Emma González: quando a masculinidade de Zeus treme

[Spanish>>]

Emma González ou quand ça branle dans le manche viril de Zeus ]

Jorge Majfud

A tradução é de André Langer

 

Diferentemente de outras chacinas absurdas ocorridas em escolas secundárias dos Estados Unidos, a de Parkland tem sido diferente por provocar uma onda de manifestações em massa em todos os cantos dos Estados Unidos e em várias partes do mundo. O medo: só a juventude estadunidense pode conseguir alguma mudança social neste país, ainda que sejam mudanças apenas tímidas quando comparadas com o terremoto dos anos 60, conquistas que foram, anos mais tarde, quase aniquiladas pela reação conservadora da era Reagan-Thatcher. Ou quase, porque se neste país há mais liberdades individuais do que naquela época, isso se deve a esses demonizados movimentos de resistência social e não a nenhuma das guerras contra um país pequeno e distante.

Os anos sessenta legaram muitas coisas, embora depois tenham sido gradualmente desprestigiados pela reação e pela propaganda conservadora que, segundo todas as pesquisas, aumentou a desproporção da acumulação de riqueza neste país, agora concentrada quase exclusivamente em uma pequena minoria, enquanto dezenas de milhões de trabalhadores e estudantes não têm nada além de dívidas, dezenas de milhares morrem a cada ano por causa das drogas ou do suicídio (morrem mais soldados quando retornam do que nos campos de batalha; eu conheci o drama pessoal de mais de um) e dezenas de milhares morrem por armas de fogo. Nos Estados Unidos, somente as crianças (essas que recebem fuzis nos seus aniversários e os escoteiros promovem como símbolo de liberdade e masculinidade) matam mais pessoas, por acidente, do que todos os terroristas juntos, mas sobre isso não se ouve uma única palavra em nenhum apaixonado debate político.

Se este país nas últimas gerações conseguiu algumas liberdades, não foi por causa dos soldados no Vietnã, como afirma o sagrado clichê, mas se deve àqueles corajosos organizadores de lutas sociais como Luther King ou César Chávez. A Guerra do Vietnã foi miseravelmente perdida e, além de milhões de mortos, não deixou nada de positivo para este país. Menos liberdades e direitos. Por outro lado, a revolução feminista do Ocidente, dos negros no Sul da União e dos diaristas da Califórnia deram, esses sim, resultados concretos, embora hoje estejam na berlinda da última reação, que talvez não seja outra coisa que um punhado de afogados de uma ordem cambaleante.

Um dos rostos visíveis do mais recente movimento é o de Emma González, sobrevivente do massacre de Parkland e filha de exilados cubanos. Emma representa muitos outros cubano-estadunidenses da sua geração, jovens libertados da paranoia e da obsessão pela derrota de Baía dos Porcos, que, em todo caso, precisa conviver com elementos da velha geração, alguns dos quais são considerados terroristas até pelo FBI, mas que, em todo caso, andam livres em Miami.

Um dos poucos escritores e intelectuais que representam este grupo, a escritora Zoe Valdés, referiu-se a Emma González como uma comunista “machorra” (sapatão). A acusação não é nova. Ao longo da história, os grupos mais reacionários, as tradicionais classes dominantes da América Latina e até dos Estados Unidos (eu diria que em menor grau), praticaram o macartismo, segundo o qual qualquer crítico capaz de dizer suas verdades incômodas ao poder dominante é, automaticamente, um comunista. E pouco importa se essas verdades são objetivamente documentadas. Se você disser que o golpe de Estado na Guatemala de 1954 foi orquestrado pela CIA e pela UFC contra um governo democrático, você é comunista. Se você disser o mesmo sobre o Chile em 1973, você é marxista-leninista, etc.

No entanto, os comunistas não precisam ser apontados. Em geral, os comunistas são reconhecidos como tais. Os fascistas, racistas e machistas, por outro lado, não. É preciso adivinhá-los ou deduzi-los de acordo com seus ditos e ações.

Agora, que uma jovem e milhões de jovens marchem por suas vidas e questionem com determinação a religião das armas, que não se encaixem no estereótipo imposto (pré-fabricado e reduzido a uma caricatura) do patriota, nos estreitos limites dos mitos sociais, que não seguem os caminhos traçados pelas vacas sagradas rumo ao matadouro, transforma-os em perigosos comunistas. Mas me parece que esse hábito de rotular de comunista todo crítico inconformado, todo democrata radical, é um pouco exagerado. Miami, por sua vez, está cheia de ex-comunistas que um dia se deram conta, como por uma súbita revelação, do grande negócio (econômico e moral) que era envolver-se na bandeira do vencedor e mudaram de lado ou tornaram-se mais caubóis que John Wayne.

