferré dans ses convictions conservatrices et moi, enferré à le réfuter. Nos discussions étaient intenses, mais toujours étaient résolues d’une façon simple :

– Eh bien, je vois déjà que nous n’allons pas nous mettre d’accord – disait-il– ; allons nous prendre un vin, alors.

Certes, quelqu’un dira que la tolérance n’est pas le vin, mais l’opium des peuples. Il n’en est pas moins vrai que son absence est la mort des peuples et, pire, la frustration de chacune des vies concrètes qui façonnent cette abstraction mythologique.

Je l’aimais beaucoup, comme tout bon fils peut aimer un bon père. Mais un fils n’aime jamais autant comme un père. Cela prend toute une vie pour arriver à cette vérité ; même, certains ont besoin de deux pour le comprendre et une de plus pour arriver à l’accepter. Ainsi, on découvre dans les souvenirs anciens d’autres significations, de plus en plus profondes.

Par exemple, lors de plusieurs élections politiques le vieux a composé les listes de son parti. Je n’ai jamais voté pour lui. Je me rappelle que la première fois, à la fin des années 80, j’ai voté pour un naissant parti écologique. Quand je suis arrivé à la maison j’ai dit à mon père que je n’avais pas voté pour lui. Comme toujours, il l’a reçu avec un sourire et il m’a dit que j’avais bien fait.

Maintenant qu’il est mort, je me demande à quoi diable a servi toute cette honnêteté idéaliste dont j’ai bénéficié ce jour d’élections. A quoi a servi toute cette petite cruauté ? A quoi a servi toute cette petite vérité, cette honnêteté suspecte ?

A quoi bon tout cela a servi ? Je me le demande tandis que je regarde un paquet d’une centaine de lettres écrites en arabe que ses parents ont écrit et ont reçu il y a presque un siècle. Je ne sais pas ce qu’ils disent. À peine si je peux soupçonner des histoires des amours et d’indifférence, des rencontres et d’éloignements que mon père , non plus, n’est jamais arrivé à connaître parce que les siens lui ont aussi caché leurs frustrations, comme ils ont caché tous les secrets de la langue qu’ils utilisaient seulement dans le plus profond de leurs deux intimités dévastées dans un habitat en torchis, au milieu d’un champ qui n’était pas à lui et qui donnait à peine de quoi survivre.

A quoi bien a servi tout cela ?, je recommence à me demander.

Alors je regarde mon fils qui regarde à travers la fenêtre, comme j’avais l’habitude de regarder tandis que mon père travaillait dans des choses plus utiles et je me rends compte que je connais la réponse. La réponse, non la vérité. Parce qu’une chose est le devoir, ce qui doit être, et l’autre simplement ce qui est. Pour l’une il n’y a pas de doutes et pour l’autre, sur la vérité, probablement personne ne sait ni même son nom.

Jorge Majfud * para Página 12

Traduit de l’espagnol pour El Correo par : Estelle et Carlos Debiasi.

 

 

La generación del silencio

A cuarenta años del golpe.

La generación del silencio

A los tres años subí a la torre de control del cuartel de Rivera, Uruguay, y toqué las alarmas. Al grito de “se escapan los tupas” se desplegaron los militares hasta que me descubrieron y me gritaron “¡Bajate de ahí, hijo de una gran puta!”. Esto lo recuerdo bien. No recuerdo, como decía mi abuela y lo repetían otros, que me bajé enojado y el milico me llevó arrastrando de un brazo.

Eso fue en el año 1973. Antes había conocido la cárcel de Salto y por último la de Libertad, con motivo de las visitas que mi familia le hacía a mi abuelo, Ursino Albernaz, “el León pelado”, el viejo rebelde, la oveja negra de una familia de campesinos conservadores. Según diversos testimonios, el viejo fue detenido por darles de comer en su granja a unos tupamaros prófugos. Desde entonces tuvo que aguantar todo tipo de torturas, encapuchado y golpeado por algunos de sus vecinos de poco rango; con las manos atadas por detrás, tuvo que esquivar los piñazos del ahora célebre capitán Nino Gavazzo, a quien hasta los servicios de inteligencia de Estados Unidos (con un historial vergonzoso en las dictaduras de la época) impidieron su ingreso al país calificándolo de “borracho bocón” cuando se supo de la amenaza contra la vida del congresista estadounidense Edward Koch.

De esos cursos en el infierno, mi abuelo salió con una rodilla reventada y algunos golpes que no fueron tan demoledores como los que debió sufrir su hijo menor, Caíto, muerto antes de ver el final de lo que él llamaba “tiempos oscuros”.

En la cárcel de Libertad (la más famosa cárcel de presos políticos se llamaba así porque estaba en un pueblo del mismo nombre, no por la incurable ironía rioplatense), el tío Caíto le confesó a su madre que había sido allí, en la cárcel, donde se había convertido en aquello por lo cual estaba preso. Siempre hablaban a través de un vidrio. Luego seguíamos los niños por otra puerta y salíamos a un patio tiernamente equipado con juegos infantiles. Allí estaba el tío, con su bigote grueso y su eterna sonrisa. Su incipiente calvicie y sus preguntas infantiles. A mí me elegían siempre para memorizar los largos mensajes que todavía recuerdo, ya que desde entonces perdí la generosa capacidad de olvidar. Entre los niños hamacándose y tirándose de los toboganes, yo me acercaba al tío y le decía, en voz muy baja para que no me escuchara el guardia que caminaba por allí, el mensaje que tenía.

El tío había sido torturado con diferentes técnicas: en Tacuarembó lo habían sumergido repetidas veces en un arroyo, lo habían arrastrado por un campo lleno de espinas. Lo habían encerrado en un calabozo y, mostrándole una riñonera ensangrentada, le habían informado que lo iban a castrar al día siguiente, razón por la cual había pasado aquella noche intentando esconder sus testículos en el vientre hasta reventar. Al día siguiente no lo castraron, pero le dijeron a su esposa que ya lo habían hecho, por lo cual su flamante esposo ya no le iba a servir ni de esposo ni de padre para sus hijos.

