U.S.A. ¿Confía Dios en nosotros?

 

U.S.A. ¿Confía Dios en nosotros?

 

Autor : Majfud, Jorge
ISBN : 978-84-9134-224-3
Colección : N/D
Edición : rústica
Tipo : PUV
Páginas : 304
Idioma : castellà
PVP : 17,50€

Selecció d’assaigs crítics sobre la realitat econòmica, cultural i política d’Estats Units i les seues vastes implicacions internacionals. Entre els temes centrals sobre els quals l’autor ha reflexionat en les últimes dues dècades es troben la cultura de les màscares en l’art popular i en l’inconscient nacional, la hiperfragmentació de l’individu, la construcció de la realitat a través de narratives socials, el dictat narratiu dels majors poders socials, com són els diners i les castes socials que ens han portat progressivament a una nova forma de feudalisme, ja no assentat en la propietat de la terra sinó del capital i les finances. En tots els assaigs es pot veure la urgència de respondre al moment històric, als seus esdeveniments particulars amb un esforç permanent per contextualitzar-los en un marc històric major, entenent que l’oblit és una de les principals armes de la violència moral, social i, finalment, militar.Selección de ensayos críticos sobre la realidad económica, cultural y política de Estados Unidos y sus vastas implicaciones internacionales. Entre los temas centrales sobre los cuales el autor ha reflexionado en las últimas dos décadas se cuentan la cultura de las máscaras en el arte popular y en el inconsciente nacional, la hiperfragmentación del individuo, la construcción de la realidad a través de narrativas sociales, el dictado narrativo de los mayores poderes sociales, como lo son el dinero y las castas sociales que nos han llevado progresivamente a una nueva forma de feudalismo, ya no asentado en la propiedad de la tierra sino del capital y las finanzas. En todos los ensayos se puede ver la urgencia de responder al momento histórico, a sus eventos particulares con un permanente esfuerzo por contextualizarlos en un marco histórico mayor, entendiendo que el olvido es una de las principales armas de la violencia moral, social y, finalmente, militar.

http://www.lallibreria-uv.es/USA-Confia-Dios-en-nosotros-Isbn-978-84-9134-224-3-Codigo-BJC,000148

 

 

https://www.ju.edu/spanish/latinoture/libros/USA.php

 

 

 

 

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The Routledge History of Latin American Culture

The Routledge History of Latin American Culture (Hardback) book cover

Edited by Carlos Manuel Salomon

© 2018 – Routledge

380 pages

Purchasing Options:$ = USD
Hardback9781138902565
pub: 2017-12-27

Table of Contents

 

 

Introduction: Cultura en Llamas – Carlos Manuel Salomon

1. Indigenous Cosmology and Spanish Conquest – Jorge Majfud

2. Andean Identity and Historical Agency – Javier F. Marion

3. The Trajectory of the African Michelina: Identities, Slavery, and Post-Abolition at the Parish of Nossa Senhora do Pilar, Rio de Janeiro, Brazil – Nielson Rosa Bezerra

4. Caste, Race, and the Formation of Latin American Cultural Imaginaries – Laura Ines Catelli

5. African Flavor in Latin American Music – Umi Vaughan

6. The Politics of Enunciation: Indigenista and Contemporary Indigenous Literatures – Gloria E. Chacón

7. Resistances in Caribbean Literature (the 1930s to the Present) – Yolanda Martínez-San Miguel

8. Art, Revolution, and Indigenous Subjects – Tatiana Flores

9. Chicano/a Latino/a Studies in Mexico (History and Evolution) Academy, Literature, Art, Theater, and Cultural Practices – María del Socorro Gutiérrez Magallanes

10. New Latin American Revolutionary Cinema – Silvia Alvarez Olarra

11. Amerindian Foodways of the Other Borderlands – Enrique Salmon

12. Popular and Rural Schooling in Modern Latin America – G. Antonio Espinoza and Andrae Marak

13. Political Cultures of Social Movements – Magalí Rabasa

14. The Mapuche and “El Compañero Allende”: A Legacy of Social Justice, Historical Contradictions, and Cultural Debates – Rosamel Millaman