A escassez de recursos intelectuais daqueles que sacam a palavra mágica (comunista) como quem saca um revólver é bem conhecida. Há alguns anos, o pai cubano do senador e candidato à presidência, Ted Cruz, afirmou que a Teoria da Evolução era uma perversão do marxismo. Até mesmo a teoria da mudança climática, que ameaçava os lucros das super-petroleiras, até recentemente era o produto dessas pessoas más.

Esta geração (uma parte significativa) teve a coragem de dizer ‘Chega, basta’. E o disse de forma escandalosa para uma sociedade fanática: “chega de orações e de condolências”. Por isso, devem demonizá-los como comunistas ou perigosos rebeldes, lésbicas ou conspiradores, como nos anos cinquenta os sulistas marchavam com cartazes denunciando a imoralidade dos ativistas com cartazes que diziam que “a integração racial é comunismo” enquanto pediam aos seus governantes para que salvassem a “América cristã”.

Os ataques a Emma revelam certo nervosismo ideológico. (Um candidato republicano a definiu como “lésbica skinhead”. Ela se assume como bissexual. Não é rebelde por ser lésbica, mas por ter a coragem de se assumir como é em uma sociedade hostil e, não poucas vezes, hipócrita.) Emma representa a mudança, não apenas por ser jovem, bissexual e uma incômoda insuportável para a poderosa Associação Nacional do Rifle, mas também por fazer parte de uma geração que pode representar um momento crítico na história deste país e do mundo. Homens e mulheres (sobretudo os homens) escreveram leis e constituições. Homens e mulheres (sobretudo as mulheres) podem e devem reescrevê-las de acordo com as necessidades dos vivos, e não dos mortos.

Nem Zoe Valdés nem ninguém tem autoridade moral para criticar essa corajosa jovem. Todo o resto são clichês da Guerra Fria que a nova geração não engole tão facilmente. São medos próprios dos superpoderes, que não são poderes absolutos e sabem quando um tremor repentino mexe suas bochechas.

Nos próximos anos veremos uma luta existencial da reação da onda neopatriarcal, nacionalista, racista e imperialista (caricatos anos oitenta ainda em ascensão, hoje no poder político), contra uma geração mais jovem, a pé, pronta para resistir às narrativas que escondem os verdadeiros problemas do mundo, disposta a não acreditar em mitos que nem mesmo funcionam, com rebeldia suficiente para dizer algo tão simples como ‘Chega’.

Anuncios

Emma González ou quand ça branle dans le manche viril de Zeus

[Spanish>>]

[Portugues>>]

Translated by  Fausto Giudice

À la différence d’autres tueries absurdes dans les écoles secondaires des USA, celle de Parkland a produit une vague de manifestations de masse à travers tout le pays et dans diverses parties du monde. La crainte : que la jeunesse usaméricaine puisse réaliser un changement social dans ce pays, même si ce ne seront que des changements timides en comparaison avec le tremblement de terre des années soixante, qui a ensuite été presque annihilé par la réaction conservatrice de l’ère Reagan-Thatcher. Presque, parce que si dans ce pays il y a plus de libertés individuelles qu’alors, c’est à cause de ces mouvements diabolisés de résistance sociale et non du fait d’une guerre contre un petit pays lointain.

À la différence d’autres tueries absurdes dans les écoles secondaires des USA, celle de Parkland a produit une vague de manifestations de masse à travers tout le pays et dans diverses parties du monde. La crainte : que la jeunesse usaméricaine puisse réaliser un changement social dans ce pays, même si ce ne seront que des changements timides en comparaison avec le tremblement de terre des années soixante, qui a ensuite été presque annihilé par la réaction conservatrice de l’ère Reagan-Thatcher. Presque, parce que si dans ce pays il y a plus de libertés individuelles qu’alors, c’est à cause de ces mouvements diabolisés de résistance sociale et non du fait d’une guerre contre un petit pays lointain.

Les années soixante ont laissé  beaucoup d’acquis, même si elles ont été peu à peu discréditées par la réaction et par la propagande conservatrices, par toutes les mesures, avec l’augmentation de la disproportion de l’accumulation de la richesse dans ce pays, concentrée désormais presque totalement dans les mains d’ une micro-minorité alors que des dizaines de millions de travailleurs et d’étudiants n’ont que des dettes, que des dizaines de milliers de personnes meurent chaque année à cause de la drogue ou par suicide (plus de soldats meurent à leur retour que sur le champ de bataille, je connais le drame personnel de plus d’un) et des dizaines de milliers meurent par armes à feu. Aux USA, seuls les enfants (ceux qui reçoivent des fusils pour leurs anniversaires et que les Boy Scouts promeuvent comme symbole de liberté et de masculinité) tuent plus de gens, par accident, que tous les terroristes pris ensemble, mais de cela on ne souffle mot dans aucun débat politique passionnés.

