Os Acordos de Paz do Viciado em Homem Branco

Em 29 de setembro de 2025, o New York Times noticiou a reunião na Casa Branca entre o presidente Trump e o primeiro-ministro israelense Netanyahu. A manchete de capa dizia: “Trump e Netanyahu dizem ao Hamas para aceitar seu plano de paz, ou então…”. O subtítulo esclarecia as reticências: “O presidente Trump afirmou que Israel teria sinal verde para ‘completar a missão’ se o Hamas se recusasse a aceitar o acordo de cessação das hostilidades”.

Cessação das hostilidades… Não é que a história rime — ela se repete. Desde o século XV, todos os acordos assinados pelos impérios europeus foram sistematicamente ignorados quando deixavam de lhes servir ou quando conseguiam avançar suas linhas de fogo. Destruição e pilhagem temperadas com alguma boa causa: civilização, liberdade, democracia e o direito do invasor de se defender. Durante séculos, essa foi a história recorrente da diplomacia entre povos indígenas e colonos brancos — não muito diferente do caso mais recente do “Acordo de Paz” proposto e imposto sob ameaça por Washington e Tel Aviv à Palestina. Foi a mesma história de violação de todos os tratados de paz com as nações nativas de ambos os lados dos Apalaches, antes e depois de 1776.

Naquela época, o que os historiadores chamam de “Compra da Louisiana” (1803) não foi uma compra, mas uma desapropriação brutal das nações indígenas, proprietárias ancestrais daquele território — tão vasto quanto toda a nascente nação anglo-americana. Nenhum povo indígena foi convidado à mesa de negociações em Paris, um lugar distante dos despossuídos. Quando algum desses acordos incluía um “representante” dos povos atacados, como no caso da desapropriação dos Cherokee em 1835, tratava-se de um falso representante — um Guaidó inventado pelos colonos brancos. O mesmo aconteceu com a transferência das últimas colônias espanholas (Cuba, Porto Rico, Filipinas, Guam) para os Estados Unidos. Enquanto centenas de Sioux tingiam a neve de Dakota de vermelho, exigindo o pagamento do tratado que os obrigava a vender suas terras, um novo acordo de paz para os povos tropicais era assinado em Paris. Nenhum representante dos despossuídos foi convidado a negociar o acordo que tornaria possível sua “libertação”.

Para Theodore Roosevelt, “a guerra mais justa de todas é a guerra contra os selvagens (…) os únicos índios bons são os índios mortos”. Mais ao sul, escreveu e publicou: “os negros são uma raça estúpida”. Segundo Roosevelt, a democracia havia sido inventada em benefício da raça branca, a única capaz de civilização e beleza.

Durante esses anos, o grupo étnico anglo-saxão precisava de uma justificativa para sua brutalidade e seu hábito de roubar, lavando seus crimes com acordos de paz impostos pela força. Como o paradigma epistemológico da ciência havia substituído a religião na segunda metade do século XIX, essa justificativa passou a ser a superioridade racial.

A Europa havia subjugado a maior parte do mundo por meio de seu fanatismo e vício em pólvora. As teorias sobre a superioridade do homem branco andavam de mãos dadas com sua vitimização: negros, pardos, vermelhos e amarelos se aproveitavam de sua generosidade enquanto ameaçavam a minoria da raça superior com a substituição pelas raças inferiores. Isso soa relevante hoje?

Como essas teorias biológicas não eram suficientemente fundamentadas, voltaram-se para a história. No final do século XIX, teorias linguísticas e, posteriormente, antropológicas sobre a origem pura da raça nobre (ariana, iraniana) — a raça branca —, originária dos Vedas hindus, proliferaram na Europa. Essas histórias rebuscadas, juntamente com símbolos hindus como a suástica nazista e o que hoje se conhece como Estrela de Davi (usada por diferentes culturas séculos antes, mas também originária da Índia), tornaram-se populares como símbolos raciais impressos.

Não por coincidência, foi nessa época que as teorias supremacistas e o sionismo foram fundados e articulados em seus conceitos históricos — no norte da Europa, branca, racista e imperialista. O próprio fundador do sionismo, Theodor Herzl, acreditava que os judeus pertenciam à “raça ariana” superior.

Até a Segunda Guerra Mundial, esses supremacistas coexistiram com certos atritos, mas não o suficiente para impedi-los de firmar acordos — como o Acordo de Haavara, entre nazistas e sionistas, que durante anos transferiu dezenas de milhares de judeus brancos (de “bom material genético”) para a Palestina. Os primeiros antissionistas não foram os palestinos que os acolheram, mas os judeus europeus que resistiram ao acordo de limpeza étnica. Ao mesmo tempo em que os palestinos eram colonizados e despojados de suas terras, o judaísmo era colonizado e despojado de suas tradições.

Quando os soviéticos exterminaram os nazistas de Hitler, ser supremacista tornou-se uma vergonha. De repente, Winston Churchill e os milionários americanos pararam de se gabar de serem nazistas. Antes disso, a Declaração Balfour-Rothschild de 1917 havia sido um acordo entre brancos para dividir e ocupar um território de “raças inferiores”. Como disse o racista e genocida Churchill, então ministro da Guerra: “Sou totalmente a favor do uso de gás venenoso contra tribos incivilizadas.”

Mas a irracionalidade brutal da Segunda Guerra Mundial também liquidou a Era Moderna, baseada nos paradigmas da razão e do progresso. A ciência e o pensamento crítico deram lugar à irracionalidade do consumismo e da religião.

É assim que os sionistas de hoje não insistem mais na ONU e na Casa Branca em sua superioridade racial como arianos, mas sim nos direitos especiais de serem os semitas escolhidos por Deus. Netanyahu e seus escudeiros evangélicos citam a sacralidade bíblica de Israel mil vezes, como se ele e o rei Davi fossem a mesma pessoa — e como se os semitas de pele escura de três mil anos atrás fossem os mesmos cazares do Cáucaso que adotaram o judaísmo na Europa medieval.

O acordo de Washington entre Trump e Netanyahu, para ser aceito pelos palestinos, é ilegítimo desde o início. Não importa quantas vezes a palavra “paz” seja repetida — assim como não importa quantas vezes se diga “amor” enquanto uma mulher é estuprada. Será para sempre um estupro, assim como a ocupação israelense e o apartheid da Palestina.

Na terça-feira, 30 de setembro, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, reuniu seus generais e citou George Washington: “Aquele que anseia pela paz deve se preparar para a guerra”, não porque Washington “quisesse a guerra, mas porque amava a paz”. O presidente Trump concluiu: seria um insulto aos Estados Unidos se ele não recebesse o Prêmio Nobel da Paz.

Em 1933, em seu discurso no Reichstag, o candidato ao Prêmio Nobel da Paz Adolf Hitler declarou que a Alemanha ansiava apenas pela paz. Três anos depois, após militarizar a Renânia, insistiu que a Alemanha era uma nação pacifista em busca de sua segurança.

Mesmo que o novo acordo entre Washington e Tel Aviv seja aceito pelo Hamas (uma das criaturas de Netanyahu), mais cedo ou mais tarde será violado por Tel Aviv. Porque, para a raça superior — para os povos eleitos —, não há acordos com seres inferiores, apenas estratégias de pilhagem e aniquilação. Estratégias de demonização do escravo, do colonizado e de vitimização do pobre homem branco — aquele viciado em pólvora, agora em pólvora branca.

Jorge majfud, setembro 2025

Sólo por casualidad

Vaya casualidad que por enésima vez Milei repite las mismas frases que salen de Washington y Tel Aviv de forma simultánea, como aquello de “En Gaza no hay inocentes”, etc.

Esta semana tuvimos “La cultura hebrea es la base de la moral y de la civilización occidental” (idea absurda que ignora el 99 por ciento de la historia global para crear esa ficción a la carté llamada “Occidente”), repetida de forma simultánea en destientos podios de distintos continentes. Todos podios de la extrema derecha, está de más decir.

No es que sean las mismas ideas. Son las mismas palabras y, por si fuese poco, están siemrpe cronometradas.

En Argentina, lo leyó Milei (Milei siempre lee sus discursos) y en Tel Aviv, salió de boca del embajador estadounidense Mike Huckabee, esta vez en un acto adulatorio a Netanyahu.

El patrón se repite año tras año de forma descarada. Claro, confían en el Amén interminable de sus esclavos privilegiados.

La misma vestimenta, los mismos colores, los mismos clichés–píldoras fáciles de consumir.

Los mismos crímenes.

Tal vez sea hora de fundar una religión basada en El Quijote. Además, dejaríamos de pagar impuestos, que no es poca cosa, sobre todo considerando que sirven para proteger a los ricos y para financiar guerras. Sería una religión irracional, como cualquier otra, pero al menos estaría llena de humanismo, solidaridad y compasión por los humanos. Claro, eso mientras no surja un idiota fanático, privatizador de la verdad, con su propia interpretación para justificar otras masacres.

Jorge Majfud, Setiembre 2025

October 8, 2023. The Day After. Interview

October 8, 2023. The Day After. Interview

(This is an automatic transcription of a radio interview, so it may contain some errors.)

Nora Veiras: Well, we are in contact with the journalist, essayist, and university professor Jorge Majfud, who lives in the United States, and to analyze a bit the situation that erupted following the attack by the Hamas Group on Israeli territory, the Israeli response beginning with the declaration of war and the bombings that have now been ordered across the entire Gaza Strip. Good afternoon, Jorge, Nora Veiras here, how are you?

Jorge Majfud: Good afternoon, Nora, very well here. Well, Jorge, how do you see this escalation of the conflict in the Middle East, this surprise on Israel’s part, which evidently did not expect an attack of this nature, and the reaction to this from the State of Israel itself and its allies around the world? Well, a personal reading is that it is the only new thing in this whole long 75-year conflict is that attack, quite―so to speak―effectively coordinated, which has cost hundreds of lives on both sides; that’s the only new thing. Now, we can think, or we can see, if we compare it to 9/11, that for me it is very difficult to believe that the most militarized, most heavily monitored, the most brutal border in the world, would be breached in that way, not only by rockets, but that it was directly penetrated almost in a relatively easy way. For me, that Mossad didn’t know about it is the same as being told that the CIA didn’t know about 9/11, about the Twin Towers; it’s the same thing. Now, we can also speculate that it has the same motivations and consequences also. In fact, the motivation, according to the 2007 WikiLeaks, had already been put forward by the Israeli side, that they wanted Hamas to take control of the Gaza Strip government, and they stated that directly in an e-mail, saying that it was a way to be able to declare war on Gaza as a hostile entity. That is, that’s the only new thing we see in a very, very long one, which we have already seen decades ago in the same story, and I, who also walked around there in the 90s on foot, from one side to the other, see that it’s getting worse and worse. And who is benefiting from this? Well, the same ones as always, those who make a lot of money or who have other interests based on these kinds of international conflicts.

Nora Veiras: Now, specifically, several things regarding what you’re saying. On the one hand, the far right―the coalition that, let’s say, supports Netanyahu in Israel―had been undermined by massive mobilizations against the policies it pursues, and even by the very corruption allegations against Netanyahu. And in that context, this attack obviously ends up rallying the population, it seems to me, in defense of the State, in the face of such a brutal external attack, and the brutal reaction that the State of Israel is also carrying out, right?