15. Catholic Social Movements Face Modernity – Miranda Lida

16. The Energetic Body: Machines, Organisms, and Social Thermodynamics in Colombia’s Path to Modernity – Stefan Pohl-Valero

17. Feminism in the Southern Cone: The Periodical Press for and by Women – Claudia Montero

18. Feminisms, Gender, and Indigenous Women in Latin America – Astrid Ulloa

19. The Feminist Debate in Mexico – Gabriela Cano

20. Cultural Identity in Latin America: Toward a Cooperative Understanding of our Past – Carlos Manuel Salomon, with Laura Inés Catelli, Jorge Majfud, Paloma Martínez Cruz, Magali Rabasa, Enrique Salmon, Umi Vaughan, and Gloria E. Chacón

21. Migrant Transnational Engagements 2000–2015 – Xóchitl Bada

22. Ancestral Wells of Love and Belonging: For Breath to Return to Love – Ana Clarissa Rosada Durado

23. The Intimate Life of the Pocha: A Genealogy of the Self-Ironic Turn in Chican@ Culture – Paloma Martínez Cruz

24. Queen of las Fiestas Patrias and Other Stories: Oral History, Memory, and Latinx Culture – Carlos Manuel Salomon

Caporales

a mis amigos indocumentados

 

Cuando los ricos y poderosos invadieron el mundo

en nombre de la civilización

y saquearon y masacraron por siglos

los caporales aplaudieron

 

Cuando los ricos y poderosos descendieron sus capitales en sociedades enfermas

en nombre del progreso, no del interés propio

y corrompieron y apoyaron golpes de Estado

los caporales aplaudieron

 

Cuando los ricos y poderosos bombardearon sociedades violentas

en nombre de la seguridad del mundo

y masacraron otra vez y otra vez olvidaron

los caporales aplaudieron

 

Cuando algunos pobres y marginados fueron a los países ricos por las migajas

los llamaron sinvergüenzas

críticos de cafés

interesados

hipócritas.

 

Porque el dinero compra muchas cosas

compra el cuerpo del pobre

la conciencia del esclavo

y la moral de los caporales

 

Pero el dinero no lo compra todo

y esa pequeña derrota no deja vivir

ni a los ricos y poderosos

ni a los caporales

 

JM, noviembre 2017

O Caçador de Histórias

Do último livro de Eduardo GaleanoO Caçador de Histórias, publicado após a sua morte a 13 de abril de 2015, retirei estas pequenas histórias.

 

ESTRANGEIRO

Num jornal do bairro do Raval, em Barcelona, uma mão anónima escreveu:

O teu deus é judeu, a tua música é negra, o teu carro é japonês, a tua pizza é italiana, o teu gás é argelino, a tua democracia é grega, os teus números são árabes, as tuas letras são latinas.

Eu sou teu vizinho. E ainda me chamas estrangeiro?

 

 

OS LIVRES

De dia, guia-os o sol. À noite, as estrelas.

Não pagam bilhete, e viajam sem passaporte e sem preencher impressos da alfândega nem dos serviços de emigração.

Os pássaros, os únicos que são livres neste mundo habitado por prisioneiros, voam sem combustível de um polo ao outro, tomando o rumo que lhes apetecer e à hora que quiserem, sem pedir licença aos governos que se julgam donos do céu.

 

 

OS NÁUFRAGOS

O mundo viaja.

Há mais náufragos que navegantes.

Em cada viagem, há milhares de desesperados que morrem sem contemplar a travessia para o paraíso prometido onde até os pobres são ricos e todos vivem em Hollywood.

Não duram muito as ilusões dos poucos que conseguem chegar.

 

 

COSTUMES BÁRBAROS

Os conquistadores britânicos ficaram com os olhos esbugalhados de assombro.