Si ce pays a acquis certaines libertés durant les dernières générations, ce n’est pas dû aux soldats du Vietnam, comme l’affirme le cliché sacré, mais à ces courageux organisateurs de luttes sociales comme Luther King ou César Chávez. La guerre du Vietnam a été lamentablement perdue et, mis à part des millions de morts, elle n’a rien laissé de positif pour ce pays. Moins de libertés et de droits. En revanche, la révolution féministe de l’occident, celle des Noirs du Sud de l’Union et des ouvriers agricoles de Californie ont, elles, donné des résultats concrets, même si ceux-ci sont aujourd’hui remis en cause par la dernière vague réactionnaire en date, qui n’est peut-être que le dernier sursaut d’un ordre qui vacille.

L’un des visages les plus en vue du mouvement le plus récent est celui d’Emma González, rescapée du massacre de Parkland et fille d’exilés cubains. Emma représente beaucoup d’autres Cubains-USAméricains de sa génération, des jeunes libérés de la paranoïa et de l’obsession de la défaite de la baie des Cochons mais qui, de toute façon, doivent coexister avec des éléments de l’ancienne génération, dont certains sont considérés comme des terroristes jusque par le FBI mais en tout cas se meuvent librement à Miami.

L’une des rares écrivaines et intellectuelles représentant ce groupe, l’écrivaine Zoe Valdés, a qualifié Emma González de «gouine» communiste. L’accusation n’est pas nouvelle. Tout au long de l’histoire, les groupes les plus réactionnaires, les classes dirigeantes traditionnelles de l’Amérique latine et même des USA (peut-être dans une moindre mesure) ont exercé le maccarthysme, selon lequel tout critique capable de dire ses vérités inconfortables au pouvoir dominant est, automatiquement, un communiste. Même si cela n’a pas d’importance que ces vérités soient objectivement documentées. Si vous dites que le coup d’État de 1954 au Guatemala a été orchestré par la CIA et l’UFC contre un gouvernement démocratique, vous êtes un communiste. Si vous dites la même chose à propos du Chili en 1973, vous êtes marxiste-léniniste, etc.

Cependant, les communistes n’ont pas besoin d’être signalés. En général, les communistes se reconnaissent comme tels. Les fascistes, les racistes et les machistes, d’autre part, non. Vous devez le deviner ou le déduire de leurs dits et gestes.

Maintenant, si une jeune et des millions d’autres marchent pour leur vie et remettent en question avec détermination la religion des armes, ne cadrent  pas avec le stéréotype imposé (préfabriqué et réduit à une caricature) du patriote, dans les limites étroites des mythes sociaux, qu’ils ne suivent pas les chemins tracés par les vaches sacrées jusqu’à l’abattoir, cela fait d’elles et eux de dangereux communistes. Mais il me semble que cette habitude d’étiqueter chaque critique non conforme, chaque démocrate radical en tant que communiste, est un peu exagérée. Miami, en revanche, est pleine d’ex-communistes qui un jour ont réalisé, comme par une révélation soudaine, le grand profit  (économique et moral) que cela apportait de brandir le drapeau du gagnant et ont changé de camp, devenant plus cow-boys que John Wayne.

L’indigence des ressources intellectuelles de ceux qui dégainent le mot magique (communiste) comme un flingue est bien connue. Il y a quelques années, le père cubain du sénateur et candidat à la présidence Ted Cruz, a affirmé que la théorie de l’évolution était une perversion du marxisme. Et même la théorie du changement climatique, qui menaçait les profits des superpétroliers, était jusqu’à récemment le produit de ces mauvaises gens.

Cette génération (une partie significative) a eu le courage de dire Basta. Et elle l’a dit d’une manière scandaleuse pour une société fanatique: “Assez de prières et de condoléances”. Il faut donc les diaboliser comme communistes ou fauteurs de troubles dangereux, lesbiennes ou conspirateurs, comme dans les années cinquante les Sudistes défilaient avec des pancartes dénonçant l’immoralité des militants avec des pancartes affirmant que « l’intégration raciale, c’est le communisme » demandant à leurs gouvernants de sauver “L’Amérique chrétienne”. 
Les attaques contre Emma révèlent une certaine nervosité idéologique. (Un candidat républicain l’a qualifiée de « skinhead lesbienne ». Elle s’assume comme bisexuelle. Elle n’est pas rebelle parce qu’elle est lesbienne, mais parce qu’elle a le courage de s’assumer comme telle dans une société hostile et, assez souvent, hypocrite.) Emma représente le changement, non seulement parce qu’elle est  jeune, bisexuelle, et indispose de manière insupportable la puissante Association des tontons flingueurs, mais aussi parce qu’elle fait partie d’une génération qui peut représenter un moment critique dans l’histoire de ce pays et du monde. Les hommes et les femmes (surtout les hommes) ont écrit les lois et les constitutions. Les hommes et les femmes (surtout les femmes) peuvent et doivent les réécrire en fonction des besoins des vivants, et non des morts.