Jorge Majfud: Yes, international conflicts are a fantastic rallying force. They raise hatred, raise fears, and we’ve already seen that for centuries. Recent wars too, from the Iraq war to the one in Ukraine. That brings an entire population together on one side and the other, and that is very convenient For those leaders who, as in Netanyahu’s case, were being strongly challenged from a legal point of view and from a political point of view, because of the political changes they had enacted that had taken place, which were resisted by, as you said, massive popular mobilizations. And they still are, of course, but war generally silences those voices and strengthens the leader. And how do you imagine the conflict evolved? Because now we are at the stage, I think at the climax of this reaction, and now also the threat from the same groups in Gaza, threatening to escalate Hamas’s offensive if the bombings against the Gaza Strip continue. There are cards to play there, on both sides. Israel is besieged in Gaza, well, it has always lived under siege, but in In the past few hours, the electricity―everything has been cut off. In many places, when there is conflict, the population flees. Israelis have been fleeing to the airport. In the case of the Palestinians of Gaza, they have also been fleeing, but to nowhere, because they cannot go to any other place. Other factors are the kidnapped, or the prisoners held by Hamas, who number around 150 or 180, and who may also be, or are going to be taken as bargaining chips, and will probably execute some, or who knows―they are also being bombed by Israel; civilian buildings continue dying and are going to keep dying. Now, what I see is that there are two, if we look at possible future changes, we have to consider two major poles. One pole consists of those who, for some, as for motive, are interested in international conflict. Generally, it’s a power elite, whether economic, military, or whatever, on one side or the other. And the other side is, what do the populations think, especially the populations of those superpower countries. And if we take a look at the United States, for example, we see that the Jewish population of the United States has always been predominantly Democratic, but not the most affluent, obviously. We are talking about the middle class and below. It has always been Democratic. And the general population of the United States, as of a year or two ago, has leaned, in my opinion–I’m talking about Democrats–more in favor of the Palestinians than of the Israelis. Now, if we look at what American Jews think, 58% of American Jews support restrictions on U.S. military aid because they consider that this serves to expand settlements in the West Bank. A third of them is in agreement in saying that Israel is a racist state… And 25 percent consider it an apartheid. That’s how Miriam Bregman put it in yesterday’s debate. She summed it up, I found it quite fitting, because it always seems you have to make it hurt for one side and not the other, and there is a need to explain that we are all against it, decent people, that any innocent death is regrettable, but it seems you have to explain it. And she puts it into a sentence; I have the sentence here, she says, ‘we feel pain for the victims who occur in a conflict,’ very well summed up, there’s no need to explain it. Moreover, it is obvious ‘that they are based on the State of Israel’s policies of occupation and apartheid against the Palestinian people.’ Period. They summed it up perfectly in a single sentence. And I already think that they have some authority to say these things. And many others, even American journalists, sorry, Israeli journalists, who have very bravely criticized the policies. It is not a question of Jews or non-Jews, of antisemites or non-antisemites, which is sometimes mixed into the issue, but fundamentally, one must not forget that there is a strong Israeli policy that is not Judaism, it is not the population of Israel, although many support it; it is a clear policy. And the press simplifies by saying that it is Israel against Hamas. The Palestinian cause does not exist for the mainstream press global. When it’s the war between Russia and Ukraine, it’s all of Ukraine against Russia. It’s not a group within Ukraine that’s in conflict; it’s not NATO, rather, it’s an entire people. That is, the language of the headlines themselves simplifies and dehumanizes terribly. That is, that they are the children who for decades have been dying in the West Bank and in Gaza; they are Palestinians for a Palestinian cause, for a Palestinian reason, and the word Palestinian practically doesn’t appear. It’s simply terrorist groups terrorists. It’s dehumanization that has a long history.

Nora Veiras: We are speaking with Jorge Majfud, writer, journalist, essayist, a Uruguayan based in the United States, a professor in the United States. Now, Jorge, you say, well, this is a conflict that has had terrible episodes, cyclically, for 75 years. In this case, it lays bare the violation, the vulnerability, or, well, the suspicion regarding that vulnerability that terrorist groups directly entered and committed massacres on Israeli territory. Now, faced with this climax in the situation, Israel’s response is, obviously, to declare war with the same logic they had been following. Do you think there could be any opening for dialogue, or is this a crescendo and we have to see what Iran does and where the weapons that Hamas had at its disposal came from, and the weapons the United States sends, and the triangulation of weapons that occurs through trafficking via the arms that reach Ukraine? Is the complexity you see someone who can try to steer a negotiation out of this crescendo?  

Jorge Majfud: I think the big players, the leaders of the great powers should have the primary responsibility. And as for the weapons, of course, and if the Palestinians don’t have an army, then everything they do in self-defense will be considered terrorism and illegal. Although the UN, in the 1982 resolution, recognizes that every people has the right to use even armed violence when it is under oppression or for racial reasons, etc. That is to say, it is a right and it is recognized by the UN, but what is the negotiation here? We’re talking about a military superpower with a population of millions of people, just in Gaza two and a half million, as the journalist calls it Israeli Gideon Levy, an open ghetto, an open prison, the largest in the world and without an army, therefore with absolutely no deterrent power. And on the other side, an entity with atomic weapons and much more advanced military power. So there is no negotiation between equals. An intervention is necessary by several superpowers that come to an agreement and obviously invite the parties involved, because otherwise we’d be left with the old colonial recipe of others solving it for them. But they will not resolve that among themselves, and if they do resolve it they will resolve it in favor of the more powerful, as always.

Nora Veiras: In the United States, what have been the initial reactions of Democratic and Republican leaders to these new escalations?

Jorge Majfud: Well, basically the same as always. Leaders–politicians, generally – have a particular position that is quite different from that of their voters. And it’s what I said at the beginning: their voters’ opinion is changing much faster and in an accelerated way than that of political leaders. From Biden to Trump, more or less, it’s the same stance. That is, send the aircraft carriers, send the weapons–who are they harassing? A people who, yes, it’s true, are illegally armed, but don’t have an army; their capacity is simply a guerrilla capability, directly. It’s not an army like that of Ukraine or Russia. So I think there’s a strong split and a big war industry, as well as the war in Ukraine, and losing wars, has always been so beneficial to the war industry. The same sort of thing happens, but it is always innocents on both sides who end up providing the bodies and the blood. So politics is not based on any morality, only on interests and rhetoric. So, to return to your question, the political position is predictable, as it was in yesterday’s debate in Argentina. Everyone repeated the same speech: some are terrorists, some are terrorists, and the others―what are they? In other words, planting bombs underneath is terrorism; dropping them from the sky is defense of the State and the Nation. It is not terrorism to kill innocents? Killing innocents is always terrorism, no matter whether legal or illegal weapons are used. or with legal weapons. And in this case it must be acknowledged that there is a people without rights, a set of rights completely suspended, and another that has far greater capacity to respond and has institutions, has police, has an army, etc. So they cannot resolve that among themselves. If 75 years have already passed, another two centuries will continue to pass in this situation. There are two options on the table: one is two states and the other is one state. Well, I don’t know what the solution is and besides I’m not the least qualified to comment on that, but the great leaders to take a moral initiative rather than one based on interests, and that will arise when the peoples begin to pressure. At the moment there is no pressure. It is true that the majority of the street demonstrations in all countries are in favor of the Palestinians, but that doesn’t serve as significant pressure to, say, get the four or five major superpowers to get together and agree to resolve this, and each side has to give up something, like in any negotiation.

Nora Veiras: Thank you very much. Jorge Majfud, writer and essayist, for this conversation with The 750.

Jorge Majfud: Well, a hug. Thank you very much for calling.

Nora Veiras: Thank you.

From https://www.pagina12.com.ar/596611-jorge-majfud-sobre-el-ataque-de-hamas-a-israel-los-conflicto

La muralla comienza a derrumbarse

Los miembros del consejo de Iowa City aprobaron una resolución para boicotear a empresas, como Boeing y Caterpillar, por ser cómplices del genocidio en Gaza, donde imágenes de niños muriendo de hambre se están transmitiendo en los noticieros nacionales. La resolución se aprobó por unanimidad, tras un gran apoyo público.


Tarde, pero está llegando. Quienes eligieron el lado seguro del presente, cayeron en el lado equivocado de la historia.
En 2024 las protestas universitarias y los reclamos estudiantiles por “desinversión” de las universidades en compañías israelíes fue demonizada como “comunistas”, “inmaduros”, “abusadores de la democracia”, “comprados”, “pro-Hamas”, “antisemitas” y hasta “terroristas”.

Miles fueron castigados con detenciones, cárcel, expulsión, secuestro, deportaciones, y criminalización por su derecho de conciencia y valentía moral. Todo esto puede sonar extraño en “la democracia líder del Mundo Libre” según todos los clichés, pero es estrictamente factual y es necesario ponerlo por escrito para que no haya confusiones.

Esos que estuvieron en la peligrosa vanguardia de los Derechos Humanos y sufrieron todo el castigo de la arrogancia del poder, no serán compensados por el daño que han recibido. Serán minimizados u olvidados, mientras los acomodaticios de siempre volverán a acomodarse con rechazos tardíos y a la corriente de una ola que se llevará muchas cosas más allá de Gaza.

Jorge Majfud, agosto 2025

https://www.pagina12.com.ar/596611-jorge-majfud-sobre-el-ataque-de-hamas-a-israel-los-conflicto

https://x.com/majfud/status/1956301029294719307

Norman Finkelstein responde: «¿Debemos aceptar estudiantes de Israel?» (video)

Norman Finkelstein, el más claro heredero de la cristalinidad de Noam Chomsky, responde la pregunta sobre la inclusividad de si «¿debemos aceptar estudiantes de Israel




Silencios y titubeos del gobierno uruguayo sobre Gaza demuestran debilidad moral (audio)

Desde EEUU, nos comunicamos con el profesor y analista Jorge Majfud, para hablar y reflexionar sobre la situación en medio oriente y “la brutalidad de este genocidio”.

Majfud señaló este genocidio tiene una diferencias con anteriores, muy remarcable que “nos interpela a todos y nos debería dar vergüenza. Primero  la altísima documentación de todo tipo posible, desde testimonios a imágenes, estamos sobreinformados y por otro lado la total incapacidad de la mayoría del mundo que esta profundamente indignado, como seres humanos sin compromiso con el poder, con el dinero, ni compromisos políticos, seres humanos de verdad que están totalmente indignados y al mismo tiempos son materialmente incapaces de hacer mucho o prácticamente nada para evitarlo”.

La tercer diferencia, agregó el analista “es que esos que cometieron genocidios como el de Ruanda no han tenido la capacidad de sabotaje, acoso, listas negras, manipular la opinión o comprar políticos como hacen en EEUU o de presionar políticos o acosar políticos de cuarta categoría internacional como son los nuestros en Uruguay, que por lo menos podrían tener la primera categoría moral de decir no podemos hacer mucho pero somos seres humanos dignos”.

Carta abierta: ¿A qué le tienen miedo?

Quienes hoy callan por miedo o por conveniencia, mañana repetirán que siempre estuvieron contra el genocidio. Justo cuando decirlo no sirva para nada, excepto, otra vez, para sus intereses personales.

Señor presidente de Uruguay, Yamandú Orsi Martínez,

Señora vicepresidenta Ana Carolina Cosse,

Señor canciller Mario Israel Lubetkin,

Señora ministra de Defensa Sandra Lazo,

Señoras y señores de La Embajada de Dios:

Quiero pensar que los Derechos Humanos, cuando no son una excusa para invadir algún país o para ejercer el poder hegemónico de algún imperio, no tienen ideología partidaria. No obstante, y en base a la dramática historia en Uruguay y en América Latina, creo que es oportuno dirigirme a algunos de ustedes como hombres y mujeres de izquierda que, en su mayoría, solía significar un compromiso, no sólo con las ideas sino con los valores humanistas, aquellos valores que la derecha neoliberal de ayer negaba con disimulo y que hoy su hijo no reconocido, el fascismo, desprecia con orgullo: los valores de igualdad, de justicia social, de solidaridad, de tolerancia a las ideas diferentes y de intolerancia a la moral racista, sexista, clasista e imperialista de los esclavistas de turno.

En Uruguay, en particular los hombres y mujeres de izquierda que resistieron la dictadura hicieron de los Derechos Humanos una bandera innegociable, al punto de ser acusados y despreciados por esto mismo.

Ahora, ¿cuál es la diferencia entre apoyar la dictadura militar en Uruguay y apoyar el genocidio en Palestina? Ambas fueron y son brutalidades imperialistas, pero la segunda es mil veces mayor en muertos, masacrados, amputados, traumatizados, torturados, hambreaos y desaparecidos. La segunda, aparte de ideológica, es profundamente racista y varias veces más antigua.