Eles provinham de uma nação civilizada, onde as mulheres eram propriedade dos maridos e lhes deviam obediência, como a Bíblia mandava, mas na América foram encontrar um mundo às avessas.

As índias iroquesas e outras revelavam-se suspeitas de libertinagem. Os maridos nem sequer tinham o direito de castigar as mulheres que lhes pertenciam. Elas tinham opiniões próprias e bens próprios, direito ao divórcio e direito de voto nas decisões da comunidade.

Os brancos invasores já não conseguiam dormir em paz: os costumes das selvagens pagãs podiam contagiar-lhes as mulheres.

 

 

O PRAZER, UM PRIVILÉGIO MASCULINO

O que é esse rolinho de carne que espreita por entre as pernas das mulheres? Para que serve?

A ciência não achava resposta, até que se impôs a certeza de que o clítoris era um erro da anatomia feminina. Em 1857, o cientista inglês William Acton sentenciou:

– A mulher recatada não procura o prazer no sexo. Ela só procura comprazer o marido e dar-lhe filhos.

E por essa altura já se tinha demonstrado que o orgasmo feminino era imaginário e desnecessário para o sagrado exercício da maternidade.

 

 

A GARRA CHARRUA

No ano de 1832 os poucos índios charrua que haviam sobrevivido à derrota de Artigas foram convidados para assinar a paz, e o presidente do Uruguai, Fructuoso Rivera, prometeu-lhes que iam receber terras.

Quando os charruas estavam bem comidos, bem bebidos e bem adormecidos, os soldados avançaram. Os índios foram esfolados à faca, para não se gastarem balas, e para não se perder tempo em enterros foram lançados ao ribeiro Salsipuedes.

Foi uma cilada. A história oficial chamou-lhe batalha. E de cada vez que nós uruguaianos vencemos um troféu de futebol, celebramos o triunfo da garra charrua.

 

 

REPITA A ORDEM, SE FAZ FAVOR

Nos nossos dias, a ditadura universal do mercado dita ordens bem contraditórias:

Temos de apertar o cinto e temos de baixar as calças.

Os mandatos que vêm de lá de cima do alto do céu não são muito mais coerentes, verdade seja dita. Na Bíblia (Êxodo 20), Deus ordena:

Não matarás.

E no capítulo seguinte (Êxodo 21), o mesmo Deus manda matar por cinco motivos diferentes.

 

 

 BREVÍSSIMA SÍNTESE DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA

Há já uns séculos que os súbditos se disfarçaram de cidadãos e que as monarquias se preferem chamar repúblicas.

As ditaduras locais, que se dizem democracias, abrem as portas à entrada avassaladora do mercado universal. Neste mundo, reino dos livres, somos todos um só. Mas somos um ou somos nenhum? Compradores ou comprados? Vendedores ou vendidos? Espiões ou espiados?

Vivemos presos entre garras invisíveis, atraiçoados pelas máquinas que simulam obediência e mentem, com cibernética impunidade, ao serviço dos seus patrões.

As máquinas mandam nas casas, nas fábricas, nos escritórios, nos seus escritórios, nas plantações agrícolas, nas minas e nas ruas das cidades, onde nós peões somos incómodos que perturbam o trânsito. E as máquinas mandam também nas guerras, onde matam tanto ou mais que os guerreiros fardados.

 

 

 O DIREITO AO SAQUE

No ano de 2003, Samir, um veterano jornalista do Iraque, andava a visitar alguns museus da Europa. Museu após museu, descobria maravilhas escritas na Babilónia, heróis e deuses talhados nas colinas de Nínive, leões que tinham voado desde a Assíria.

Alguém se aproximou, oferecendo ajuda:

Quer que chame um médico?

Engolindo as lágrimas, balbuciou:

Não, por favor. Estou bem.

E depois explicou:

Magoa-me simplesmente ver quanto roubaram e quanto roubarão.