La tía Marta volvió al campo de sus suegros y se pegó un tiro en el pecho. Mi hermano y yo estábamos ese día de 1973 en aquella casa del campo, en Tacuarembó, jugando en el patio al lado de una carreta. Cuando oímos el disparo fuimos a ver qué ocurría. La tía Marta estaba tendida en una cama y una mancha cubría su pecho. Luego entraron personas que no puedo identificar a tanta distancia y nos obligaron a salir de allí. Mi hermano mayor tenía seis años y comenzó a preguntarse: “¿Para qué nacemos si tenemos que morir?”. La abuela Joaquina, que era una inquebrantable cristiana a la que nunca vi en iglesia alguna, dijo que la muerte no es algo definitivo, sino sólo un paso al cielo. Excepto para quienes se quitan la vida.

–¿Entonces la tía Marta no irá al cielo?

–Tal vez no –contestaba mi abuela–, aunque eso nadie lo sabe.

El tío Caíto murió poco después de salir de Libertad, en 1983, casi diez años más tarde, cuando tenía 39. Estaba enfermo del corazón. Murió por esta razón o por un inexplicable accidente en su moto, una noche, en un solitario camino de tierra, en medio del campo.

Ninguno fue un desaparecido. Ninguno murió en una sesión de tortura. Como muchos, fueron simplemente destruidos por un sistema y por una cultura de la barbarie.

El resto, aquellos niños que fuimos, seguiremos de alguna forma vinculados con esa barbarie hasta nuestras muertes. Nos queda, sin embargo, la posibilidad de ejercitar nuestra libertad de conciencia y hacer algo con todo ese estiércol, como un agricultor que abona un suelo en procura de algo más bello y productivo.

El 27 de julio de 1973 tuvo lugar el golpe de Estado cívico-militar que duró hasta 1985 y que precedió al golpe en Chile el 11 de setiembre y el de Argentina tres años después.

* Escritor. Jacksonville University.

Pagina/12 (Argentina)

Milenio (Mexico)

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40 ans après le coup d’Etat en Uruguay, la génération du silence.

par Jorge Majfud *

 

Toutes les versions de cet article : [Español] [français]

A trois ans je suis monté sur la tour de contrôle de la caserne Rivera, en Uruguay, et j’ai déclenché les alarmes. Au cri de « les tupas s’échappent », les militaires se sont déployés jusqu’à ce qu’ils m’aient découvert et m’ont crié « Descends de là, fils de grande pute ! ». Ceci je m’en rappelle bien. En revanche je ne me souvient pas , ce que racontait ma grand-mère et d’autres le répétaient, que je suis descendu fâché et que le milico m’a traîné par un bras.

Cela se passait durant l’année 1973. J’avais connu auparavant la prison de Salto et finalement celle de Libertad, à l’occasion des visites que ma famille faisait à mon grand-père, Ursino Albernaz, « le Lion chauve », le vieux rebelle, la brebis galeuse d’une famille de paysans conservateurs. Selon divers témoignages, le vieux a été arrêté pour avoir donné à manger dans sa ferme agricole à des tupamaros en cavale. Dès lors il a dû supporter tout type de tortures, cagoulé et frappé par certains de ses voisins de peu de rang ; avec les mains attachées par derrière, il a dû éviter les pains du désormais célèbre capitaine Nino Gavazzo, que même les services d’intelligence des Etats-Unis d’Amérique (qui ont un historique honteux dans les dictatures de l’époque) ont empêché d’entrer dans le pays en le qualifiant « d’ivrogne parleur » quand on fut au courant de sa menace contre la vie du parlementaire US Edward Koch.

De ces cours dans l’enfer, mon grand-père est sorti avec un genou éclaté et quelques coups qui n’ont pas été aussi démolisseurs que ceux dont a dû souffrir son fils cadet, Caíto, mort avant de voir la fin de ce qu’il appelait des « temps obscurs ».

Dans la prison Libertad (la plus célèbre maison d’arrêt de prisonniers politiques se nommait ainsi parce qu’elle était dans une petite ville du même nom, et non à cause de l’incurable ironie du Rio de la Plata), l’oncle Caíto a confessé à sa mère qu’il avait été là, dans cette prison, où il avait été transformé en ce pourquoi il avait été emprisonné. Ils parlaient toujours à travers une vitre. Ensuite nous les enfants arrivions par une autre porte et sortions dans une cour « gentiment » équipée de jeux pour enfants. Là, se trouvait l’oncle, avec sa moustache lourde et son éternel sourire. Sa calvitie naissante et ses questions puériles. Ils me choisissaient toujours pour mémoriser les messages longs dont je me souviens encore, puisque depuis lors j’ai perdu la généreuse capacité d’oublier. Entre les enfants se balançant et se jetant des toboggans, je m’approchais de l’oncle et lui disait, à voix très basse pour que le garde qui marchait près ne l’écoute pas, le message que j’avais.

L’oncle avait été torturé avec différentes techniques : dans la ville de Tacuarembó ils l’avaient submergé de façon répétée dans un cours d’eau, ils l’avaient traîné par un champ plein d’épines. Ils l’avaient enfermé dans un cachot et, en lui montrant un sac banane ensanglantée, ils l’avaient informé qu’ils allaient le châtrer le jour suivant, raison pour laquelle il avait passé la nuit à essayer de dissimuler ses testicules dans le ventre jusqu’à les éclater. Au jour suivant ils ne l’ont pas châtré, mais ils ont dit à son épouse qu’ils l’avaient fait, et qu’ainsi son conjoint flambant neuf n’allait déjà plus lui servir ni de conjoint, ni de père pour ses enfants.