Canciller Lubetkin: para desestimar una resolución del Frente Amplio, referida al genocidio en Gaza, usted ha resumido el pensamiento y los valores de este nuevo gobierno de izquierda travestida, que cada día abandona más sus ideales en nombre de un pragmatismo que, como siempre, sirve a los ideales de los poderosos: “Una cosa es la fuerza política, otra cosa es el gobierno; nosotros estamos gestionando el gobierno”.

¿No le dio un poquito de vergüenza tanta arrogancia para alguien que ni es del FA ni fue electo por el pueblo? A mí me recordó a Nixon cuando decidió remover a Allende porque los chilenos habían votado “de forma irresponsable”. La misma arrogancia y desprecio que explica el resto de la tragedia de los palestinos y de muchos otros pueblos sin poderosas agencias secretas.

Interrogada sobre la decisión de Uruguay (de su gobierno) de comprar armamento de Israel, la ministra Sandra Lazo respondió, con obviedad: “Le vamos a comprar (armamento) a los que generen mejores precios y calidad. Uruguay no tienen enemigos”. Palabras y filosofía de la neutralidad ante la barbarie, escondidas detrás del pragmatismo pro-business que era la regla en los años 30 para justificar los negocios con Hitler y, más recientemente, con los regímenes fascistas de Pinochet, de Videla y de decenas de otros dictadores mercenarios del viejo genocida imperialismo global. Lo cual, en el caso de una integrante del ex grupo guerrillero y marxista del MPP como usted, no deja de ser una paradoja múltiple.

Hasta ayer nos quedaba una esperanza, pero la vicepresidente Cosse, reconocida por una claridad intelectual que no abunda en los gobiernos de turno, la terminó por rematar, cuando se negó a condenar el genocidio en Gaza, tomando silencios, titubeos y adjetivos del presidente Orsi, reciclando “tremendo” en “tragedia” para no decir nada, para no hacer nada, para no señalar a nada ni a nadie: “creo en la autodeterminación de los pueblos… el pueblo israelí deberá encontrar su camino, como todos los pueblos del mundo, y yo eso lo voy a respetar a rajatabla”.

¿Y el derecho a la autodeterminación del colonizado, de la víctima de apartheid, de las decenas de miles de niños masacrados, de las ejecuciones por diversión, de la hambruna diseñada sin disimulo y cada vez con menos excusas?

¿De verdad esta izquierda se siente mejor del lado del supremacismo y de los bombardeos imperialistas?

¿Por qué siempre les tiembla la conciencia cuando se les pregunta algo sobre Israel y respiran aliviados cuando los periodistas vuelven a sus áreas de seguridad, como la pobreza infantil y la corrupción ajena?

¿Qué diferencia a esta “izquierda” latinoamericana de los amables progresistas pro-genocidio y pro-imperialistas de los Barack Obama y de las Kamala Harris?

Cuando trabajaba en Mozambique en compañía de algunos europeos, o de viaje por Alemania, siempre me llamaba la atención que nunca nadie había tenido un padre o un abuelo nazi. En el caso de la dictadura uruguaya, fuimos duros en nuestras críticas contra los colaboracionistas e implacables con quienes participaron en torturas y desapariciones. No así con aquellos que debieron guardar silencio porque sus vidas y la de sus hijos dependía de ello.

No es el caso hoy. Quienes hoy callan por miedo o por conveniencia, mañana repetirán que siempre estuvieron contra el genocidio. Justo cuando decirlo no sirva para nada, excepto, otra vez, para sus intereses personales.

La debilidad moral en este caso es infinitamente peor. Al menos que los políticos, los empresarios y los empleados negacionistas entiendan que sus puestos o sus beneficios dependen de su silencio cómplice. Al menos que sea simple cobardía autoinfligida. Alguna razón habrá que no sean sólo excusas clásicas de genocidas nazis como “ellos son ratas y debemos exterminarlos” y “tenemos derecho a defendernos”. O de pro genocidas más recientes, repitiendo con desfachatez moral en la televisión abierta de Uruguay que “en Gaza no hay inocentes”, o que “Dios nos dio derechos especiales hace tres mil años” y toda esa dialéctica criminal que los pobres de espíritu que no pertenecen al club veneran en los templos, temerosos de un infierno que no existe, según el mismo creador del Universo.

Los uruguayos, los charrúas europeos como Tabaré (el Guillermo Tell de la Suiza de América), que con alguna razón nos enorgullecemos de la civilidad democrática de sus habitantes, también le hemos dado a América latina, y desde la izquierda, mandaderos como el Secretario de la OEA, Luis Almagro. Ahora confirmamos esa nueva tradición de lo que Malcolm X llamaba “el negro de la casa”, es decir, el esclavo, celoso guardián de sus amos.

Señores electos y no electos (pero elegidos) del gobierno:

Aunque este gobierno logre ser el más exitoso de la Historia, ni todo el cloro del mundo podrá quitarle la vergonzosa mancha de su posición cómplice ante el genocidio en Palestina.

Les quedará estampado

en la indeleble memoria

de todos los anales

de la historia.

Claro, todos podemos equivocarnos mil veces con ideas complejas, pero no es necesario ser un genio para tener principios morales claros. La neutralidad es el principal rasgo de los cobardes. Una cobardía doble cuando se la quiere justificar con tartamudeos dialécticos.

Llámense un minuto a silencio y reflexionen sobre qué dirían los mejores uruguayos que dio la historia, desde José Artigas hasta Eduardo Galeano, por mencionar solo dos. La lista de los peores, hoy en los basurales de la historia, es más larga, pero no recomiendo tomarla como referencia y mucho menos continuar ampliándola.

Cómo nos juzgará la historia es demasiado obvio, pero irrelevante en este momento. Quienes todavía creen que Dios creó el Universo y la Humanidad y luego se dedicó a instigar a un pueblo a exterminar a otros discreparán, pero con fanáticos no hay razonamiento posible.

Lo que importa ahora es actuar en base a los principios morales más básicos, despreciando el miedo a las listas negras y a los menos negocios. Si algo es solo conveniente a nuestros intereses personales y sectarios, seguramente no es moral.

¿Podemos, los humanos de aquí abajo, esperar una reacción de su parte, aunque sea too little, too late?

Jorge majfud, julio 2025

Why is the genocide in Gaza similar to and different from so many others?


The defenders of the genocide in Palestine argue that it is not a genocide and, moreover, that there have been other genocides equal to or worse than this one in the recent past. From dehumanizing the victims massacred under bombs or executed daily with absolute impunity, they move on to threatening and criminalizing their critics. The traditional instrument is to accuse them of anti-Semitism and then place them on blacklists so that they lose their jobs or are expelled from their countries of residence, as has happened multiple times.

One of the extortion services, apart from the almost infinite resources of the CIA and Mossad, consists of various harassment archives, such as the most recently recognized by the U.S. government, the doxing Canary Mission (in this case, to criminalize students and professors critical of Israel), and a plurality of actions that one day will be more fully detailed through leaks or declassification of documents, as usually happens and in which we will discover names, both of critics and activists listed for extortion and civil death, as well as mercenary and honorary collaborators, those who volunteer to punish honest individuals through the greatest powers in the world, because their mediocrity and cowardice never allowed them to do so on their own merits—some of whose names we already know.

Of course, there have been other genocides in history. In the case of the Modern Era, the majority and the worst genocides that added up to millions of victims intentionally or systematically suppressed had the great Northwestern empires as perpetuators or principal allies. On this, we have written years ago.

Let us take, for example, one of the worst genocides of the last generations, the genocide in Rwanda. Over three months, the Rwandan Hutu militias, protected by the government under Jean Kambanda, massacred the Tutsis and even some members of their own Hutu ethnicity caught in between. As it could not have been otherwise, this genocide was encouraged and directed by the far-right ideology known as Hutu Supremacy, which considered themselves racially superior to the Tutsis and, consequently, deserving to eliminate them from the face of the Earth. As a way to justify their ancestral right to the land, the Hutus relied on myths about the existence of a Hutu people in Rwanda before the arrival of the Tutsis from Ethiopia. Later, they imposed apartheid in the country’s major state institutions, such as education and the military. Then they criminalized any Hutu who was friends with a Tutsi or dared to defend their humanity. Studies on these Bantu peoples indicate genetic and ethnic differences that are irrelevant when compared to the rest of the neighboring peoples.

In May 1994, the UN imposed an arms embargo against the supremacist and genocidal government of Kambanda and his Defense Minister Théoneste Bagosora. This embargo was violated by the governments of France and apartheid South Africa in its final months of existence. In June, coinciding with Nelson Mandela’s rise to power in South Africa, the UN blue helmets entered Rwanda, and the genocide ended in less than a month. Years later, Bill Clinton regretted not having done anything to stop this genocide, even though interventions from Washington, like those from Europe, never asked anyone for permission. In fact, he did do something: the UN Security Council ordered the withdrawal of its peacekeeping forces before the genocide, and Washington refused to use the word «genocide» while the genocide occurred unrestricted and despite protests from various humanitarian groups worldwide, including military figures like Canadian General Roméo Dallaire.

Approximately half a million Tutsis were killed with the intention of annihilating them as a people or removing them from their lands for the benefit of the dominant ethnic group. That is, a number roughly equivalent to what has been estimated in the case of Palestine in recent years alone, not even going back to the first Nakba from 1946 to 1948 and the constant war against Palestinians in Palestine that, since then and without cease, has left an average of 1,500 Palestinians dead per year, apart from those dispossessed of their lands and human rights by armed settlers, and apart from those kidnapped by the Israeli military itself, including thousands of children.

The difference between the genocide in Gaza and other genocides where hundreds of thousands of deaths are similarly counted is clear.
Although the supremacist ideology of Hutu Power had been fermenting for many years, the genocide in Rwanda occurred over a period of three months.
Neither its ideologues nor those who carried it out were preaching daily, yearly, and decade after decade in the world’s most powerful media to ensure that no one acknowledged that a genocide was being committed in Rwanda.
No one in the world repeated Hutu Supremacy’s excuse that Rwanda had the right to defend itself, much less that massacring children, men, and women of all ages every day was part of that right.

Unlike the Zionists, the Hutu supremacists did not have star journalists in major channels and media outlets worldwide, commenting on the news with a Rwandan flag on the desk, justifying the violence against Tutsis and criminalizing their resistance as antibantú terrorists.

Apart from the Hutus in Rwanda, no group or church in Berlin, Atlanta, São Paulo, Buenos Aires, Lagos, or New Delhi justified the Hutus or prayed for their safety, even though they were Christians.

Prime Minister Jean Kambanda did not travel to Washington to give speeches in Congress. He did not receive standing ovations from legislators supporting his supremacist project, passing laws criminalizing defenders of Tutsi rights in the West or imposing loyalty oaths to Rwanda to hold public office or receive aid in the face of climate disasters.
Kambanda was not received by every U.S. president to secure trillions of dollars in financial, military, media, and moral support.

The Hutu Supremacy did not have the most powerful lobby in the West, funded by every winning politician in the United States, nor did representatives of the people have Rwandan flags at the entrance of their offices. No one, like Senator Rafael (Ted) Cruz and so many others, declared that their primary mission in Washington was to protect Rwanda.
Neither Théoneste Bagosora nor the Hutu Supremacy were unconditionally supported by the majority of European countries or by the President of the European Commission, even though Europe had killed more millions of Africans in Africa than Jews in the Holocaust during World War II and should, in the same way, feel remorse at least as profound for African peoples as for Jewish and Roma peoples.

Neither Americans, nor Germans, nor Argentinians who had Tutsi flags were arrested and beaten by the police in their civilized countries, nor were they accused of inspiring antibantú hatred, even though both Hutus and Tutsis are Bantu peoples.
No U.S. president threatened from the White House to kidnap and send to a concentration camp in El Salvador everyone who criticized Rwanda because criticizing Rwanda was being anti-American.