Ni  Zoe Valdés ni personne n’a une quelconque autorité morale pour critiquer cette jeune femme courageuse. Tout le reste n’est que clichés de la guerre froide que la nouvelle génération n’avale pas si facilement. Ce sont des peurs propres aux superpuissances, qui ne sont pas des pouvoirs absolus et elles le savent quand un tremblement soudain les secoue.

Dans les années qui viennent nous assisterons à une lutte existentielle entre la réaction de la vague néo-patriarcale, nationaliste, raciste et impérialiste (une caricature des années quatre-vingts encore à la hausse, dans le pouvoir politique aujourd’hui), et une jeune génération, debout, prête à résister aux discours qui cachent les vrais problèmes du monde, qui n’est plus disposée à croire à des mythes qui ne fonctionnent même pas, avec assez rébellion pour dire quelque chose d’aussi simple que Basta.

 

JM.

 

Emma González: cuando a Zeus le tiembla la masculinidad

Emma González ou quand ça branle dans le manche viril de Zeus ]

[Portugues>>]

Diferente a otras matanzas absurdas en escuelas secundarias de Estados Unidos, la de Parkland ha producido una ola de manifestaciones masivas a lo largo de Estados Unidos y en varias partes del mundo. El temor: sólo la juventud estadounidense podrá lograr algún cambio social en este país, aunque más no sean unos tímidos cambios en comparación al terremoto de los años sesenta, los cuales luego fueron casi aniquilados por la reacción conservadora de la era Reagan-Thatcher. Casi, porque si en este país existen más libertades individuales que entonces, fue por esos demonizados movimientos de resistencia social y no por ninguna guerra contra algún pequeño y lejano país. 

Los sesenta dejaron mucho, aunque luego fueron gradualmente desprestigiados por la reacción y la propaganda conservadora que, según todas las mediciones, aumentó la desproporción de la acumulación de riqueza en este país, ahora concentrada casi toda en una micro minoría, mientras decenas de millones de trabajadores y estudiantes no tienen más que deudas, decenas de miles mueren por año debido a las drogas o al suicidio (mueren más soldados al regresar que en el campo de batalla; conocí el drama personal de más de uno), y decenas de miles mueren por armas de fuego. En Estados Unidos, sólo los niños (esos que reciben fusiles para sus cumpleaños y los Boy Scouts promueven como símbolo de libertad y masculinidad) matan más personas, por accidente, que todos los terroristas juntos, pero de eso ni una sola palabra en ningún apasionado debate político.

Si este país en las últimas generaciones ha logrado ciertas libertades, no se debe a los soldados en Vietnam, como lo afirma el sagrado cliché, sino a aquellos valerosos organizadores de luchas sociales como Luther King o César Chávez. La guerra de Vietnam se perdió miserablemente y, aparte de millones de muertos, no dejó nada positivo para este país. Menos libertades y derechos. En cambio, la revolución feminista de Occidente, de los negros en el Sur de la Unión y de los jornaleros de California sí, dejaron resultados concretos, aunque hoy estén en tela de juicio por parte de la última reacción, que tal vez no sea otra cosa que un manotón de ahogado de un orden que se tambalea.

Uno de los rostros visibles del más reciente movimiento es el de Emma González, sobreviviente de la matanza de Parkland e hija de cubanos exiliados. Emma representa a muchos otros cubano-estadounidenses de su generación, jóvenes liberados de la paranoia y obsesión por la derrota de Bahía de Cochinos que, de cualquier forma, debe convivir con elementos de la vieja generación, alguno de los cuales son considerados terroristas hasta por el FBI pero de cualquier forma caminan libres por Miami.

Uno de los pocos escritores e intelectuales representantes de este grupo, la escritora Zoe Valdés, se ha referido a Emma González como una comunista “machorra”. La acusación no es novedosa. A lo largo de la historia, los grupos más reaccionarios, las tradicionales clases dominantes de América latina e, incluso, de Estados Unidos (diría que en menor grado) han ejercitado el macartismo según el cual todo crítico capaz de decir sus verdades incómodas al poder dominante es, automáticamente, un comunista. Incluso, no importa si esas verdades están objetivamente documentadas. Si afirmas que el golpe de Estado en Guatemala de 1954 fue orquestado por la CIA y la UFC contra un gobierno democrático, eres comunista. Si dices lo mismo de Chile en 1973, marxista-leninista, etc.

Sin embargo, a los comunistas no hay que señalarlos. Por lo general, los comunistas se reconocen como tal. Los fascistas, racistas y machistas, en cambio, no. Hay que adivinarlos o deducirlos según sus dichos y acciones.