Tante Marte est retournée au domaine de ses beaux-pères et s’est tiré un coup de feu dans la poitrine. Mon frère et moi, ce jour de 1973 dans cette maison du domaine, à Tacuarembó, jouions dans la cour à côté d’une charrette. Quand nous avons entendu le coup, nous sommes allés voir ce qu’il se passait. Tante Marte était allongée sur un lit et une tache couvrait sa poitrine. Sont ensuite entrées des personnes que je ne peux pas identifier à tant de distance et qui nous ont obligé à nous sortir de là. Mon frère plus grand, il avait six ans a commencé à se demander : « Pourquoi naissions-nous si nous devons mourir ? ». La grand-mère Joaquina, qui était une chrétienne inébranlable que je n’ai jamais vue dans aucune église, a dit que la mort n’est pas quelque chose de définitif, mais seulement un pas vers le ciel. Excepté pour ceux qui se suicident.

– Alors tante Marte n’ira pas au ciel ?

– Peut-être pas –répondait ma grand-mère, bien que cela personne ne le sait.

L’oncle Caíto est mort peu après être sorti de Libertad, en 1983, presque dix ans plus tard, quand il avait 39. Il était malade du cœur. Il est mort pour cette raison ou par un accident inexplicable sur sa moto, une nuit, sur un chemin de terre isolé, au milieu de la campagne.

Aucun n’a été un disparu. Aucun n’est mort lors d’une session de torture. Comme beaucoup, ils ont été simplement détruits par un système et par une culture de la barbarie.

Le reste, ces enfants que nous avons été, nous continueront d’une certaine manière liés à cette barbarie jusqu’à nos morts. Il nous reste, toutefois, la possibilité d’exercer notre liberté de conscience et de faire quelque chose avec tout ce fumier, comme un agriculteur qui abonde un sol dans à la recherche de quelque chose de plus beau et productif.

Le 27 juillet 1973 eut lieu le coup d’État civil-militaire qui a duré jusqu’à 1985 et qui a précédé le coup d’Etat au Chili le 11 septembre et celui de l’Argentine trois ans après.

Traduit de l’espagnol pour El Correo par : Estelle et Carlos Debiasi

El Correo. Paris, le 27 juin 2013.

 

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Tristes memórias da ditadura uruguaia. A geração do silêncio

 

Após narrar fatos vivenciados no contexto da ditadura uruguaia, com marcas profundas em seu ser, o escritor Jorge Majfud reconhece que aquilo que resta dessas terríveis experiências de torturas e de traumas é “a possibilidade de exercitar nossa liberdade de consciência e de fazer algo com todo esse estrume, como um agricultor que aduba um terreno em busca de algo mais belo e produtivo”. O artigo é publicado no jornal Página/12, 27-06-2013. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

Aos três anos, subi à torre de controle do quartel de Rivera, Uruguai, e disparei os alarmes. Sob o grito de “estão fugindo os tupas” (tupamaros), agitaram-se os militares, até que me descobriram e gritaram: “Desça daí, filho de uma grande puta!”. Recordo-me bem disto. Não me lembro, da forma como dizia minha avó e outros repetiam, que desci irritado e que o milico me arrastou pelo braço.

Esse foi o ano de 1973. Antes, havia conhecido a prisão de Salto e, por último, a de Libertad, em razão das visitas que minha família fazia para meu avô, Ursino Albernaz, “o Leão pelado”, o velho rebelde, a ovelha negra de uma família de camponeses conservadores. Segundo diversos testemunhos, o velho foi detido por ter dado comida, em sua fazenda, para alguns tupamaros fugitivos. Desde então, precisou aguentar todos os tipos de torturas, encapuzado e golpeado por alguns de seus vizinhos de baixa categoria. Com as mãos presas para trás, teve que evitar os golpes do agora célebre capitão Nino Gavazzo, a quem até os serviços de inteligência dos Estados Unidos (com um histórico vergonhoso nas ditaduras da época) impediram de entrar no país, qualificando-o como “bêbado charlatão”, quando se soube da ameaça contra a vida do congressista estadunidense Edward Koch.

Desses momentos no inferno, meu avô saiu com um joelho arrebentado e com alguns golpes que não foram tão demolidores, como aqueles sofridos pelo seu filho mais novo, Caíto, morto antes de ver o final do que ele chamava “tempos obscuros”.

Na prisão de Libertad (a mais famosa prisão de políticos se chamava assim porque ficava num povoado como o mesmo nome, não pela incurável ironia rio-platense), o tio Caíto confessou para sua mãe que havia sido ali, na prisão, que tinha se convertido naquele pelo qual estava preso. Sempre conversavam através de um vidro. Em seguida, nós, as crianças, íamos por outra porta e chegávamos a um pátio ternamente equipado com jogos infantis. Ali estava o tio, com seu bigode grosso e seu eterno sorriso. Com sua incipiente calvície e suas perguntas infantis. Sempre me escolhiam para memorizar as longas mensagens que ainda me lembro, já que, desde então, perdi a generosa capacidade de esquecer. Entre as crianças, nos escorregadores, eu me aproximava do meu tio e dizia-lhe, com a voz muito baixa, para que o guarda que caminhava por ali não me escutasse, a mensagem que tinha.

O tio havia sido torturado com diferentes técnicas. Em Tacuarembó, haviam-lhe afogado repetidas vezes em um córrego, arrastando-lhe por um campo cheio de espinhos. Fecharam-lhe num calabouço e, mostrando-lhe uma bolsa ensanguentada, informaram-lhe que iriam lhe castrar no dia seguinte, razão pela qual passou aquela noite tentando esconder seus testículos no ventre até arrebentar. No dia seguinte, não o castraram, mas disseram para sua esposa que já haviam feito isto, razão pela qual seu flamejante esposo já não lhe serviria como esposo, nem como pai para seus filhos.