Dois meses depois, as tropas norte-americanas lançaram a sua invasão. O Museu Nacional de Bagdade foi saqueado. Perderam-se

cento e setenta mil obras.

 

 

SAGRADA FAMÍLIA

Pai castigador, mãe abnegada, filha submissa, esposa muda.

Como Deus manda, a tradição ensina e a lei obriga:

O filho golpeado pelo pai que foi golpeado pelo avô que golpeou a avó nascida para obedecer,

Porque ontem é o destino de hoje e tudo o que foi continuará a ser.

Mas numa qualquer parede, algures, alguém rabiscará:

Eu não quero sobreviver.

Eu quero viver.

 

 

CASTIGOS

Em 1953, a Câmara Municipal de Lisboa publicou a sua Portaria nº69035:

Verificando-se o aumento de actos atentatórios à moral e aos bons costumes, que dia a dia se vêm verificando nos logradouros públicos e jardins, determina-se à Polícia e à Guarda Florestal uma permanente vigilância das pessoas que procurem frondosas vegetações para a prática de actos que atentem contra a moral e os bons costumes, e estabeleçam-se as seguintes multas:

1º Mão na mão: 2$50

2º Mão naquilo: 15$00

3º Aquilo na mão: 30$00

4º Aquilo naquilo: 50$00

5º Aquilo atrás daquilo: 100$00

Parágrafo único: Com a língua naquilo, 150$00 de multa, preso e fotografado.

 

 

A PERIGOSA

Em novembro de 1976, a ditadura militar argentina crivou de balas a casa de Clara Anahí Mariani e assassinou os seus pais.

Dela nunca mais se soube nada, embora desde então figure na Direção de Investigação da Polícia da Província de Bueno Aires, na secção reservada aos delinquentes subversivos.

A sua ficha diz:

Extremista.

Ela tinha três meses de idade quando foi catalogada assim.

 

 

SE ESTÁ NO LAROUSE…

Em 1885, Joseph Firmin, negro, haitiano, publicou em Paris um livro de mais de seiscentas páginas, intitulado Sobre a Igualdade das Raças Humanas.

A obra não teve difusão, nem repercussão. Só encontrou o silêncio. Naquele tempo, ainda era palavra santa o dicionário Larousse, que explicava assim o assunto:

Na espécie negra, o cérebro está menos desenvolvido do que na espécie branca.

 

 

 ASSIM NASCEU LAS VEGAS

Lá por volta de 1950 e picos, Las Vegas era pouco mais do que nada. A sua maior atração eram os cogumelos atómicos que os militares ensaiavam por ali perto e que davam espetáculo à assistência, exclusivamente branca, que podia contemplá-lo do alto dos terraços. E também atraíam o público, exclusivamente branco, os artistas negros que eram as grandes estrelas da canção.

Louis Armstrong, Ella Fitzgerald e Nat King Cole eram bem pagos, mas só podiam entrar e sair pela porta de serviço. E quando Sammy Davis Jr. mergulhou na piscina, o diretor do hotel mandou mudar a água toda.

 E assim foi até que em 1955 um milionário estreou em Las Vegas aquilo a que chamou o primeiro hotel casino inter-racial dos Estados Unidos. Joe Louis, o lendário pugilista, dava as boas vindas aos hóspedes que já eram brancos e negros; e assim Las Vegas começou a ser Las Vegas. Os donos da aldeia que se transformou no mais famoso paraíso de plástico continuaram a ser racistas, mas tinham descoberto que o racismo não era um bom negócio. Ao fim e ao cabo, os dólares de um negro rico são tão verdes como os outros.

 

PEQUENO DITADOR INVENCÍVEL

Matar era um prazer, e pouco importava se o finado era veado, pato ou republicano. Mas as perdizes eram a especialidade das caçadas de Francisco Franco.

Num dia de outubro d 1959, o Generalíssimo matou quatro mil e seiscentas perdizes, e assim superou o seu próprio recorde.