Ahora, que una joven y millones de jóvenes marchen por sus vidas y cuestionen con determinación la religión de las armas, que no encajen en el impuesto estereotipo (prefabricado y reducido a una caricatura) del patriota, en los límites estrechos de los mitos sociales, que no sigan los caminos trazados por las vacas sagradas rumbo al matadero, los convierte en peligrosos comunistas. Pero me parece que esa costumbre de etiquetar como comunista a todo crítico inconforme, a todo demócrata radical, es un poco exagerada. Miami, en cambio, está lleno de excomunistas que un día se dieron cuenta, como por una súbita revelación, del gran negocio (económico y moral) que resultaba envolverse en la bandera del ganador y se cambiaron de bando o se volvieron más cowboys que John Wayne.

La escasez de recursos intelectuales de quienes sacan la palabra mágica (comunista) como quien saca un revólver, es bien conocida. Hace unos años, el padre cubano del senador y candidato a la presidencia, Ted Cruz, afirmó que la teoría de la Evolución era una perversión del marxismo. Incluso la Teoría del cambio climático, que amenazaba las ganancias de las superpetroleras, hasta hace poco era producto de esa mala gente.

Esta generación (una parte significativa) ha tenido el valor de decir Basta. Y lo ha dicho de una forma escandalosa para una sociedad fanática: “basta de rezos y de condolencias”. Por eso deben demonizarlos como comunistas o peligrosos revoltosos, lesbianas o conspiradores, como en los años cincuenta los sureños marchaban con carteles denunciando la inmoralidad de los activistas con carteles que afirmaban que “la integración racial es comunismo” mientras les pedían a sus gobernadores que salvaran la “América cristiana”.

Los ataques a Emma revelan cierto nerviosismo ideológico. (Un candidato republicano la definió como “lesbiana skinhead”. Ella se asume como bisexual. No es rebelde por ser lesbiana, sino por tener la valentía de asumirse como es en una sociedad hostil y, no pocas veces, hipócrita.) Emma representa el cambio, no sólo por ser joven, bisexual, y una incomodidad insoportable para la poderosa Asociación del Rifle, sino también por ser parte de una generación que puede representar un momento crítico en la historia de este país y del mundo. Los hombres y las mujeres (sobre todo los hombres) han escrito las leyes y las constituciones. Los hombres y las mujeres (sobre todo las mujeres) pueden y deben volver a escribirlos según las necesidades de los vivos, no de los muertos.

Ni Zoe Valdés ni nadie tiene ninguna autoridad moral para criticar a esta joven con coraje. Todo lo demás son clichés de la Guerra Fría que la nueva generación no se traga tan fácilmente. Son miedos propios de los superpoderes, que no son poderes absolutos y lo saben cuando un repentino temblor les mueve la mejilla.

Los años siguientes veremos una lucha existencial entre la reacción de la ola neo-patriarcal, nacionalista, racista e imperialista (unos caricaturescos años ochenta todavía en ascenso, hoy en el poder político), contra una generación más joven, de a pie, lista para resistir las narrativas que ocultan los verdaderos problemas del mundo, dispuesta a no creer más en mitos que ni siquiera funcionan, con la suficiente rebeldía como para decir algo tan simple como Basta.

 

JM, 26 de mayo de 2018

 

Putin, el espía que se quedó en el Kremlin

Revista Siempre!, Mexico

  INTERNACIONAL, PORTADA, REPORTEROS|

 Jorge Majfud 

 

  • ¿Qué retos implica para la comunidad internacional tener a un líder como Vladimir Putin, considerado por muchos como el hombre más poderoso del mundo?

 

JM: Putin no es el hombre más poderoso del mundo. Puede ser el más listo, como ha quedado demostrado en sus interferencias en las elecciones de otros países y hasta en la toma de provincias, como Crimea, sin que la comunidad internacional se atreva a mover un dedo. Lo suficiente listo como para no continuar su avance, como sí lo hizo Hitler luego de tomar Austria sin que nadie, ni las potencias mundiales de entonces se atreviesen a tomar medidas concretas. Pero Putin no es Hitler. Entre otras cosas porque es mucho más listo. Sin embargo, por las limitaciones de su gran país (económicas, demográficas, geográficas, etc.), no es el líder más importante del mundo hoy. Si hay que señalar uno, ese es claramente Xi Jinping, desde hace poco presidente comunista-capitalista de por vida de la superpotencia asiática. La diferencia es que Putin, apare de representar a la derecha nacionalista en Rusia y a la izquierda internacionalista fuera de Rusia, tiene una mayor presencia mediática en la prensa occidental, la que ignora, al igual que sus gobiernos, algo que hemos señalado hace dos décadas: el gran desafío para Estados Unidos no es el terrorismo islámico que lo mantiene absorbido y distraído, sino la sobrevivencia de su supremacía (empezando por la economía y más tarde siguiendo con los mares del sureste asiático) desafiada por una potencia que quiere y puede competir por un mismo objetivo: la supremacía económica y militar: es decir, China. Ni siquiera Corea del Norte representa una amenaza a su hegemonía, más allá de algún conflicto concreto y su defensa-ataque basado en sus supuestas armas nucleares. En realidad, el espacio más importante de cualquier conflicto actual es la ciberguerra, aunque Rusia posea el segundo arsenal nuclear más importante del mundo. El progreso en Big Data y en Inteligencia Artificial determinarán la realidad del siglo XXI. En este campo China está haciendo progresos acelerados. Partió de años de robo de propiedad intelectual, y en este momento se encuentra en situación de continuar creando conocimiento por cuenta propia. En materia geopolítica, en materia de ajedrez internacional, todo lo demás son distracciones.