A tia Marta voltou para a fazenda de seus sogros e deu um tiro no peito. Nesse dia de 1973, meu irmão e eu estávamos naquela casa de campo, em Tacuarembó, jogando no pátio ao lado de uma carroça. Quando ouvimos o disparo, fomos ver o que aconteceu. A tia Marta estava estendida numa cama e uma mancha cobria seu peito. Em seguida, entraram pessoas, que não posso identificar depois de tanto tempo, e nos obrigaram a sair dali. Meu irmão mais velho tinha seis anos e começou a se perguntar: “Para que nascemos, se temos que morrer?”. A avó Joaquina, que era uma inquebrantável cristã, que nunca vi em Igreja alguma, disse que a morte não é algo definitivo, mas apenas uma passagem para o céu. Exceto para aqueles que tiram a sua própria vida.

– “Então, a tia Marta não irá para o céu?”

– “Talvez, não – respondia minha avó -, apesar de que ninguém sabe”.

O tio Caíto morreu pouco depois de sair da prisão Libertad, em 1983, quase dez anos mais tarde, quando tinha 39 anos. Estava doente do coração. Morreu por esta razão ou por um inexplicável acidente em sua moto, uma noite, num solitário caminho de terra, no meio do campo.

Não houve nenhum desaparecido. Nenhum morreu numa sessão de tortura. Assim como muitos, simplesmente foram destruídos por um sistema e por uma cultura da barbárie.

O restante, aquelas crianças que fomos, de alguma forma, continuaremos ligados com essa barbárie até as nossas mortes. No entanto, fica-nos a possibilidade de exercitar nossa liberdade de consciência e de fazer algo com todo esse estrume, como um agricultor que aduba um terreno em busca de algo mais belo e produtivo.

No dia 27 de junho de 1973, ocorreu o golpe de Estado civil-militar que durou até 1985 e que precedeu o golpe no Chile, do dia 11 de setembro, e o da Argentina, três anos depois.

Instituto Humanitas Unisinos (Brasil)

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What good is culture?

What Good Is Culture, Anyway?

Spanish: “¿Para qué sirve la cultura?”

It is understandable that in times of crisis, all sectors of a society suffer budget cuts and reduced profits. It is not totally comprehensible, but it is easy to understand that the first casualty of these cuts is culture. We accept that if we do not read a book, or if we deprive ourselves of a classic film, we will not be as bad off as if we stopped eating or dressing. While in the short term this is true, in the long term it is a very dangerous trap. 
In what sense? Take for example the practice of “sunset” rules.  These were known to the legislators of ancient Rome and preferred by the great political strategists, the parasites of democratic systems: establish a law or a rule, such as tax cuts for investors with specific expiration date, which makes it appear temporary. Usually that date falls in an election year, which means that no one will propose a tax increase and the law will likely be extended again. However now it has the advantage of being consolidated within the political discourse and the social narrative.

The problem of what is superfluous and what is not becomes multiplied when we pass from individual to public life; from a time measured in days or weeks to a social time measured in years; or to an historical time measured in decades. 
The men and women who access governments all around the world always use the dreams and hopes of their voters, then justify their unpopular government decisions not as dreamers but indeed the opposite: they repeat, they have real responsibilities (but with whom?); they are pragmatic people and those who disagree are dreamers; delusional, irresponsible street protesters that have nothing productive to do.

Therefore, the weapons of these pragmatic people is to point at the weakest flank of any government: first culture, then education. Actually, there are countless more useless items than culture and education, such as large sections of the administration itself. Nevertheless, we obviously need a strong administration when we do not have enough education or we have a precarious and primitive culture. This is true both in the so-called developed world and in the never-named underworld as well. 
It is natural that in times of economic crisis, culture is the first victim of these snipers, since it usually is even in good times: for example, to strip or strangle public programs such as state television channels, radio, symphony orchestras, stimulus to the various arts, to thought, to the humanities in general, and science in particular.

Why? It is argued and easily accepted that it is not fair, for example, that a private TV program on the sexual weaknesses of some entertainment producer or the entire industry of popular entertainment  must cope on its own, while other programs that have a small audience, like a series about the First World War or about Hemingway novels, unfairly receive government support. That is money from the rest of the population that does not look or is interested these cultural programs . It’s not fair, they argue, that a government could favor Don Quixote to Harry Potter, Leonard Cohen to Lady Gaga, or Tennessee Williams to Big Brother, and so on and so forth.

That is what is eloquently called free competition, which is nothing more than the tyranny of the market forces on the rest of human life. In fact, the central argument, explicit or sweetened, is that culture must also submit to the same rules to which we all are subjected, we all who that are dedicated to “more productive” activities (as if the productivity activities in consumer societies were not, in fact, a tiny minority.) If we do a study to identify those items actually “productive” or essential to human life, we probably will not reach ten percent of all the economic activity revolving around us.

Now, I understand that leaving culture in the hands of the market forces would be like leaving agriculture in the hands of the laws of meteorology and microbiology. Nobody can say that excessive rains, drought, locust invasions, worms, pests, and parasites are less natural phenomena than the always elusive and suspicious “invisible hand” of the market. If we were to abandon agriculture to its own fate, we would perish of hunger. Just like this, we need to understand that if we abandon culture to the hands of the market forces, we would perish from barbarism.

Jorge Majfud

Jacksonville University

Eduardo Galeano

Eduardo Galeano

“The Hoariest of Latin American Conspiracy Theorists”

 

Although I would say that the article “The Land of Too Many Summits” by Christopher Sabatini (Foreign Affairs, April 12, 2012) is right on some points, it nonetheless fails to give little more than unproved opinions on other matters — or as Karl Popper would say, certain statements lack the “refutability” condition of any scientific statement — and is inaccurate in terms of its overall meaning.