Governors in the United States did not send communications to university professors forbidding them to use words like genocide, Tutsi, or Hutu supremacism. They did not ask students to record their professors, nor did the federal government use masked agents to kidnap students on the streets who wrote articles in defense of Tutsi human rights.
Professors of Moral Philosophy or African Studies did not cancel their courses on the History of the Tutsi People or Human Rights in Rwanda out of fear of losing their jobs, whether through dismissal, contract termination violating the norms regulating their tenure, arbitrary salary reductions, or the fear of not finding employment elsewhere once dismissed.
Not even South African apartheid had the power to dictate to the presidents and senators of the world’s major powers, such as Europe and the United States, what they should say and do.

The genocidaires of Rwanda did not own the largest financial capitals in the world like BlackRock, JP Morgan, or Barclays. They did not have dealings with the largest surveillance and public opinion manipulation tech companies, such as Palantir. They did not decide dozens of elections around the world, like Team Jorge. They did not possess the most powerful and lethal Secret Agency in the world, nor did they collaborate with the other two largest secret agencies globally.

Jean Kambanda was not in power for three decades but for three months, and he was tried and convicted of genocide. His ministers, military personnel, ideologues of Hutu supremacism, and journalists were also sentenced to decades in prison for genocide, crimes against humanity, incitement, or apology for genocide.

As repugnant as any other genocide, the genocide in Rwanda was neither the cause nor the consequence of a systematic Rwandanization of the world, where debate and dissent were replaced by violence and the politics of cruelty.

By the deafening harassment of power.
By the blind reason of the bombers.
By the triumph of racism, xenophobia, and sexism.
By the prostitution of love.
By the commercialization of hate.
By the fear of being and feeling.
By the fear of thinking differently.
By the dopamine of the tribe and the taste of blood.
By the manipulation of ideas and emotions.
By the social engineering of hunger.
By necessity as an instrument of control.
By voluntary slavery.
By religious fanaticism.
By the indoctrination of the masses.
By the illusion of individual freedom.
By the sanctification of the most powerful.
By the criminalization of the weakest.
By the militarization of the police.
By the politicization of justice.
By the whip that educates the slave.
By the admiration for the slaveholder.
By the law of the psychopath who cannot distinguish between good and evil and replaces it with the only thing that elicits any emotion: winning or losing.

The genocide in Rwanda occurred in Rwanda. The genocide in Palestine occurs in Gaza and in every office, on every corner of every city, in every bedroom of every country.

Jorge majfud, July 2025

¿Por qué el genocidio en Gaza es igual y es diferente a tantos otros?

Why is the genocide in Gaza similar to and different from so many others? 

Los defensores del genocidio en Palestina argumentan que no se trata de un genocidio y que, además, hubo otros genocidios iguales o peores en el pasado reciente. De deshumanizar a las víctimas masacradas bajo las bombas o ejecutadas cada día con absoluta impunidad, pasan a amenazar y criminalizar a sus críticos. El instrumento tradicional es acusarlos de antisemitas y luego ponerlos en listas negras para que pierdan sus trabajos o los expulsen de sus países de residencia, como ha ocurrido múltiples veces.

Uno de los servicios de extorsión, aparte de los casi infinitos recursos de la CIA y el Mossad, consiste en diferentes archivos de acoso, como el más recientemente reconocido por el gobierno de Estados Unidos, el doxing Canary Mission (en este caso, para criminalizar estudiantes y profesores críticos con Israel), y una pluralidad de acciones que un día se conocerán más en detalle por filtrados o por desclasificación de documentos, como suele ocurrir y en los cuales descubriremos nombres, tanto de críticos y activistas enlistados para la extorsión y la muerte civil, como de colaboradores mercenarios y honorarios, aquellos que se ofrecen gratuitamente para castigar a individuos honestos a través de los mayores poderes del mundo, porque su mediocridad y cobardía nunca lograron hacerlo por sus propios méritos―alguno de los cuales ya conocemos nombres.

Claro que hubo otros genocidios en la historia. En el caso de la Era Moderna, la mayoría y los peores genocidios que sumaron millones de víctimas suprimidas de forma intencional o planificada tuvieron a los grandes imperios noroccidentales como perpetuadores o principales aliados. Sobre esto ya hemos escrito años atrás.

Tomemos, por ejemplo, uno de los peores genocidios de las últimas generaciones, el genocidio en Ruanda. Durante tres meses, las milicias hutus de Ruanda, protegidos por el gobierno de Jean Kambanda, masacraron a los tutsis y hasta algunos miembros de la misma etnia hutu que se encontraban en el medio. Como no podía ser de otra forma, este genocidio fue alentado y dirigido por la ideología de extrema derecha de Hutu Supremacy, quienes se consideraban racialmente superiores a los tutsis y, como consecuencia, con derecho a eliminarlos de la faz de la Tierra. Como forma de justificar su derecho ancestral a la tierra, los hutus echaron mano a mitos sobre la existencia de un pueblo hutu en Ruanda antes de la llegada de los Tutsi desde Etiopía. Luego impusieron un apartheid en las principales instituciones del Estado, como la educación y el ejército. Luego criminalizaron a cualquier hutu que tuviese amistad con un tutsi o se atreviese a defender su humanidad. Los estudios sobre estos pueblos bantú indican diferencias genéticas y étnicas irrelevantes, si lo comparamos con el resto de los pueblos vecinos.

En mayo de 1994, la ONU impuso un embargo de armas contra el gobierno supremacista y genocida de Kambanda y su ministro de defensa Théoneste Bagosora. Este embargo fue violado por los gobiernos de Francia y por el Apartheid de Sud África en sus últimos meses de existencia. En junio, coincidentemente con la llegada al poder de Nelson Mandela en Sud África, los cascos azules de la ONU entraron en Ruanda y el genocidio terminó en menos de un mes. Años después, Bill Clinton se arrepintió de no haber hecho nada por detener este genocidio, a pesar de que las intervenciones de Washington, como las europeas, nunca le pidieron permiso a nadie. De hecho, sí hizo algo: el Consejo de seguridad de la ONU ordenó la retirada de sus fuerzas de paz antes del genocidio y Washington se negó a usar la palabra “genocidio” mientras el genocidio se producía sin restricciones y pese a las protestas de varios grupos humanitarios en todo el mundo, incluidos militares como el general canadiense Roméo Dallaire.

Aproximadamente medio millón de tutsis fueron asesinados con la intención de ser aniquilados como pueblo o removidos de sus tierras en beneficio de la etnia dominante. Es decir, una cifra aproximada a la que se estima en el caso de Palestina sólo en los últimos años, si no nos remontamos a la primera Nakba de 1946 a 1948 y la constante guerra contra los palestinos en Palestina que, desde entonces y sin treguas, dejó en promedio 1500 palestinos muertos por año, aparte de los despojados de sus tierras y de sus derechos humanos por colonos armados y aparte de los secuestrados por el mismo ejército israelí, entre ellos miles de niños.

La diferencia entre el genocidio en Gaza y otros genocidios donde se cuentan igualmente cientos de miles de muertos es clara.

Aunque la ideología supremacista de Poder Hutu llevaba muchos años fermentando, el genocidio en Ruanda ocurrió en un plazo de tres meses.

Ni sus ideólogos ni quienes lo llevaron a cabo estaban todos los días y todos los años y década tras década sermoneando en los medios más poderosos del mundo para que nadie reconociera que en Ruanda se estaba cometiendo un genocidio.

Nadie en el mundo repetía la excusa de Hutu Supremacy de que Ruanda tenía derecho a defenderse y menos que masacrar niños, hombres y mujeres de todas las edades, todos los días, era parte de ese derecho.

A diferencia de los sionistas, los supremacistas hutu no tenían periodistas estrella en los principales canales y medios de comunicación en todo el mundo, comentando las noticias con una bandera de Ruanda sobre el escritorio, justificando la violencia contra los tutsis y criminalizando su resistencia como terroristas antibantúes.

Aparte de los hutus en Ruanda, ningún grupo ni ninguna iglesia en Berlín, en Atlanta, en San Pablo, en Buenos Aires, en Lagos o en Nueva Delhi justificaban a los hutus ni rezaban por su seguridad, a pesar de que eran cristianos.

El primer ministro Jean Kambanda no viajaba a Washington a dar discursos en el Congreso. No recibía aplausos de pie de los legisladores apoyando su proyecto supremacista para que votasen leyes criminalizando a los defensores de los derechos tutsis en Occidente o imponiendo juramentos de lealtad a Ruanda para poder ocupar un cargo público o recibir ayuda ante alguna catástrofe climática.

Kambanda no era recibido por cada uno de los presidentes de Estados Unidos para asegurarse billones de dólares en apoyo financiero, militar, mediático y moral.

El Hutu Supremacy no tenía el lobby más poderoso de Occidente financiado a cada político ganador en Estados Unidos, ni los representantes del pueblo tenían banderas de Ruanda a la entrada de sus oficinas. Ninguno, como el senador Rafael (Ted) Cruz y tantos otros, declaró que su principal misión en Washington era proteger a Ruanda.

Ni Théoneste Bagosora ni el Hutu Supremacy eran incondicionalmente apoyados por la mayoría de los países europeos ni por el presidente de la Comisión Europea, a pesar de que Europa había matado más millones de africanos en África que judíos en el Holocausto durante la Segunda Guerra y que, de igual forma, debería sentir un remordimiento al menos tan profundo por los pueblos africanos como por los pueblos judío y gitano.

Ni los estadounidenses ni los alemanes ni los argentinos que tenían banderas tutsis eran arrestados y golpeados por la policía de sus países civilizados, ni eran acusados de inspirar el odio anitbantú, a pesar de que tanto hutus como tutsis son pueblos bantúes.

Ningún presidente de Estados Unidos amenazó desde la Casa Blanca con secuestrar y enviar a un campo de concentración en El Salvador a todos aquellos que criticasen a Ruanda, porque criticar a Ruanda era ser antiestadounidense.

Los gobernadores en Estados Unidos no les enviaban comunicados a los profesores universitarios prohibiéndoles usar palabras como genocidio, tutsi, o supremacismo hutu. No les pedían a los estudiantes que grabaran a los profesores ni el gobierno federal usaba agentes enmascarados para secuestrar en las calles a los estudiantes que escribían artículos en defensa de los derechos humanos de los tutsi.

Los profesores de Filosofía Moral o de Estudios Africanos no cancelaban sus cursos sobre Historia del Pueblo Tutsi o sobre Derechos Humanos en Ruanda por temor a perder sus trabajos, ya sea por despido, cancelación de contrato violando las normas que regulan sus tenure (permanencia), por la depresión arbitraria de sus salarios o por el miedo a no conseguir empleo en otras instituciones, una vez despedidos.

Ni siquiera el apartheid de Sud África tenía el poder de dictarle a los presidentes y senadores de las mayores potencias del mundo, como Europa y Estados Unidos, lo que debían decir y hacer.

Los genocidas de Ruanda no eran dueños de los mayores capitales financiaron del mundo como Black Rock, JP Morgan o Barclays. No tenían negocios con las mayores tecnológicas de espionaje y manipulación de la opinión pública, como Palantir. No decidían decenas de elecciones alrededor del mundo, como Team Jorge. No tenían la Agencia Secreta más poderosa y más letal del mundo, ni trabajaban en colaboración con las otras dos mayores agencias secretas del mundo.

Jean Kambanda no estuvo en el poder tres décadas sino tres meses y fue juzgado y condenado por genocidio. También fueron condenados a décadas de prisión sus ministros, militares, ideólogos del supremacismo hutu y periodistas por genocidio, por crímenes de lesa humanidad, por incitación o por apología del genocidio.

Repugnante como cualquier otro genocidio, el genocidio en Ruanda no fue ni la causa ni la consecuencia de una sistemática ruandarización del mundo, donde el debate y el disenso fueron reemplazados por la violencia y por la política de la crueldad.

Por el acoso sordo del poder.

Por la razón ciega de los bombarderos.

Por el triunfo del racismo, de la xenofobia y del sexismo.

Por la prostitución del amor.