 

  • ¿Cuál es el panorama de Rusia en el ámbito geopolítico, sobre todo teniendo a un Donald Trump que lo admira?

 

JM: El mayor poder de Rusia está en Europa. Europa (sobre todo Alemania) y Rusia han mantenido una relación de amor-odio desde hace un par de siglos, desde Napoleón hasta Merkel, pasando, obviamente, por Hitler. Europa no puede vivir con Rusia pero sin Rusia tampoco. En esta medida Estados Unidos ha tolerado a Rusia hasta ahora. Con Trump la relación se ha convertido en una admiración personal, la cual, como todo, tenía previos vínculos económicos y de negocios. Trump es un actor irrelevante. Absolutamente mediático, pero irrelevante. Una actriz porno o cualquier otro personaje menor de la política tendría la suficiente capacidad de tumbar a Donald Trump. Ninguna de estas mujeres que pueden ponerlo contra las cuerdas tendría una chance mínima ante Putin ni ante Ji Xinping. ¿Por qué? Porque, más allá de la dictadura internacional, Estados Unidos todavía tiene instituciones propias de cualquier democracia liberal, algo que está en claro conflicto con un Trump, que se sentiría en Rusia o en China como pez en el agua. Progresivamente, Trump irá perdiendo relevancia política e internacional incluso dentro de su propio partido. Si no lo tumba una prostituta lo tumba una simple recesión económica. Trump, en su delirio, sueña con ser el Putin americano (incluso manifestó que eso de la reelección indefinida era un tema que los estadounidenses debían considerar. Obviamente nosotros, no los otros; los blancos de Estados Unidos o de Europa, no los primitivos caudillos latinoamericanos).

 

  • La muerte de un ex espía ruso en GB recuerda mucho las ejecuciones que hacía la Unión Soviética, ¿estamos viendo un regreso a esos tiempos de conflictos fríos con el ex jefe de la KGB?

 

JM: No sólo era práctica de la antigua Unión Soviética sino de la más actual Rusia. Pero no debemos olvidar la hipocresía occidental también. ¿Cuántas muertes, asesinatos individuales y en masa fueron consecuencia directa o indirecta de Civilizados gobiernos occidentales? Bastaría con echar una mirada a la historia en América Latina, en África y en Asia, que es como decir el resto del mundo. No tendríamos espacio aquí para enumerar brevemente todas las atrocidades cometidas y las brutales dictaduras instauradas en nombre de la libertad y la democracia. Y no sólo la historia. Casi todos los conflictos actuales, como el caos en Irak y Medio Oriente, como la tragedia en Siria, el antiguo conflicto palestino-israelí y tantos otros tienen a las mayores potencias occidentales como actores fundamentales. Otras potencias, como Turquía (viejo miembro de la OTAN) y Rusia juegan el mismo tenebroso y no menos criminal juego de intereses geopolíticos. Aquí no hay santos. Sólo escorias en el gran teatro del poder económico-militar. Cada uno con sus nobles y conmovedoras justificaciones.

 

(sean)

 

Los hombres del presidente

Revista Siempre, México

Entrevista con Jorge Majfud, por Gerardo Yong

Como si fuera un duelo al estilo del viejo oeste, Donald Trump disparó primero para despedir a quien consideraba como uno de los miembros más importantes de su administración. Rex Tillerson se enteró de que ya no trabajaba para el gobierno de Estados Unidos por las reacciones que había a un tuit de su jefe, donde se anunció que Mike Pompeo, director de la CIA, lo sustituía sin mayor explicación. También propuso a Gina Haspel, al puesto de Pompeo. Todo en menos de 24 horas.

Esta acción trumpiana ya había sido inaugurada anteriormente cuando despidió al jefe del FBI, James Comey, solo que, en esta ocasión, el brazo derecho de Trump ni siquiera lo sospechaba. Los medios internacionales afirman que ya había diferencias entre ellos, principalmente desde que Tillerson rehusó confirmar haber llamado “imbécil” a Trump tras reunirse el 20 de julio en el Pentágono con miembros del equipo de seguridad nacional de la Casa Blanca y algunos funcionarios más. Lo que es cierto es que el también exhombre fuerte de la petrolera Exxon ya estaba a punto de reventar por las indecisiones cometidas por el magnate en materia de diplomacia y su escasa visión internacional.