For years I have argued that Latin American victimhood and the habit of blaming “the Empire” for everything that is wrong is a way to avoid taking responsibility for one’s own destiny. Mr. Sabatini is probably right in the central point of his article: “If the number of summits were a measure of the quality of diplomacy, Latin America would be a utopia of harmony, cooperation, and understanding.” However, Latin American leaders continue to practice antiquated traditions founded upon an opposing ideology: a certain cult of personality, the love for perpetual leadership positions, the abuse of grandiloquent words and promises, and the sluggishness of concrete and pragmatic actions and reforms, all of which are highly ironic features of governments that consider themselves “progressive.” Regardless, not all that long ago, when conservative dictatorships or marionette governments in some banana republic or another manifested such regressive characteristics, it didn’t seem to bother the leaders of the world’s wealthiest populations all that much.  

On some other basic points, Sabatini demonstrates factual inaccuracies. For example, when he states that Eduardo Galeano “wrote the classic screed against the developed world’s exploitation and the region’s victimhood, Open Veins of Latin America, read by every undergraduate student of Latin America in the 1970s and 1980s,” he forgets — I cannot assume any kind of intellectual dishonesty since I don’t know much about him, but neither can I accuse him of ignorance, since he has followed “Latin American politics for a living” — that at that time Latin America was not the magic-realist land of colorful communist dictators (with the exception of Cuba) as many Anglo readers frequently assume, but rather the land of brutal, conservative, right-wing military dictatorships with a very long history.

Therefore — anyone can logically infer the true facts — that famous book was broadly forbidden in that continent at that time. Of course, in and of itself, the widespread prohibition against it made the publication even more popular year after year. But such popularity did not primarily stem from the book’s portrayal of the self-victimization of an entire continent — which I am not going to totally deny — but was more in response to Galeano’s frank representation of another reality, not the false imaginings of certain horrible conspiracy theorists, but rather the reality created throughout Latin American history by other hallucinating people, some of whom became intoxicated by their access to power, although they themselves did not actually wield it in the formal sense.

Therefore, if Eduardo Galeano — a writer, not a powerful CEO, a commander in chief of some army, another drunken president, nor the leader of some obscure sect or lobby — is “the hoariest of Latin American conspiracy theorists,” then who or what is and was the de facto hoariest of Latin American conspirators? Forget the fact that Galeano is completely bald and try to answer that question.

Regrettably, it has become commonplace for the mass media and other supporters of the status-quo to ridicule one of the most courageous and skillful writers in postmodern history, and to even label him an idiot. However, if Eduardo Galeano was wrong in his arguments — no one can say he was wrong in his means, because his means have always been words, not weapons or money — at least he was wrong on behalf of the right side, since he chose to side with the weak, the voiceless and the nobodies, those who never profit from power, and consequently, we may argue, always suffer at its hands.

He did not pick white or black pieces from the chessboard, but instead chose to side with the pawns, which historically fought in wars organized by the aristocracy from the rearguard (kings, queens, knights, and bishops). Upon the conclusion of battle, that same aristocracy always received the honors and conquered lands, while the pawns were forever the first to die.

Thus has it been in modern wars. With the ridiculous but traditional exception of some prince playing at war, real soldiers are mostly from middle and lower classes. Although a few people have real money and everyone has real blood, as a general rule, only poor people contribute to wars with their blood, whereas only rich people contribute to wars with their money — not so hard to do when one always has abundant material means, and even less difficult when such a monetary contribution is always an interest-bearing investment, whether in terms of actual financial gain or perceived moral rectitude, both of which may well be considered as two sides of the same coin.

Is it mere coincidence that the economically powerful, the politicians in office, the big media owners and a variety of seemingly official self-appointed spokespersons for the status quo are the ones who continuously repeat the same tired litany about the glory of heroism and patriotism? It can hardly be a matter of chance, considering that such individuals have a clear need to maintain high morale among those who are actually going to spill their own blood upon the sacrificial altar of war, and have an equally evident motive for demoralizing to the greatest extent possible those skeptics or critics such as Eduardo Galeano who cross the line, and who never buy those jewels of the Crown.

 

Jorge Majfud

 The International Political Review >>

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Another conservative paradox

FDRoosevelt

FDRoosevelt (Photo credit: Wikipedia)

Politicians who are the champions of private businesses as the only motor of the American (or any) economy and the best social organizers (forget F.D. Roosevelt, the 4 term “socialist” president who saved and refunded the country) always blame the government for not doing better in the economy. That is why they want to take the government over. So, why do they never blame private business when they permanently fail to be successful enough.

 

Another conservative paradox

Recently released: US GDP grew 1,5 % in the second quarter, the 12th growth in a row after G.W. Bush historic recession. From a narrow “econometric” point of view, it is not that bad, if we consider all the crises, deep recessions and slow dawns around the word.

However, what is quite interesting is that the right-wing politicians are happy with this seeming “Obama’s failure”. Well, they say, Mitt Romney will do it better. The politicians who are the champions of private businesses as the only engine of the American (or any) economy and as the best social organizers (forget F.D. Roosevelt, the 4 term “socialist” president who saved and refunded the country) always blame the government for not doing better in the economy. That is why they want to take the government over. So, why do they never blame private business when they permanently fail to be successful enough. Perhaps they know that even the most successful cases have been subsidized by the government (that is, by taxpayers) as IBM, Microsoft, etc. (who did actually invest in computer research for decades?), and now GM, etc?

So, guys, if the economy is not doing better, perhaps you have to blame billionaire private business, bank inefficiency and corruption, corporate greed, some crazy speculators, and so on and so forth… at least once in history. Are they ideologically untouchable? Are they responsible only when thing are ok? We know that the governments are always bad. But based on facts, private empires are much more populist and responsible for almost every social chaos than the government that is just preventing the population to do something that the big guys wouldn’t like to experience.