Os fotógrafos imortalizaram esta jornada vitoriosa. Aos pés do vencedor jaziam os seus troféus, que cobriam os solos do mundo.

 

 

ESSA PERGUNTA

A família Majfud tinha siso afrontada pela ditadura militar uruguaiana, sofrera no cárcere torturas e humilhações, e fora despojada de tudo o que tinha.

Uma manhã, os meninos estavam a brincar num velho carrinho de mão quando se ouviu um tiro. Eles estavam longe. Mas o tiro atravessou os campos de Tacuarembo e então souberam, quem sabe como, quem sabe porquê, que o estampido viera da cama da tia Marta, a mais querida.

Desde essa manhã, Nolo, o mais pequeno da família, pergunta e pergunta-se:

Porque nascemos, se temos de morrer?

Jorge, o irmão mais velho, tenta ajudá-lo.

Procura uma resposta.

Os anos vão passando, como passam as árvores diante da janela do comboio; e Jorge continua à procura da resposta.

 

http://otempoemquevivemosotempoemquevivemos.blogs.sapo.pt/137-dos-indignos-e-dos-indignados-36830

The fault is of the poor

In 1758, the Governor of South Carolina, James Glen, acknowledged in a letter to his successor: “It has always been the policy of this government to create an aversion in them to Indians to Negroes.”  

In previous generations, racism had not reached a sufficient level of hatred to prevent Indians, blacks, and poor whites from joining together for work, intimacy and, above all, to rebel against the power of the powerful.

The fault of violence was of the poor.

Today, two of the world’s most lucrative businesses are drug trafficking and arms sales.

Because drug production is in poor countries and consumption in rich countries, the blame for violence is on the producers, that is, on the poor.

Because the production of weapons is in rich countries and consumption in poor countries, the fault of the violence is on consumers, that is, the poor.

When the economy in rich countries thrives, the poor are the only ones to blame for their own poverty, as if the world were flat and everyone had the same opportunities.

When the economy in rich countries stagnates or recedes, then the poor are to blame for the fact that others do not have jobs. Especially if they are poor immigrants.

The fault is always of the poor.

The Statue of Liberty of New York received millions of immigrants (Europeans), without visas or passports, with the verses:

“Give me your tired, your poor,

Your huddled masses yearning to breathe free,

The wretched refuse of your teeming shore.

Send these, the homeless, tempest-tossed to me”

However, now, according to the laws in rich countries, if someone is rich, a visa or a permanent residence is almost guaranteed. If someone is poor and his flag is work, he or she will be automatically blocked from entering rich countries.

In fact, the single word “working” at any consulate in the world is the first key that turns on all the alarms and closes the doors to an honest worker.

Because a world obsessed with growth, where capital produces more capital, does not believe that labor can produce more labor.

Because money is freer than human beings and a human being without money is not free but a slave.

To justify this global apartheid, we no longer resort to the concept of race but that of nations, and we confuse legality with legitimacy, as if the laws were not the expression of the conveniences of the power of the day, as if the laws were not often elegant ways to legalize the corruption of power.

Even the best laws are often unfair, especially with those who are not in power. As an example, the French novelist Anatole France made a remark a hundred years ago: “In its majestic equality, the law forbids rich and poor alike to sleep under bridges, beg in the streets and steal loaves of bread.”

Because the fault is always of the poor.

La culpa es de los intelectuales

French >>

El País de Montevideo en su editorial de hoy 7 de noviembre de 2017, hace tua culpa de Eduardo Galeano, Mario Benedetti y Daniel Viglietti por apoyar la violencia, acusándolos de “corresponsables de los trágicos desvíos de un sector de la juventud uruguaya.” La sola palabra “desvíos” recuerda a la dictadura uruguaya y a muchas otras, como las palabras de aquel ministro argentino de Bienestar Social que se quejaba que el problema de los estudiantes era que tenían demasiado tiempo para pensar y “el exceso de pensamiento produce desviaciones”.