Según se dice, Tillerson regresaba de un viaje a Africa. La situación coincidió con la muerte de un exespía ruso y su hija en Gran Bretaña, quienes aparentemente fueron envenenados con un agente nervioso de origen soviético. La Casa Blanca ni siquiera reaccionó a esta situación, pero el ahora exsecretario de Estado sí lo hizo en un comunicado de prensa. Lo hizo a sabiendas de que no le gustaría a Trump debido a la simpatía que ha mostrado al Kremlin.

Se especula que Tillerson ya lo presentía y que no le importaba que ocurriera. De cualquier manera, su despido se realizó mientras él volaba de regreso a Estados Unidos. Fue hasta que llegó a la base aérea Andrews, en Maryland, cuando se enteró de que ya no formaba parte del equipo gubernamental. El problema fue que Tillerson no tiene cuenta de Twitter y se enteró por uno de sus asistentes que le mostró una copia impresa del mensaje, donde había sido removido por el presidente, sellando así su carrera como el secretario de Estado norteamericano más intrascendente en la historia de la Unión Americana.

Aunque Trump desestimó en varias ocasiones el manejo de Tillerson sobre la cuestión norcoreana, se adjudica a este el éxito en lograr la reunión cumbre de mayo próximo. De hecho, el diario español El Mundo afirma que este relevo estuvo a punto de “frustrar el viaje de la ministra de Asuntos Exteriores surcoreana, Kang Kyun-wha, a Estados Unidos, donde tenía previsto entrevistarse precisamente con Tillerson este viernes para abordar las previstas negociaciones con Kim Jong- un”.

También menciona que Mike Pompeo es contrario a un encuentro entre Trump y Kim Jong-un y es más afable a una ofensiva militar.

Con esta contextualización, el analista internacional Jorge Majfud afirman que el despido de Tillerson confirma que el gobierno de Donald Trump no tiene ni pies ni cabeza, que sigue la línea de la mediocridad tanto por un presidente que está más ocupado en gozar de su egocentrismo infantil, y de sus funcionarios que no aciertan a comprender cuáles son sus prioridades en un gobierno calificado como el más incierto en la historia norteamericana. Esta es la entrevista que concedió a Siempre! vía correo electrónico.

 

Gerardo Yong: ¿Qué opinas de la estrategia que está siguiendo Donald Trump con su personal?

Jorge Majfud: Trump no tiene estrategia más allá de su patológico narcisismo. Nombró a Tillerson y a una larga lista de otros colaboradores en su gabinete básicamente por afinidades ideológicas y personales (“machos blancos”, como dijimos por entonces en Rusia Today) y hoy ya casi no queda un solo nombre de sus fantásticos amigos. ¿Acaso no dijimos también que ese era un gabinete explosivo y contradictorio? En el caso de Rex Tillerson, era un hombre de negocios, de Exxon, muy afín a los hombres fuertes de Rusia, al igual que Trump, por otras razones. Pero los egos entraron en cortocircuito, como es natural. En el mundo no hay espacio para dos egos. Tal vez la diferencia es que Tillerson tenía un estilo personal más de perfil bajo. Cuando sugirió conversar con Corea del Norte, Trump lo descalificó, acusándolo de perder el tiempo. Medio año después, hace pocos días, cuando una delegación de Corea del Sur le mencionó a Trump en la misma Casa Blanca que había una posibilidad de hablar con Corea del Norte, Trump resolvió en tres segundos que sí, que él se iba a reunir con Kim Jong-un, sin siquiera consultar a su cancillería, a Rex Tillerson, como es el procedimiento normal en presidentes supuestamente responsables. El año pasado Tillerson había explotado por otras razones y en un pasillo habría dicho que Trump era un estúpido, a lo cual Trump, contestando a esos posibles rumores, lo desafió a que midiesen su coeficiente de inteligencia. Todo hombre acomplejado tiene dos debilidades: medirse la inteligencia y el tamaño del pene. Bueno, un año antes el senador Marco Rubio había sugerido en la campaña interna del Partido Republicano que Trump tenía un pene muy pequeño, porque sus manos eran pequeñas, a lo que Trump, en medio de un debate televisivo, mostró sus manos y aseguró que no había problema con el tamaño (de su pene). La discusión se había originado cuando Tump llamó a Rubio “Little Marco”, Marquito, aludiendo a su baja estatura. Y Marquito respondió con la alusión del pene de Trump, por aquello de “petiso, pero me la piso”. ¿Alguien podría considerar que esto es de gente adulta, de gente inteligente, de los principales políticos de la primera potencia mundial? Pues, semejante infantilismo fue premiado en las urnas. Por no hablar de una larga serie de afirmaciones machistas y racistas que fueron igualmente premiadas. Ese tipo de estupideces revelan el nivel de la política del país más poderoso del mundo y su decadencia. No llama la atención. Al fin y al cabo, si hiciéramos una lista de los genios que han poblado este planeta desde los comienzos de la historia, prácticamente ninguno sería presidente o emperador. Es la naturaleza de las cosas humanas.