Les élections en Barbarie

Más sobre la primavera árabe (Spanish)                              

Après le triomphe du parti des Frères musulmans en Egypte, la presse occidentale n’a pas manqué d’exprimer son inquiétude. Quelques articles d’opinion suivis d’une pléthore de commentaires anonymes en bas de page les ont même qualifiés de « terroristes-prêts-à-nous-envahir », ce qui permettrait de justifier probablement quelque nouvelle intervention diplomatique, économique ou militaire dans la zone – de la part des mêmes qui, face aux véritables tragédies humanitaires, prennent leur temps, se cantonnent aux discours ou détournent le regard.

De toute façon, même si nous n’avons pas encore ce type de réponses internationales, la grande presse au moins – la presse bâillonnée qui bâillonne – joue son rôle traditionnel en réveillant les tribalismes ancestraux.

Pour nous qui sommes favorables à un progrès de l’histoire dans la ligne des droits des majorités et des minorités, des libertés individuelles et collectives qui passent avant toute hiérarchie politique et sociale, les réactions des islamistes les plus conservateurs ne représentent aucune promesse d’avancée dans une telle direction mais plutôt le contraire. Encore moins les puristes fanatiques comme les Talibans qui se prennent pour les maîtres de toute la morale de cet univers et se croient autorisés à l’imposer aux autres ; ou encore les dictateurs religieux ou séculiers à l’ancienne comme Al-Assad en Syrie, qui, dès qu’ils sentent leur trône menacé, fusillent des innocents dans leur propre peuple. 
Pour autant, les réactions basées sur n’importe quelle autre tradition religieuse n’en sont pas moins agressives et arbitraires, non tant par leur aspect religieux mais surtout de par leurs intérêts matériels. Comme dans les lettres de Christophe Colomb et dans les chroniques de tous ses successeurs, alors que sur chaque page on peut lire le nom de Dieu répété à l’envi, on observe en même temps de quelle façon leurs actions les conduisent toujours à l’or maudit des peuples sauvages.
Au cours des dernières décennies, l’accusation de terrorisme a facilité non seulement l’abolition de la maxime de Jésus qui préconise de tendre l’autre joue à son agresseur – ce qui peut se comprendre – mais elle a aussi introduit une prescription très audacieuse et créative qui dit : nous devons agresser celui qui pourrait nous agresser un de ces jours. C’est ce qu’on appelle l’autodéfense préventive. N’importe quelle loi de n’importe quel Code civil, ancien ou moderne, la condamnerait en tant que crime absurde ou paranoïaque. Mais pas les lois internationales qui sont restées médiévales et ne reposent pas sur le droit mais sur l’intérêt et la force. Même la plus ancienne des règles morales de l’histoire civilisée, répétée par les sages de la Chine à La Nouvelle Angleterre et en Extrême Occident – « Ne fais pas à autrui ce que tu ne voudrais pas qu’on te fasse » – est violée chaque jour au nom du droit à l’autodéfense.

Si nous étions naïfs, nous trouverions curieux que nous, les démocrates occidentaux, ayons soutenu des dictatures comme celle de Moubarak en Egypte et que lorsque le peuple élit quelqu’un selon le système électoral au nom duquel nous avons envahi plusieurs pays, nous les qualifions de terroristes simplement parce que nous n’aimons pas le vainqueur ou parce qu’il représente la culture et la religion de « l’ennemi ». La démocratie, c’est bon pour nous qui sommes civilisé et qui savons choisir, mais c’est mauvais pour eux parce que ce sont des barbares et qu’ils ne savent pas ce qu’ils veulent. Il en est de même pour notre nationalisme qui est du patriotisme, le bon, le nationalisme des autres   étant un terrorisme dangereux.

C’est étonnant que nous, les Occidentaux, appelions « terroristes-prêts-à-nous-envahir » les Égyptiens ou certains de leurs gouvernements dont nous devons nous protéger- et nous prémunir- quand on sait que l’Egypte comme n’importe quel autre pays périphérique n’a jamais envahi aucun pays occidental. L’Occident par contre possède une longue histoire d’invasions et de destructions de ce pays qui va   des invasions militaires par la France et l’Angleterre jusqu’aux invasions économiques comme par exemple celle en rapport avec l’histoire de son coton. Les puissances occidentales ont pillé et détruit ce pays assez régulièrement. Nous pouvons en voir une petite partie symbolique dans les musées du monde riche nommée par celui-ci « donations généreuses » – donations typiques des pays colonisés ou sous contrôle étranger.

Les Égyptiens n’ont jamais fait la même chose à aucune puissance occidentale non pas qu’ils soient « bons » mais probablement parce qu’ils ne possèdent pas d’armée aussi héroïque. Nous continuons néanmoins à répéter ce que la grande presse – le bras droit des pouvoirs sectaires, une autre forme de poursuite de la politique par d’autres moyens -injecte quotidiennement dans l’esprit et le cœur des démocrates, rationnels et compatissants.

 Auparavant, les cartes européennes désignaient les régions du nord de l’Afrique sous le nom de Barbarie. Aujourd’hui, la grande presse les qualifie de terroristes ou fanatiques qui veulent prendre le contrôle du monde. Ce sont deux façons de perpétuer la peur en Occident   et des agressions en perspective en Orient. Comme la grande presse de l’autre côté n’est pas très différente, au lieu d’un Dialogue des Cultures et des Civilisations, nous sommes face à une guerre des Sourds étendue, qui comme toute guerre sert les intérêts de quelques-uns au nom de tous.