Por la comercialización del odio.

Por el miedo a ser y a sentir.

Por el miedo a pensar diferente.

Por la dopamina de la tribu y el sabor de la sangre.

Por la manipulación de las ideas y de las emociones.

Por la ingeniería social del hambre.

Por la necesidad como de instrumento de control.

Por la esclavitud voluntaria.

Por el fanatismo religioso.

Por la adoctrinación de las masas.

Por la ilusión de la libertad individual.

Por la santificación del más poderoso.

Por la criminalización del más débil.

Por la militarización de la policía.

Por la politización de la justicia.

Por el látigo que educa al esclavo.

Por la admiración al esclavista.

Por la ley del psicópata que no alcanza a distinguir el bien y el mal y lo reemplaza por lo único que le produce alguna emoción: ganar o perder.

El genocidio de Ruanda ocurrió en Ruanda. El genocidio en Palestina ocurre en Gaza y en cada oficina, en cada esquina de cada ciudad, en cada dormitorio de cada país.

Jorge majfud, julio 2025

http://www.bitacora.com.uy/auc.aspx?16206

La diplomacia de la cobardía: no es solo una palabra

Uno de los presidentes latinoamericanos que más he apreciado y defendido ha sido la presidenta de México, Claudia Sheinbaum. No sólo por sus políticas sociales; me pareció digno de ella cierta postura de reconocimiento de la humanidad de los palestinos, con el valor agregado de ser ella una mujer judía. Entiendo que esto no debería tener ninguna conexión ni debería sorprender a nadie, pero dado que los sionistas han secuestrado al judaísmo hace ya mucho tiempo, no deja de ser un mérito desmarcarse de esa ideología racista, supremacista y psicótica, como lo han hecho otros grandes, como mis amigos Jill Stein, Aviva y Noam Chomsky, por no extenderme en una larga lista de ejemplos de dignidad humana.

Luego de ponerla como ejemplo ante la vergonzosa política exterior de mi país, Uruguay (cobarde y cómplice como solo se podría entender de un gobierno gorila de la ciudad vecina, Buenos Aires) sobre el mismo tema del genocidio palestino, debo presenciar el rostro del miedo global en una mujer que consideré tan fuerte como las milenarias pirámides de su hermoso país.

Veo sus ojos húmedos llenos de lágrimas que no son de dignidad sino de temor. Escucho sus titubeos y sus rodeos aferrados a la negación de siquiera decir la palabra genocidio (esa palabra que todos los medios y plataformas censuran para no perder visibilidad o no ser censurados por Dios Algoritmo) ante la respetuosa, razonable y valiente insistencia del periodista mexicano Ernesto Ledesma, sobre por qué el gobierno no usa la palabra “genocidio” para referirse a “el problema de Gaza”.

Múltiples veces me han dicho que la palabra genocidio no tiene importancia, que es solo una palabra, que no debería insistir en algo tan superficial, que hay otras palabras para decir lo mismo. Pues, bien, si es tan irrelevante, ¿Por qué no la dicen? ¿Por qué ese miedo que suda en los ojos y en las manos?

Por supuesto que las palabras importan. Para la Corte de Pena Internacional y para otros organismos judiciales, las palabras son engranajes cruciales de un sistema de relojería que, si falla uno, el reloj deja de funcionar o da la hora equivocada. Para un político, para un líder nacional, es algo mucho más simple, basado en principios morales. Los principios morales no son complicados. De hecho, son prejuicios fundadores, es decir, algo que no estamos dispuestos a cuestionar y que nos define como humanos morales, como un axioma define un teorema. Por ejemplo, que los seres humanos somos todos iguales o que tenemos el mismo derecho a la vida es un prejuicio fundador de la civilización que surgió con la Ilustración. Irónicamente, esa civilización que los fanáticos racistas y nacionalista y teólogos dicen defender como “Occidente”, ese mito criminal que nunca existió fuera del fanatismo de los cruzados, los inquisidores, los supremacistas blancos y sus herederos, los nazis de ayer y los pseudo libertarios de hoy―por su tradicional carencia creativa, los fascistas siempre secuestran todo lo que puede serles de algún valor, como el trabajo del esclavo; cuando no secuestran de sus enemigos palabras como libertario, se ensañan con otras como socialismo (nacional socialismo) o, lisa y llanamente, libertad, para poder ejercer la censura y la represión a gusto.

Las palabras tienen significados, tantos como los silencios. Los silencios de los políticos en el poder sólo significan que quien calla no tiene el poder, sino que vive de él y no quiere perderlo.

La idea de que es mejor no decir esta o aquella palabra (genocidio) para facilitar la paz y el entendimiento ente las naciones, se choca de narices con la realidad: las peores, las más cobardes y sistemáticas matanzas de este siglo (la de Gaza, la de Palestina) ya llevan, en su peor fase, casi tres años―acompañadas de su correspondes prudencia y silencio. Entonces, ¿para qué mierda ha servido la prudencia y el silencio sino para subrayar la cobardía del poder político ante el Verdadero Poder?

¿Es que hasta los líderes más humanos del mundo han perdido el sentido de la decencia?

¿O es que han confundido moderación con complicidad y sobrevivencia con cobardía?

Jorge majfud, junio 2025

¿No hay valientes en Occidente?

Tal vez me equivoco, pero hace algún tiempo leí la constitución de México y en ningún lado decía que un presidente no podía decir la palabra «genocidio» ni que la «búsqueda de la paz y la justicia» no podía incluir el coraje moral de llamar «genocidio» a un «genocidio» de una superpotencia militar, económica y mediática para aplastar a un pueblo arrinconado, hambreado y masacrado, asesinando a decenas de miles de niños desarmados y con un número de víctimas que ya suma varios cientos de miles de muertos.

Cada palabra, cada posición moral será recordada por la historia.

jorge majfud, junio 2025

The uncivilized can learn to cultivate the land

“Uruguay aims to ‘bring some young Palestinians from the West Bank’ to train them in agriculture through a FAO program, said Lubetkin” (Channel 12, Uruguay, June 6, 2025)

On Monday, May 12, 1919, the British Minister of War, future Prime Minister and hero of World War II, Winston Churchill, referring to his own practice of gassing Arab protesters and rebels, wrote:

I do not understand this squeamishness about the use of gas. We have definitely adopted the position at the Peace Conference of arguing in favour of the retention of gas as a permanent method of warfare (…) I am strongly in favour of using poisoned gas against uncivilised tribes. The moral effect should be so good that the loss of life should be reduced to a minimum. It is not necessary to use only the most deadly gasses: gasses can be used which cause great inconvenience and would spread a lively terror…”

Of the Hindus, he said they were animals who worshipped elephants. Consistent with this, he was directly and knowingly responsible for the famine that killed millions in Bengal in 1943, shortly before he signed an alliance agreement with Stalin in Iran to fight against Nazism.

These words from the British hero and defender of freedom and human rights, these supremacist ideas and actions were not new at the time and did not provoke any scandal. Supremacist and messianic racism, like the Manifest Destiny of O’Sullivan and The White Man’s Burden of Kipling, which in the 19th century justified and promoted the slaughter of “uncivilized peoples” and “inferior races,” were the precursors to Hitler and Nazism. Hitler plagiarized entire paragraphs from Madison Grant for Mein Kampf and thanked him for the inspiration. The popularity of Nazism in countries like England and the United States was deep and widespread, especially among wealthy businessmen and powerful politicians, until they began to lose World War II, and suddenly the Nazi criminals were just a handful of lunatics, not a complicit and cowardly mass of beautiful and superior civilized people with sudden amnesia.

A hundred years later, the history of suppressing the uncivilized, inferior races, and peoples cursed by God is a thousand times worse, and, as then, it seems like it’s not such a big deal. But the real-time information available is also a thousand times greater, so the responsibility and shame (or shamelessness) are multiplied a thousandfold.

Currently, Uruguay is one of those examples that do not quite reach the level of tragedy solely due to its military and propagandistic inability to do so much harm. Not because we are a superior people, as our government so kindly insists on making clear with its own example. Which does not exempt us from the shame of the cowardice of denial or moral wavering in the face of the most tragic events of contemporary history. Cowardice and denial from which those thousands of Uruguayans who do not tremble before the fascists of the moment are exempt, those who terrorize with total impunity from right to left—in that order.

After Uruguayan President Yamandú Orsi refused his party’s (the left-wing coalition Frente Amplio) request to define the massacres in Gaza as genocide, he defended himself by saying that his focus is on actions, not words, and that he prefers not to talk about “the war” and instead offer “concrete solutions,” such as sending powdered milk and rice to Gaza… The Israeli embassy in Uruguay labeled the Frente Amplio’s criticism of the genocide in Gaza as “expressions of disguised hatred” and warned of “dangerous consequences.” B’nai B’rith called the FA’s brief statement a “grave moral failure.”

Due to prior criticism from artists and left-wing activists regarding the wavering of their own government, the president once again tried to put out the fire with more fuel. In a new statement to the newspapers, he said he condemned the “military escalation” and that Netanyahu’s offensive “fuels antisemitism” and generates “weariness” in “important sectors” of the Israeli people.

It is quite obvious that the Zionist genocide can fuel, among other things, antisemitism, as it has always been the Zionists themselves who, for political, geopolitical, and ideological reasons, have strategically confused and identified Zionism with Judaism (like identifying the KKK with Christianity), which is why even the hundreds of thousands of Jews who actively oppose the massacres of Palestinians and apartheid in Israel can end up being blamed for something they condemn.

But what about the hundreds of thousands of Palestinians massacred, mutilated, traumatized, and starved? Are they not the direct victims of the hatred and violence that insists that “in Gaza there are no innocents, not even children,” which justifies exterminating them before they become “terrorists”? Could it be that the European settlers who claim to be descendants of a man named Abraham who lived 4,000 years ago in what is now Iraq are the real antisemites? A man who first had a child with his slave at the request of his infertile wife. But the son of Abraham and the slave produced the lineage of the Arabs. When something went wrong, Sarah had her son at the age of 90 by a miracle of the Lord, the one who produced the lineage of the Israelites (according to the same tradition that identifies those Israelites from 3,000 years ago with the current ones) as an improved version of his brother’s race. But let’s leave this surreal line of reasoning, which is only obvious to fanatics in perpetual trance.

The mere idea of sending milk and rice to Gaza under the slogan of “actions, not words” hides a profound ignorance of what happens with humanitarian aid in Palestine or, more likely, denialism and a well-known fear of criticizing the powerful who are committing genocide—let’s say massacre, so as not to offend the sensitivity of the killers and their apologists.

Of course, if you mention it, the automatic argument is “I haven’t seen you condemn the October 8th attack.” Which is false and paradoxical, since it is always said by those who have never condemned and will never condemn the repeated massacres and systematic violation of human rights against Palestinians and other neighbors since World War II, when the same Zionists proudly identified themselves as terrorists.

Uruguayan Chancellor Mario Lubetkin (former Director of Institutional Communication for FAO in Latin America) has come out to put out the fire (now a blaze) of criticism from his political base by announcing plans to allow “some young Palestinians from the West Bank” to come to the country to train in sustainable agriculture. In another radio program, he stated that the Palestinian youth could “think about the day after” by becoming entrepreneurs and starting their own start-ups.

The day after what? Why do we, the Western masters, have to tell them what they must do to civilize themselves, how to indoctrinate themselves and adapt to progress and submission to Anglo-Saxon capitalism? Of course, to exile them again, far from their land and their own sovereign decisions as individuals and as a people.

Beyond the murky conscience of Uruguay’s Foreign Ministry, many do not understand or imagine that in Palestine there are thousands of bilingual professionals and academics whose schools and universities were bombed to rubble. In Israel, they are considered beasts of burden, and in the West, they believe they can teach them how to plant olive trees.