 

GY: Qué implica que Mike Pompeo ahora hay sido movido a ese puesto, que es considerado como el más importante por los intereses internacionales de Estados Unidos.

JM: Como con cualquier droga, el adicto necesita cada vez más estímulo para lograr el mismo nivel de satisfacción. Es lo que le irá ocurriendo a Trump en su presidencia, que de por sí ya era la cúspide en cuanto a estímulo que necesita un narcisista patológico, aparte de sexo. Como el hombre es abstemio, cada vez necesitará más y más radicales y más medidas intempestivas de su parte. Aquí se podría aplicar aquellas misteriosas palabras de un personaje que decía “nunca confíes en un hombre que no bebe”. Recordemos que es un hombre que siempre tuvo problemas psicológicos, menguados por la fuerza del dinero y la adulación mediática pero ahora agravados por su avanzada edad. Alguien se preguntará cómo alguien así llegó a ser presidente de Estados Unidos. Pues, no veo por qué sorprenderse. Así funcionan las democracias disfuncionales de las que hablaba Sócrates.

 

GY: ¿La renuncia de Tillerson se puede entender como un fracaso en la política internacional estadounidense?

JM: No. No es un fracaso porque no ha habido ningún éxito aún, ni medido desde el estándar estadounidense ni mucho menos medido desde un estándar humanista. Claro que si mañana llueve sobre el Sahara, Trump dirá que se debe a su acción divina, pero eso sólo se lo creen sus fanáticos que rezan para que Dios no deje que la actriz porno logre demostrar que se acostó con él varias veces. Los historiadores dirán otra cosa. La misma elección de un animador de reality show como Trump como presidente, su misma presidencia es una más que clara prueba de la decadencia de este país. Antes las barbaridades como las guerras de Vietnam o ese otro absurdo de Iraq o las múltiples intervenciones bélicas en diversas pares el mundo se disimulaba un poco. Ahora ni se cuida la forma. Todo esto será menguado por una creciente reacción de la juventud estadounidense, primero contra la política dominante y luego contra lo peor de su propia propia cultura de la violencia, pero será tarde para evitar un declive generalizado. Se podrá menguar, mitigar, pero no evitar.

 

GY: ¿Cuál sería tu perspectiva sobre la hegemonía de Estados Unidos? ¿Es probable que estemos viendo un colapso en la primera potencia mundial?

JM: La hegemonía de Estados Unidos está en cuestión, pese a ser la primera economía del mundo y, por lejos, la mayor potencia militar. Pero esta depende de aquella. El infantilismo de la presidencia de Trump es un claro síntoma de este declive. Lo mismo ocurría cuando advertíamos sobre el problema del calentamiento global y nos llamaban idiotas, de profesores pagados para difundir teorías falsas. Bueno, ya estamos sufriendo las consecuencias y aquellos que nos amenazaban y nos llamaban idiotas ahora no dicen nada. El mar se está tragando casas enteras sólo en la costa de Florida. Ahí se las puede ver, hermosas casas arrodilladas o bocabajo ante la evidencia de la erosión y la furia lenta de la naturaleza. Lo mismo con respecto a la política. Lo mejor que le puede ocurrir a Estados Unidos es un descenso suave de su supremacía y, sobre todo, de su histórica arrogancia. Ya no irán a América Latina y a los países negros a enseñarles cómo elegir correctamente a un presidente, como decían sus congresistas sin disimulo. Ya no será el poder hegemónico que se crea la policía del mundo y salvaguarda de la libertad a fuerza de bombas, sino que será un país menos poderoso y mucho más feliz. Un país menos fanático y menos miedoso. Porque si hay un motor de la arrogancia estadounidense, ese es su permanente miedo a todo, como si se tratase de una sociedad paranoica, obsesionada con el éxito y la seguridad. En las décadas por venir eta sociedad deberá decidir: si se convierte en un país calmo y equilibrado o cae definitivamente en el caos de un país del tercer mundo. Hoy ya es un país tercermundista, pero con dinero, sobre todo por ser todavía los dueños de la divisa internacional y de mantener el control de los mares. Esas son sus dos opciones a largo plazo, porque seguir siendo una superpotencia arrogante no está dentro de sus posibilidades reales. Los otros también existen y llegará un día que digan basta, hasta aquí llegamos. Porque le deseo lo mejor al país y a la sociedad de mi propio hijo, porque le deseo lo mejor al resto del mundo, quisiera ver en esta sociedad un grano de sensatez, que se decida por la primera opción: no una caída violenta y producto de una guerra global, sino un descenso en la cordura, en la serenidad de las sociedades verdaderamente libres y felices.

 

Originalmente puiblicada en Revista Siempre!, Mexico, 17 de marzo de 2018.

http://www.siempre.mx/2018/03/choque-de-egos-entre-trump-y-tillerson/