Il est évident qu’un grand nombre de lecteurs intelligents n’adhèrent pas à ce discours. On peut supposer que ceux-ci seront chaque jour plus nombreux et les statistiques   rendent plus nerveux et plus agressifs ceux qui contrôlent le pouvoir dans le monde. Pour le moment, néanmoins, pendant qu’ils planifient quelque nouvelle révolution démocratique, ils continuent d’appliquer la bonne vieille méthode : mentez, faites peur, il en restera toujours quelque chose.

Jorge Majfud

 Tlaxcala 

Translated by  Pascale Cognet

Edited by  Fausto Giudice فاوستو جيوديشي

La double bonne affaire du chômage

El doble negocio de la desocupación (Spanish)

Child laborer in the Mollohan Mills, Newberry,...

La double bonne affaire du chômage

par Jorge Majfud *

Les pauvres chômeurs et improductifs qui vivent de l’aide de l’État ne sont pas en réalité une mauvaise affaire pour les grandes entreprises. Ils aident à maintenir pas seulement les bas salaires, comme c’ était déjà le cas au XVIIIe siècle, mais, de plus, dans notre civilisation matérialialiste, ils sont de parfaits consommateurs. L’aide que ces pauvres chômeurs reçoivent de l’État est entièrement destinée à la consommation de biens de base ou de distraction et dis-track-tion, ce qui signifie qu’ainsi les megaentreprises continuent de faire une bonne affaire avec l’argent des contribuables. Bien sûr, tout connaît une limite.

D’un autre côté, cette réalité sert une critique ou un discours en principe acceptable et enkysté dans la conscience populaire du monde riche, produit par le bombardement médiatique : tandis que les grandes compagnies produisent (dans tous les sens du terme) et génèrent des postes de travail, les paresseux profitent d’elles à travers l’État. Les grandes compagnies sont les vaches sacrées du progrès capitaliste et l’État avec ses paresseux sont les vices qui empêchent l’accélération de l’économie nationale.

En première instance c’est vrai. Ce mécanisme maintient non seulement une culture de la paresse dans les classes sociales les plus basses attendant cette aide de l’État (quand existe un système de sécurité sociale comme aux États-Unis) mais de plus nourrit la haine des classes laborieuses qui doivent se résigner à continuer de payer leurs impôts pour entretenir cette part de chômeurs qui de façon basique représentent une charge et aussi une menace permanente d’une plus grande criminalité et de plus de dépenses en prisons. Ce qui est aussi vrai, puisqu’il est plus probable qu’un chômeur professionnel se consacre à une activité criminelle qu’un travailleur actif.

Cette haine de classes maintient le statut quo et, ainsi, l’argent continue de circuler de la classe travailleuse jusqu’à la classe exécutive, entre d’autres moyens, via les paresseux – chômeurs. Si ces chômeurs étaient dans le circuit du travail, ils consommeraient probablement moins et exigeraient de meilleurs salaires et de l’éducation. Ils seraient mieux organisés, ils n’auraient pas autant de ressentiment pour ceux qui se lèvent tôt pour aller à leu travail, et seraient moins victimes de la démagogie des hommes politiques populistes et des sectes patronales qui sont, en définitive, les propriétaires du capital et, surtout, du know-how social — les know-why et les know-what sont insignifiants.

Pour quelqu’un qui doit vendre un minimum annuel de tonnes de sucre à l’industrie de l’alimentation, pour le dire d’une certaine façon, un travailleur ne sera jamais une meilleure option qu’un chômeur entretenu par l’État. Pour les entrepreneurs de santé, non plus. Quelques études récentes indiquent que la consommation de sucre dans les limonades est aussi préjudiciable pour le foie que la consommation d’alcool, puisque le foie doit de toute façon métaboliser le sucre, donc prendre un soda, en dernier ressort et sans considérer les problèmes de conduite, c’est la même chose que boire du whisky (Nature, Dr. Robert Lustig, Univ. of Californie). Un Coca-Cola n’a même pas le bénéfice qu’a le vin pour la santé. Cependant, durant les dernières années la proportion de sucre dans les boissons et la quantité que chaque individu consomme a augmenté dan le monde entier, au désespoir de notre organisme qui a eu seulement le temps d’évoluer pour tolérer le sucre des fruits, et pour une saison par an. Les spécialistes considèrent que cette augmentation de la consommation est due à la pression politique des compagnies qui sont impliquées dans la commercialisation du sucre. Comme conséquence, aux États-Unis et dans beaucoup d’autres pays nous avons des populations de plus en plus obèses et malades, ce qui soit dit en passant signifie de plus grands gains pour l’industrie de la santé et des laboratoires pharmaceutiques.

Mais ainsi fonctionne la logique du capitalisme tardif, qui est la logique mondiale d’aujourd’hui : s’il n’y a pas de consommation il n’y a pas de production et sans celle-ci, il n’y a pas de profits. Ce serait beaucoup plus salutaire pour les consommateurs si les vendeurs d’aliments à coups de shocks délicieux de sel-sucre, attaquaient chaque consommateur avant d’entrer à un supermarché. Mais ceci, comme l’augmentation d’impôts, est politiquement incorrect et trop facile à visualiser de la part des consommateurs. Mon attention a toujours été attirée par le fait universel que les toxicomanes volent et tuent des personnes honnêtes pour acheter de la drogue et ne volent pas, ni n’attaquent pas les vendeurs de drogues eux mêmes, ce qui serait un chemin plus direct et immédiat pour une personne désespérée. Mais la réponse est évidente : c’ est toujours plus facile d’attaquer un travailleur honnête qu’ un délinquant qui connaît l’histoire. En général, le susdit est presque impossible, au moins pour un consommateur commun.

L’objectif primaire de toute entreprise ce sont les profits et tout le reste ne sont que des discours qui essaient de légitimer quelque chose qui ne peut pas être changé dans la logique purement capitaliste. Quand cette logique fonctionne sans limites, cela s’appelle progrès. Les compagnies progressent et comme conséquence les individus progressent — vers la destruction propre et autre.