At the beginning of 2024, I met with the International Affairs officers at my university in the United States to propose the creation of “humanitarian scholarships” for students affected by armed conflicts. While the idea was very well received, it sank into the apathy of donors. But what a great idea, that of taking Palestinians out of Palestine to teach them how to cultivate other lands! How had it not occurred to them before? It’s not about giving scholarships to the youth who lost everything under the bombs so they can prepare and wage an international struggle for the sovereignty of their people, but so they can learn to cultivate the land, other lands that have nothing to do with their own, which they know like the back of their hand and have cultivated for thousands of years in a more than sustainable way.

Where is the mantra we Western professors hear with toxic frequency about the need to “train global leaders”? Every time I criticize this colonialist slogan in a meeting, many struggle to understand me.

Displacing Palestinian youth to learn “sustainable agriculture” in Uruguay is such a good idea that it resembles the “Final Solution,” which members of Netanyahu’s cabinet—and the majority of Israelis—talk about so much; according to a survey by the Israeli newspaper Haaretz, 82 percent of the population supports the forced expulsion of Palestinians from Gaza.

At this point, I don’t know what’s worse, having a Trump in Argentina or a Biden in Uruguay.

Jorge Majfud

Jacksonville University, June 2025

https://www.commondreams.org/opinion/palestine-agriculture-colonialism

La nueva (psudo)izquierda cobarde de Uruguay

Compañeros de ruta. Mientras trabajo para mis cursos y exploro más para mi próximo libro, voy como puedo revisando mensajes―algo que no me molesta sino lo contrario; mi único problema es el tiempo. Tengo los correos (mi correo personal, el de la universidad, los correos de Twitter, WApp y no mucho más) llenos de mensajes de Uruguay. No puedo contestar todos, así que aquí va un intento general:

Con la excepción de algunos ministros, senadores, representantes y militantes hoy en el gobierno de Uruguay (amigos en los cuales confío en base a las pruebas que me proveen cada vez que es necesario y que puedo verificar), todo ha sido, por el momento, una sorpresiva decepción, sobre todo en política internacional.

O hay un cambio radical en el actual gobierno o habrá que esperar otros cinco años para que la izquierda vuelva a ser la izquierda uruguaya. Remontar será más difcil que la carga de Sísifo. Aparte, son cinco años, toda una vida!

Es muy desmoralizador, porque el partido de los de arriba, con sus simplificaciones y sus poderosos medios de difusión y propaganda, siempre tendrán las de ganar―al menos mientras este orden mundial, violento y anacrónico, no se termine de colapsar.

Algo que es absolutamente inevitable.

jorge majfud, junio 2025.

Yo palestino, tú palestinas, nosotros palestinamos

Tendremos que cambiar el verbo “resistir” por “palestinar”.

jm, junio 2025

ONU: Derecho de los pueblos a la libre determinación. Resolución de la Asamblea General

38/17. Importancia de la realización universal del derecho de los pueblos a la libre determinación y de la pronta concesión de la independencia a los países y pueblos coloniales para la garantía y observancia efectivas de los derechos humanos.

  • Exhorta a todos los Estados a que apliquen plena y fielmente todas las resoluciones de las Naciones Unidas relativas al ejercicio del derecho a la libre determinación y la independencia de los pueblos sometidos a dominación colonial y extranjera;
  • Reafirma la legitimidad de la lucha de los pueblos por su independencia, integridad territorial, unidad nacional y liberación de la dominación colonial, el apartheid y la ocupación extranjera por todos los medios disponibles, incluida la lucha armada;
  • Reafirma el derecho inalienable del pueblo namibio, el pueblo palestino y todos los pueblos sometidos a dominación extranjera y colonial a la libre determinación, la unidad nacional y la soberanía sin injerencia extranjera;
  • Condena enérgicamente a los gobiernos que no reconocen el derecho a la libre determinación y la independencia de todos los pueblos que aún se encuentran bajo dominación colonial y subyugación extranjera, en particular los pueblos de África y el pueblo palestino […]

La Asamblea General,

Reafirmando su convicción de la importancia de la aplicación de la Declaración sobre la Concesión de la Independencia a los Países y Pueblos Coloniales, contenida en su resolución 1514 (XV), de 14 de diciembre de 1960,

Reafirmando la importancia de la realización universal del derecho de los pueblos a la libre determinación, la soberanía nacional y la integridad territorial, y de la pronta concesión de la independencia a los países y pueblos coloniales, como imperativos para el pleno disfrute de todos los derechos humanos,

Reafirmando la obligación de todos los Estados Miembros de cumplir los principios de la Carta de las Naciones Unidas y las resoluciones de las Naciones Unidas relativas al ejercicio del derecho a la libre determinación por los pueblos bajo dominación colonial y extranjera,

Recordando sus resoluciones 2649 (XXV), de 30 de noviembre de 1970, 2955 (XXVII), de 12 de diciembre de 1972, y 3070 (XXVIII), de 30 de noviembre de 1973, 3246 (XXIX) de 29 de noviembre de 1974, 3382 (XXX) de 10 de noviembre de 1975, 33/24 de 29 de noviembre de 1978, 34/44 de 23 de noviembre de 1979, 35/35 de 14 de noviembre de 1980, 36/9 de 28 de octubre de 1981 y 37/43 de 3 de diciembre de 1982, y las resoluciones del Consejo de Seguridad 418 (1977) de 4 de noviembre de 1977 y 421 (1977) de 9 de diciembre de 1977,

Recordando también sus resoluciones 1514 (XV) de 14 de diciembre de 1960, 2465 (XXIII) de 20 de diciembre de 1968, 2708 (XXV) de 14 de diciembre de 1970, 33/44 de 13 Diciembre de 1978, 35/119, de 11 de diciembre de 1980, 36/68, de 1 de diciembre de 1981, y 37/35, de 23 de noviembre de 1982, relativas a la aplicación de la Declaración sobre la concesión de la independencia a los países y pueblos coloniales,

Recordando además sus resoluciones 3103 (XXVIII), de 12 de diciembre de 1973, y 3314 (XXIX), de 14 de diciembre de 1974, así como las resoluciones del Consejo de Seguridad 405 (1977), de 14 de abril de 1977, 419 (1977), de 24 de noviembre de 1977, 496 (1981), de 15 de diciembre de 1981, y 507 (1982), de 28 de mayo de 1982, en las que las Naciones Unidas condenaron el reclutamiento y la utilización de mercenarios, en particular contra los países en desarrollo y los países de liberación nacional. Movimientos,

Recordando además sus resoluciones sobre la cuestión de Namibia, en particular la resolución ES-8/2, de 14 de septiembre de 1981, y la resolución 532 (1983) del Consejo de Seguridad, de 31 de mayo de 1983,

Acogiendo con beneplácito la celebración de la Conferencia Internacional en Apoyo a la Lucha del Pueblo Namibiano por la Independencia, celebrada en París del 25 al 29 de abril de 1983,1/

Acogiendo con beneplácito también la celebración de la Conferencia Internacional sobre la Alianza entre Sudáfrica e Israel, celebrada en Viena del 11 al 13 de julio de 1983,2/

Recordando las resoluciones AHG/Res.105 sobre Namibia, AHG/Res.111 sobre la política de desestabilización del régimen racista de Sudáfrica y AHG/Res.112 sobre Sudáfrica, aprobadas por el decimonoveno período ordinario de sesiones de la Asamblea de Jefes de Estado y de Gobierno de la Organización de la Unidad Africana, celebrado en Addis Abeba del 6 al 12 de junio de 19833/

Recordando además su resolución 37/1, de 1 de octubre de 1982, relativa a su llamamiento de clemencia en favor de los combatientes por la libertad de Sudáfrica, y la resolución 533 (1983) del Consejo de Seguridad, de 7 de junio de 1983, relativa a la condena a muerte por Sudáfrica de los tres patriotas del Congreso Nacional Africano de Sudáfrica,

Reafirmando que el sistema de apartheid impuesto al pueblo sudafricano constituye una violación de los derechos fundamentales de ese pueblo, un crimen de lesa humanidad y una amenaza constante para la paz y la seguridad internacionales,

Gravemente Preocupados por la continuación de la ocupación ilegal de Namibia por Sudáfrica y las continuas violaciones de los derechos humanos de la población del territorio y de otros pueblos que aún se encuentran bajo dominación colonial y subyugación extranjera,

Reconociendo que las llamadas propuestas de reforma constitucional forman parte integral de la política de «bantustanización», incompatible con la auténtica independencia, la unidad nacional y la soberanía, y que tiene el efecto de perpetuar el poder de la minoría blanca y el sistema racista de apartheid en Sudáfrica,

Profundamente preocupados por los continuos actos terroristas de agresión cometidos por el régimen de Pretoria contra Estados africanos independientes de la región, en particular Angola, Botsuana, Lesoto, Mozambique, Seychelles, Suazilandia, Zambia y Zimbabue,

Profundamente indignados por la ocupación de parte del territorio de Angola por las tropas del régimen racista de Sudáfrica,

Recordando las resoluciones del Consejo de Seguridad 527 (1982), de 15 de diciembre de 1982, y 535 (1983), de 29 de junio de 1983 Sobre Lesotho,

Reafirmando la unidad nacional y la integridad territorial de las Comoras,

Recordando la Declaración Política aprobada por la Primera Conferencia de Jefes de Estado y de Gobierno de la Organización de la Unidad Africana y la Liga de los Estados Árabes, celebrada en El Cairo del 7 al 9 de marzo de 19774/

Recordando además sus resoluciones pertinentes sobre la cuestión de Palestina, en particular las resoluciones 3236 (XXIX) y 3237 (XXIX), de 22 de noviembre de 1974, 36/120, de 10 de diciembre de 1981, ES-7/6, de 19 de agosto de 1982, y 37/86, de 10 de diciembre de 1982,

Recordando la Declaración de Ginebra sobre Palestina y el Programa de Acción para el logro de los derechos de los palestinos, aprobados por la Conferencia Internacional sobre la Cuestión de Palestina, celebrada en Ginebra del 29 de agosto al 7 de septiembre de 1983,5/

Considerando que la negación de los derechos inalienables del pueblo palestino a la libre determinación, la soberanía, la independencia y el retorno a Palestina, así como los reiterados actos de agresión de Israel contra el pueblo de la región, constituyen una grave amenaza para la paz y la seguridad internacionales,

Profundamente consternado y alarmado por las deplorables consecuencias de la invasión israelí del Líbano y recordando todas las resoluciones pertinentes del Consejo de Seguridad, en particular las resoluciones 508 (1982), de 5 de junio de 1982, 509 (1982), de 6 de junio de 1982, 520 (1982), de 17 de septiembre de 1982, y 521 (1982), de 19 de septiembre de 1982,