Récemment la ville de New York a interdit la vente de bouteilles gigantesques de soda en alléguant qu’ils stimulaient la consommation excessive de sucre. Ce type de mesures ne seraient jamais prises, ni même proposées, par une entreprise privée dont l’objectif est de vendre, à moins qu’elle ne vende de l’eau minérale. Mais dans ce cas l’interdiction explicite d’une entreprise sur l’autre irait contre les lois du marché, raison pour laquelle cette lutte se produit normalement selon les lois de Darwin, où les plus forts dévorent les plus faibles.

Ces limites à la « main invisible du marché » seuls les gouvernements peuvent les établir. La même chose est arrivée avec la lutte contre le tabagisme. Les gouvernements ont l’habitude d’être infestés, contaminés par les lobbies des grandes entreprises et ont l’habitude de répondre à leurs intérêts, mais ils ne sont pas des monolithes et de temps à autres ils se souviennent leur raison d’être selon les préceptes modernes. Alors ils se souviennent qu’ils existent pour la population, et pas le contraire, et agissent en conséquence en remplaçant les profits par la santé collective.

La liberté n’a pas progressé par les groupes d’entreprises et de sociétés financières mais malgré celles-ci. Elles ont progressé au cours de l’histoire par ceux qui se sont opposés aux pleins pouvoirs hégémoniques ou dominants du moment. Il y a plusieurs siècles ces pleins pouvoirs étaient les églises ou les États totalitaires, comme les anciens rois et leurs aristocraties, comme l’Union soviétique et ses satellites. Depuis quelques siècles jusqu’à aujourd’hui, de plus en plus, ces pleins pouvoirs résident dans les entreprises qui sont celles qui possèdent le pouvoir sous forme de capitaux. Toute vérité qui sort des grands médias sera contrôlée de façon directe ou subtile – par exemple, à travers l’autocensure — par ces grandes signatures, qui sont celles qui font vivre les médias à travers la publicité. Les médias ne survivent plus, comme au XIXe siècle et une grande partie du XXe siècle, de la vente des exemplaires. C’est-à-dire les grands médias dépendent chaque fois moins et, par conséquent, chaque fois doivent moins à la classe moyenne et travailleuse. L’Ère digitale pourra un jour inverser ce processus, mais pour le moment les individus isolés se limitent à reproduire les informations et récits sociaux préfabriquées par les grands médias qui ne vivent que de la publicité des grandes entreprises et des multinationales. C’est-à-dire les sur-moi sociaux. Le contrôle est indirect, subtil et implacable. Toute chose qui va contre les intérêts des annonceurs signifiera le retrait de capitaux et, donc, la décadence et la fin de ces médias, qui laisseront leur place à d’autres pour accomplir leur rôle de marionnettes.

A quelques exceptions, ni les pauvres ni les travailleurs ne peuvent faire du lobby au parlement. En temps d’élections, ce sont les multinationales qui mettront des milliards pour faire élire un candidat ou l’autre. Aucun candidats ne mettre à cause la réalité basique qui soutient l’existence de cette logique mais n’importe qui parmi eux qui est choisi et tout de suite élu — ou vice versa — sera hypothéqué dans ses promesses quand il entrera en fonction et devra répondre en conséquence : aucune entreprise, aucun lobby ne met de millions de dollars quelque part sans considérer cela comme un investissement. S’ils les mettent pour combattre la faim en Afrique ce sera un investissement moral, « ce qui ont en trop », comme disait Jésus en se référant aux aumônes des riches. S’ils les mettent sur un candidat présidentiel ce sera, évidemment, un investissement d’un autre type.

Le pouvoir disproportionné de ces organismes, nombreux secrets ou discrets sont le pire attentat à la démocratie dans le monde. Mais peu pourront le dire sans être étiqueté comme idiots. Ou ils apparaîtront dans quelques grands médias porte-parole de l’establishment, parce que tout milieu qui se vante de démocratique devra payer un impôt à son hégémonie en permettant que s’infiltrent quelques opinions vraiment critiques. Cela, clairement, sont exceptions, et entreront en conflit avec un public habitué au sermon quotidien qui soutient le point de vue contraire. C’est-à-dire, ils seront considérés comme des produits infantiles de ceux qui ne savent pas « comment fonctionne le monde » et qui défendent les paresseux chômeurs qui vivent de l’État, tandis que celui-ci vit de et punit les grandes entreprises les plus heureuses. Surtout dans des temps de crise, l’État les punit avec des réductions d’impôts, prêts sans échéance et sauvetages sans limites.

Depuis la dernière grande crise économique de 2008 aux États-Unis, par exemple, les grandes entreprises et les corporations n’ont pas arrêté d’augmenter leurs profits malgré une faible réduction de l’emploi et un cheval de bataille pour l’opposition au gouvernement. Les économistes les plus consultés par les grands médias appellent cela « augmentation de la productivité ». C’est-à-dire avec moins de travailleurs on obtient de plus grands bénéfices. Les travailleurs qui restent en trop, conséquence de l’augmentation de productivité sont dérivés vers la sphère de l’État maudit qui doit assurer que — bien que démoralisés ou comme — ils continuent de consommer avec l’argent de la classe moyenne pour augmenter plus encore les profits des marchands des élites dominantes qui, sans payer les salaires mais sans arrêter de leur vendre le même bibelot et le même soda sucré et les mêmes chips salés, verront augmentés encore plus l’efficacité, la productivité et les profits de leur admirablement heureuses entreprises.

Nous pouvons appeler tout ce mécanisme pervers « la double affaire du chômage » ou « les miracles des crises financières ».

Jorge Majfud, le 4 juin 2012. 
Jacksonville University

Traduit de l’espagnol pour El Correo par : Estelle et Carlos Debiasi