  1. Calls upon all States to implement fully and faithfully all United Nations resolutions relating to the exercise of the right to self-determination and independence of peoples under colonial and foreign domination;
  2. Reaffirms the legitimacy of the peoples’ struggle for independence, territorial integrity, national unity, and liberation from colonial domination, apartheid, and foreign occupation by all available means, including armed struggle;
  3. Reaffirms the inalienable right of the Namibian people, the Palestinian people, and all peoples under foreign and colonial domination to self-determination, national unity, and sovereignty without foreign interference;
  4. Strongly condemns Governments that do not recognize the right to self-determination and independence of all peoples still under colonial domination and foreign subjugation, in particular the peoples of Africa and the Palestinian people;
  5. Endorses the declarations and programmes of action on Namibia and Palestine adopted respectively by the international conferences on these questions and calls for their immediate implementation; 6. Reaffirms its strong condemnation of the illegal occupation of Namibia by South Africa;
  6. Condena la política de «bantustanización» y reitera su apoyo al pueblo oprimido de Sudáfrica en su justa y legítima lucha contra el régimen racista minoritario de Pretoria;
  7. Rechaza las supuestas reformas del régimen sudafricano, en especial la limitada representación parlamentaria de las personas de color y asiáticas, diseñada para socavar la unidad del pueblo oprimido de Sudáfrica y consolidar el sistema de apartheid;
  8. Condena a Sudáfrica por la creciente opresión del pueblo namibio, por la militarización masiva de Namibia y por los ataques armados lanzados contra los Estados de la región para desestabilizarlos políticamente y sabotear y destruir sus economías;
  9. Condena enérgicamente la creación y el uso de grupos terroristas armados por parte de Sudáfrica con el fin de oponerlos a los movimientos de liberación nacional y desestabilizar a los gobiernos legítimos del África austral;
  10. Condena enérgicamente la continua ocupación de partes del sur de Angola y la reciente agresión masiva perpetrada por tropas sudafricanas contra la aldea de Cangamba, en la provincia de Moxico, a 500 kilómetros de la frontera con Namibia, y exige la retirada inmediata e incondicional de las tropas sudafricanas del territorio angoleño;
  11. Reafirma enérgicamente su solidaridad con los países africanos independientes y los movimientos de liberación nacional víctimas de actos asesinos de agresión y desestabilización por parte del régimen racista de Pretoria, y exhorta a la comunidad internacional a que preste mayor asistencia y apoyo a estos países para que puedan fortalecer su capacidad de defensa, defender su soberanía e integridad territorial y reconstruir y desarrollarse pacíficamente;
  12. Condena enérgicamente el reciente bombardeo de Matola, un suburbio de la capital de Mozambique, por parte de Sudáfrica, y los actos de usurpación territorial y espionaje contra Mozambique, así como el ataque del 17 de octubre de 1983 contra la Oficina del Congreso Nacional Africano en Maputo, perpetrado por el régimen racista de Pretoria;
  13. Reafirma que la práctica de utilizar mercenarios contra Estados soberanos y movimientos de liberación nacional constituye un acto criminal y exhorta a los gobiernos de todos los países a que promulguen leyes que declaren como delitos punibles el reclutamiento, la financiación y el entrenamiento de mercenarios en sus territorios, así como su tránsito por ellos, y prohíban a sus nacionales servir como mercenarios, y a que informen sobre dicha legislación al Secretario General;
  14. Condena enérgicamente las continuas violaciones de los derechos humanos de los pueblos que aún se encuentran bajo dominación colonial y subyugación extranjera, la continuación de la ocupación ilegal de Namibia y los intentos de Sudáfrica de desmembrar su territorio, la perpetuación del régimen racista minoritario en el África meridional y la negación al pueblo palestino de sus derechos nacionales inalienables;
  15. Condena además enérgicamente al régimen racista de Pretoria por sus actos de desestabilización, agresión armada y bloqueo económico contra Lesotho e insta encarecidamente a la comunidad internacional a que preste la máxima asistencia a Lesotho para que pueda cumplir con sus obligaciones humanitarias internacionales hacia los refugiados y a que utilice su influencia sobre el régimen racista para que desista de sus actos terroristas contra Lesotho;
  16. Expresa su profunda indignación por el cruel asesinato, el 9 de junio de 1983, de los tres luchadores por la libertad del Congreso Nacional Africano a manos del régimen racista de Sudáfrica, que cometió el crimen con flagrante indiferencia a pesar de los diversos llamamientos de la comunidad internacional, desafiando así la resolución 533 (1983) del Consejo de Seguridad;
  17. Toma nota de la Declaración de la Conferencia Internacional sobre la Alianza entre Sudáfrica e Israel;6/
  18. Condena enérgicamente la política de los países occidentales, Israel y otros países cuyas relaciones políticas, económicas, militares, nucleares, estratégicas, culturales y deportivas con el régimen minoritario racista de Sudáfrica alientan a dicho régimen a persistir en la represión de las aspiraciones de los pueblos a la libre determinación y la independencia;
  19. Exige nuevamente la aplicación inmediata del embargo obligatorio de armas contra Sudáfrica, impuesto en virtud de la resolución 418 (1977) del Consejo de Seguridad, por todos los países, y en particular por aquellos que mantienen cooperación militar y nuclear con el régimen racista de Pretoria y continúan suministrándole material conexo;
  20. Toma nota con satisfacción de la Declaración de París sobre Sanciones contra Sudáfrica, la Declaración Especial sobre Namibia y los informes de las comisiones técnicas y políticas aprobados por la Conferencia Internacional sobre Sanciones contra Sudáfrica, celebrada en París del 20 al 27 de mayo de 19817/ bajo los auspicios de las Naciones Unidas y la Organización de la Unidad Africana;
  21. Exige la aplicación inmediata de su resolución ES-8/2 sobre Namibia;
  22. Insta a todos los Estados, organismos especializados, organizaciones competentes del sistema de las Naciones Unidas y demás organizaciones internacionales a que presten su apoyo al pueblo namibio, a través de su único y legítimo representante, la Organización del Pueblo del África Sudoccidental, en su lucha por lograr su derecho a la libre determinación y la independencia de conformidad con la Carta de las Naciones Unidas;
  23. Reafirma las resoluciones sobre la cuestión del Sáhara Occidental aprobadas en los períodos ordinarios de sesiones de la Asamblea de Jefes de Estado y de Gobierno de la Organización de la Unidad Africana, celebrados en Nairobi del 24 al 27 de junio de 19818/ y en Addis Abeba del 6 al 12 de junio de 19839/, y pide su inmediata aplicación;
  24. Toma nota de los contactos mantenidos entre el Gobierno de las Comoras y el Gobierno de Francia en la búsqueda de una solución justa al problema de la integración de la isla comorana de Mayotte en las Comoras, de conformidad con las resoluciones de la Organización de la Unidad Africana y de las Naciones Unidas sobre esta cuestión; 26. Pide un aumento sustancial de todas las formas de asistencia prestada por todos los Estados, órganos de las Naciones Unidas, organismos especializados y organizaciones no gubernamentales a las víctimas del racismo, la discriminación racial y el apartheid a través de sus movimientos de liberación nacional reconocidos por la Organización de la Unidad Africana;
  25. Condena enérgicamente las masacres cada vez más generalizadas de personas inocentes e indefensas, incluidas mujeres y niños, perpetradas por el régimen racista minoritario de Pretoria en su desesperado intento de frustrar las legítimas demandas del pueblo;
    Exige la liberación inmediata de las mujeres y los niños detenidos en cárceles de Namibia y Sudáfrica;
    Condena enérgicamente las constantes y deliberadas violaciones de los derechos fundamentales del pueblo palestino, así como las actividades expansionistas de Israel en Oriente Medio, que constituyen un obstáculo para el logro de la autodeterminación y la independencia del pueblo palestino y una amenaza para la paz y la estabilidad en la región;
    Condena además enérgicamente la masacre de palestinos y otros civiles en Beirut y la agresión israelí contra el Líbano, que pone en peligro la estabilidad, la paz y la seguridad en la región;
    Exige la liberación inmediata e incondicional de todas las personas detenidas o encarceladas como resultado de su lucha por la libre determinación y la independencia, el pleno respeto de sus derechos individuales fundamentales y el cumplimiento del artículo 5 de la Declaración Universal de Derechos Humanos 10/, según el cual nadie será sometido a torturas ni a tratos crueles, inhumanos o degradantes;
    Insta a todos los Estados, organismos especializados, organizaciones competentes del sistema de las Naciones Unidas y otras organizaciones internacionales a que presten su apoyo al pueblo palestino, a través de su único y legítimo representante, la Organización de Liberación de Palestina, en su lucha por recuperar su derecho a la libre determinación y la independencia de conformidad con la Carta;
    Reitera su satisfacción por la asistencia material y de otro tipo que los pueblos sometidos a regímenes coloniales siguen recibiendo de los gobiernos, las organizaciones del sistema de las Naciones Unidas y las organizaciones intergubernamentales, y pide un aumento sustancial de dicha asistencia;
    Insta a todos los Estados, organismos especializados y demás organizaciones competentes del sistema de las Naciones Unidas a que hagan todo lo posible para asegurar la plena aplicación de la Declaración sobre la Concesión de la Independencia a los Países y Pueblos Coloniales y a que intensifiquen sus esfuerzos para apoyar a los pueblos sometidos a dominación colonial, extranjera y racista en su justa lucha por la libre determinación y la independencia;
    Pide al Secretario General que dé la máxima publicidad a la Declaración sobre la Concesión de la Independencia a los Países y Pueblos Coloniales y a la lucha de los pueblos oprimidos por el logro de su libre determinación e independencia nacional, y que informe periódicamente a la Asamblea General sobre sus actividades;
    Decide volver a examinar este tema en su trigésimo noveno período de sesiones, basándose en los informes que se ha solicitado a los gobiernos, las organizaciones del sistema de las Naciones Unidas y las organizaciones intergubernamentales y no gubernamentales sobre el fortalecimiento de la asistencia a los territorios y pueblos coloniales.

    1/ Véase A/CONF.120/13.
    2/ Véase A/AC.115/L.595.
    3/ Véase A/38/312, anexo.
    4/ A/32/61, anexo I.
    5/ Véase A/CONF.114/42, cap. I.
    6/ A/38/311-S/15883, anexo.
    7/ Informe de la Conferencia Internacional sobre Sanciones contra Sudáfrica, París, 20 a 27 de mayo de 1981 (A/CONF.107/8), secc. X y anexos X y XI.
    8/ A/36/534, anexo II, resolución AHG/Res.103 (XVIII).
    9/ A/38/312, anexo, resolución AHG/Res.194 (XIX).
    10/ Resolución 217 A (III).

Fuente: https://docs.un.org/en/A/RES/38/17

Alto al fuego en Gaza. Continuidad de la impunidad.

Tres ministros genocidas de Israel renuncian al cargo para protestar contra el alto al fuego. Según Ben-Gvir, «el acuerdo constituye una victoria total del terrorismo». No aclaró si se estaba refiriendo a su propio terrorismo masivo, a escala industrial.

El problema con el «Alto al fuego» en Gaza es que, después del más brutal genocidio del siglo y más allá, el acuerdo significa que todo vuelve a foja cero: el mismo apartheid, la misma colonización, el mismo racismo, el mismo mesianismo, la misma impunidad…

Lo que no vuelve atrás es la nueva conciencia mundial, la creciente pérdida de poder de la intimidación.

jorge majfud, enero 2025

Historiadores de Estados Unidos condenan el escolasticidio en Gaza

Los miembros de la American Historical Association (la sociedad científica más antigua de los Estados Unidos) que asistieron a la conferencia anual en Nueva York votaron el domingo 5 de enero de 2025 por 428 a favor y 88 en contra para aprobar una resolución que se opone al “escolasticidio” en Gaza y a la financiación de la guerra de Israel por parte del gobierno de Estados Unidos.

La medida convierte a la Asociación Histórica Estadounidense en el último grupo académico que expresa una postura sobre la guerra en Gaza, a pesar de las críticas conservadoras, que llegan hasta el presidente electo, de la defensa de los derechos de los palestinos en el ámbito académico.

El escolasticidio significa la erradicación intencional de un sistema educativo. La resolución, que dice que la campaña militar de Israel “ha destruido efectivamente el sistema educativo de Gaza”, pide un alto el fuego permanente y que la asociación forme un comité para ayudar a reconstruir “la infraestructura educativa de Gaza”.
La resolución se aprobó después de una bulliciosa reunión de una hora en la que no cabían más personas de pie en el salón de un hotel que estaba tan lleno que algunos asistentes no cabían dentro. Antes de que los miembros votaran, escucharon un debate estructurado sobre la resolución que incluyó a cinco personas que hablaron a favor de la resolución y cinco personas en contra. Durante todo el debate hubo aplausos, vítores y ovaciones de pie para los oradores que defendieron la resolución y más aplausos apagados para los oponentes.

Antes de que comenzara el debate, un miembro, el profesor asociado de la Universidad Rice Abdel Razzaq Takriti, se paró al frente de la sala y acusó al director ejecutivo de la asociación, Jim Grossman, de haber hecho «una declaración política» contra la resolución en su informe con el que se inició la reunión. (Grossman había dicho «no somos una organización política», pero luego dijo que solo estaba dando su informe).

Cuando llegó el momento de votar, algunos miembros criticaron el método de simplemente escribir sí o no en tarjetas de notas; a los asistentes se les habían proporcionado varias tarjetas. Después del debate, pero antes de que se revelara el resultado, un miembro señaló a otro y lo acusó de grabar la reunión en contra de las reglas, lo que llevó a Grossman a buscar en su teléfono y concluir que eso no sucedió.
Cuando se anunció el total de votos, la abrumadora mayoría fue recibida con cánticos de «¡Libertad, libertad para Palestina!» Pero la votación del domingo no es el final del proceso.

La resolución pasará ahora al consejo electo de la asociación, que puede aceptarla, vetarla o negarse a aprobarla. Esa última opción enviaría la resolución a los aproximadamente 10.450 miembros de la asociación para su votación. Grossman dijo que entonces se necesitaría una mayoría simple de los votantes para aprobarla.

El debate que se viene puede reflejar lo que se escuchó el domingo: discusiones sobre cuándo las asociaciones académicas deberían pronunciarse y, si lo hacen, qué deberían decir.

El Consejo Ejecutivo de la Asociación de Lenguas Modernas, cuya reunión anual se celebrará a finales de esta semana, ha sido criticado por no permitir a los miembros de esa organización ni siquiera votar sobre una resolución que también acusaría a Israel de escolasticidio. La resolución de la MLA habría ido más allá que la de la Asociación Histórica Estadounidense al respaldar también el movimiento de boicot, desinversión y sanciones contra Israel.

La resolución de la Asociación Histórica Estadounidense cita a un grupo de expertos independientes de las Naciones Unidas que, según un comunicado de prensa anterior de la ONU, dijeron: «Puede ser razonable preguntar si existe un esfuerzo intencional para destruir por completo el sistema educativo palestino».

Ese comunicado de prensa era de abril, apenas seis meses después del inicio de la guerra entre Israel y Hamás. El comunicado de la ONU decía que, para entonces, la última universidad de Gaza ya había sido destruida y «más de 5.479 estudiantes, 261 profesores y 95 profesores universitarios han muerto en Gaza, y más de 7.819 estudiantes y 756 profesores han resultado heridos».

Historiadores por la Paz y la Democracia escribieron la resolución. Van Gosse, copresidente de la organización y profesor emérito de historia en el Franklin & Marshall College, dijo que él y otros fundaron el grupo hace 20 años para oponerse a la guerra de Irak.

Horas antes de la votación el domingo por la noche, otro grupo llamado Historiadores por Palestina realizó una manifestación frente al hotel de la conferencia cerca de Times Square. Unas 75 personas escucharon a los oradores, incluido Takriti, que manejaba un megáfono, de pie junto a personas que sostenían una pancarta que decía “¡Alto el fuego ahora!”.

“Hay negacionistas que niegan la realidad y, lo que es importante para nosotros los historiadores, utilizan la falsificación histórica para promoverla”, dijo Takriti, profesor asociado de historia árabe moderna, ante los gritos de “¡Vergüenza!” de la audiencia. Dijo que la resolución del domingo era solo un comienzo.

“Hoy en día, algunas de estas personas leerán reconocimientos de tierras aquí en este espacio colonizado, pero no quieren decir lo que leen”, dijo Takriti. “No han interiorizado lo que están diciendo. Para ellos, son sólo palabras sin sentido, y Gaza lo demuestra. Porque si tuvieran algún entendimiento, si tuvieran algún sentimiento por los demás, si no estuvieran incurriendo en un comportamiento puramente narcisista (y violento), habrían emitido resoluciones mucho más enérgicas que la que se está proponiendo desde el principio de este genocidio”.

La asociación ya se ha pronunciado sobre los acontecimientos actuales. En febrero de 2022, publicó una declaración en la que condenaba “en los términos más enérgicos posibles la reciente invasión rusa de Ucrania. Este acto de agresión militar abierta viola la soberanía de una Ucrania independiente y amenaza la estabilidad en la región en general y en todo el mundo”. Además, decía: “Apoyamos vigorosamente a la nación ucraniana y a su pueblo en su resistencia a la agresión militar rusa y a la retorcida mitología que el presidente Putin ha inventado para justificar su violación de las normas internacionales”.

https://www.insidehighered.com/news/faculty-issues/academic-freedom/2025/01/05/aha-convention-attendees-oppose-scholasticide-gaza

¿Silencio ante un genocidio? Solo muerto

Naturalmente, he comenzado el año recibiendo amenazas por los mismos temas y los mismos cobardes de siempre, escondidos detrás del anonimato. Pierden el tiempo. ¿Silencio ante un genocidio? Solo muerto.

En el último video, se muestra el momento en que Israel bombardeó hoy las tiendas de campaña del campo de refugiados de Deir al-Balah, en el centro de Gaza, con una bomba de media tonelada de explosivos. Un avión F-35 de 100 millones de dólares arroja una bomba GDU de 200.000 dólares sobre refugiados que viven en la miseria con 100 gramos de pan al día en una tienda de campaña.

Ya van 45.000 palestinos masacrados, registrados en el último año. Se estiman 300.000 muertos considerando aquellos que, por obvias razones, no se pueden identificar con nombre y apellido ni con su fecha de nacimiento.

Por si fuese poco, el mismo imperialista y miserable Occidente no se cansa de justificar con su literatura de terror, esa especialidad del occidente bonito y civilizado.

Jorge Majfud, 3 de enero de 2025.

https://radiocut.fm/audiocut/vivimos-en-fracasada-civilizacion-del-exito-jorge-majfud/ «Vivimos en la fracasada civilización del éxito»

https://ar.radiocut.fm/audiocut/vivimos-en-fracasada-civilizacion-del-exito-jorge-majfud/

La sensibilidad de los cómplices

Otra advertencia sobre la “sensibilidad de las imágenes” que publicamos aquí y en otros medios sobre el Genocidio racista en Gaza. Ver la clásica advertencia abajo. Los medios tradicionales y las redes sociales son muy pudorosas con las masacres y genocidios que sus dueños como Elon Musk y casi todo el resto apoyan día a día, año tras año. «Matemos, pero sin herir la sensibilidad de nuestros usuarios. Eso nos quita clientes sensibles«.

Cuando Bush prohibió publicar imágenes de los soldados estadounidenses volviendo en ataúdes, alguien dijo «si podemos hacerlo, bien podemos verlo». Está de más decir que esa masacre fue vendida a los medios de forma muy higiénica (en 2003 publicamos varios artículos en varios diarios sobre la hipócrita y cómplice censura de las imágenes de niños destrozados).

La historia ya no rima; se repite como una prostituta.

jorge majfud (sí, ese mismo, el que da la cara por fea que sea, el que no se esconde detrás de anónimos ni falsea amistades ni habla por la espalda de nadie ni realiza denuncias secretas), diciembre 2024

The politics of cruelty and incelity

The empire of denial closes its eyes and believes.

“Professor, “a student told me,” take a chance and say who will win tomorrow.

“Trump.

I had already said it in various media, but I am not interested in partisan politics in my classes.

“According to all the polls, Kamala wins. Why would she lose?

“Because of Gaza. You can’t hide the sun with a finger.
Hours after learning the election results, the major networks, from CNN to Fox News, began to digest Donald Trump’s victory. The most well-known figures seemed to agree that three issues had hit the Democrats: 1. the economy, 2. the migration crisis, and 3. the conflict in the Middle East.
In other words, it is about pocketbooks, racism, and morality. In the three points, we see the fabrication of ideas and sensibilities of the propaganda of those same media:

1. The domestic economy is not doing well, but let’s see that this is not due to a particular government but to a much larger structural problem that goes from the legalized corruption of the corporations that have bought everything (politicians, media) to continue accumulating the wealth (surplus value) that they have been kidnapping from the middle and working class. Since 1975, the working class has transferred 50 billion dollars (twice the GDP of China) to the richest one percent.

The other economic factor is the loss of hegemony and power to dictate by Washington in the rest of the world, which has not only aggravated its natural aggressiveness but has found itself with a competition it does not accept. But if we limit ourselves to the current administrations, we will see that during the period in which Trump was president, the GDP grew less than during the Biden period. True, there was a pandemic, but the same argument applies when praising the lower fuel prices in the previous period due to the drastic reduction in road traffic.

2. There is an immigration problem on the southern border, but not a crisis. That is a media fabrication fueled by politicians who benefit from the demonization of the weakest who do not vote and do not have lobbies to pressure and buy them. As a general rule, illegal immigrants are neither criminals nor do they increase crime, but rather reduce it. They do not live off state services but pay taxes by consuming and collecting their salaries, with the payment of taxes that they never claim but go to Social Security for the benefit of someone else. They do not steal anyone’s job but do the work that citizens do not want to do and, in this way, lubricate the economy so that it continues to function.
According to Trump, “Illegal immigrants are criminals who are entering without control.” He threatened Mexico with high tariffs if it did not stop drug trafficking, without mentioning that his country is the root of the problem, not only in consumption but also in the distribution of drugs and weapons. As documented, criminals, genocidaires, and terrorists live free and legal in Florida and are influential donors to his political party.

3. Although Americans usually vote with their pocketbooks, a portion (although a minority, they number in the millions) vote with a strong moral conviction. This has been the case of the genocide in Gaza that the Democrats have tried to silence in order not to talk about the weapons and tens of thousands of dollars they sent in just one year to Israel to massacre tens of thousands of children under the rhetoric of “Israel has the right to defend itself” or, as Bill Clinton responded, “because King David was there three thousand years ago.” Or candidate Harris, silencing every question about Gaza with the same nasal arrogance: “I’m the one who speaks.” The government has ignored the numerous student protests, violently repressed the mass urban marches, the truck drivers’ marches…
Then, when the punishment vote appeared, the same media that had made the massacre in Gaza invisible wanted to explain the electoral catastrophe by resorting to the same thing: relegating the moral issue to a third position and talking about the “crisis in the Middle East,” avoiding saying Gaza, Palestine, and genocide. Not even massacre.

This genocide is becoming a metastasis in the Middle East, one more stop in the Ring of Fire (Ukraine, Syria, Palestine, Iran, Taiwan) produced by the friction of the Alpha Male of the West who tries to surround the Dragon that has already awakened.
Instead of negotiating and benefiting its people through global cooperation, Alpha Male goes after eliminating the competition. This metaphor comes from the pack led by a male wolf, now by the ideologues of the right. They forget that when the alpha male ages and faces a younger one, it ends in a deadly conflict.

In 2020, Democrats won Wisconsin and Michigan, two states with a solid Arab population. Now, Republicans won both. However, Palestinian-born Rep. Rashida Tlaib (Michigan) retained her seat with 70 percent of the vote and Ilhan Omar (Minnesota) did so with 75 percent.
More than a vote for Trump (who had lost the election four years earlier for some reason) it was a vote against Harris and the Democrats. An indignant and hopeless vote. This electoral system is a legacy of slavery and the political-media system has been bought by the technological and financial corporations, which are the ones that govern this country. Larry Fink, the CEO of BlackRock (a financial company that manages as much money as five times the economy of Russia), made it clear: “It doesn’t matter who wins; Harris or Trump will be good for Wall Street.”

It is a sack of force: money goes from the parties to the media for advertising and promotion. That is to say, the same dollar buys politicians and the media twice. Presidents are in charge of the circus. They are in charge of keeping passions alight, especially racial and gender. There is no better strategy to make social class problems invisible. Racism is the most effective way to make invisible the deep social class problem we have, including its global translation, imperialism.
We will finally have a president convicted of justice (34 cases), who boasted of being smart for not paying taxes. Of course, being smart is not enough. It is necessary to have the people brutalized with identity divisions, with individuals alienated by the same technologies that dominate the economy, politics, and geopolitics.
Something that is not difficult in a people accustomed to believing above the facts. People trained in churches to close their eyes and replace reality with desire until reality changes. Because of the religious mentality, narrative reality matters more than factual reality: “In the beginning was the Word…”.

From there applying the same intellectual skills and convictions when leaving one temple to enter others (banks, stock exchanges, television, political parties) is only a step. Sometimes, not even that.

Jorge Majfud, November 6, 2024.