De la violencia crónica que apoyó El País, antes, durante y después de la dictadura, nada. Así resulta que, en un continente plagado de brutales dictaduras, asesinatos en masa, racistas y de clase, desde un siglo antes que la Guerra Fría sirviese como excusa para más opresión y matanzas, los intelectuales fueron los promotores de la violencia.

No los generales que ordenaban desapariciones de disidentes, violaban y torturaban a gusto, muchos de ellos asesorados por nazis (como Klaus Barbie) protegidos de las potencias “del mundo libre”.

No los grandes empresarios que telefoneaban al gobierno estadounidense para apoyar un golpecito aquí y otro allá.

No algún que otro latifundista que disponía de sus peones y de sus hijos como de su ganado.

No de los comisarios que aprendían técnicas de tortura en escuelas internacionales.

No de aquellos que ponían millones de dólares para comprar armas o comprar opiniones en los medios.

No de los dueños de los grandes medios que manipulaban la opinión pública o simplemente ocultaban la realidad con mucho humo para perpetuar el estado semifeudal.

Oh, no, todos ellos eran responsables y moderados hombres, honorables ciudadanos dispuestos a sacrificarse por la Patria. Todos repetían que habían servido a la patria por no decir que la patria les había servido a ellos.

No, claro, los peligrosos radicales eran esos intelectuales que usaban ideas y palabras radicales. Esos peligrosos radicales por los cuales América Latina estaba como estaba y si no estaba peor era por las dictaduras que sirvieron a una minúscula clase exportadora y explotadora por más de un siglo, apoyados por sus ejércitos, sus escuelas, sus iglesias y sus grandes miedos de comunicación.

Cierto, Uruguay no fue el peor caso de América Latina. Tal vez fue casi una excepción, precisamente, por su precoz nivel de educación y sus figuras críticas. Pero esos malditos intelectuales a los que apunta el dedo acusador de El País no limitaron su crítica a su propio país, que las merecía (¿o no?) sino principalmente a la mil veces brutal realidad latinoamericana y a sus implicaciones lógicas con el imperialismo internacional (algo que, obviamente, no existía para El País y muchos de sus lectores).

 

Jorge majfud

Historian And Activist Aviva Chomsky To Speak On Immigration Nov. 2

In a timely lecture, celebrated historian, activist and Latin America specialist Aviva Chomsky will give a talk on immigration issues at 6:30 p.m. Thursday, Nov. 2, in Gooding Auditorium.

Chomsky, professor of history and coordinator of Latin American studies at Salem State University in Massachusetts, will speak on “Criminalization, Immigration and Citizenship in the 21st Century.” The event is hosted by the JU College of Arts and Sciences‘ Division of Humanities and is free to the public.

Chomsky’s most recent book is Undocumented: How Immigration Became Illegal (Beacon Press). Her scholarly work has its origins in the mid-‘70s, when she worked for the United Farm Workers union, piquing her interest in the Spanish language, migrant workers, labor history and social movements, and in how people collectively organize for social change.

“Thematically, I incorporate the issues of colonialism, economic development, migration, race, labor, environment and global inequality,” she says in her Salem State bio.

“In a post-truth era mistakenly taken for ‘appealing and angry political incorrectness,’ it is very important to have a real politically incorrect, intellectual challenger figure such as Aviva Chomsky, a world-respected scholar who presents the complex reality of facts — particularly those conveniently forgotten by socially fabricated narratives — in a way that anyone can understand,” said Dr. Jorge Majfud, associate professor of Spanish, who is co-organizing the event.

Chomsky is the author of numerous additional books, including They Take Our Jobs! And 20 Other Myths About Immigration (Beacon Press), and writes regularly for The Nation and the venerated essayist site TomDispatch.com, including articles such as “Clinton and Obama Laid the Groundwork for Donald Trump’s War on Immigrants,” “America Wanted to Keep Immigrants Out Long Before Donald Trump Was Even Born,” and “The Criminalization of Immigrants From Clinton to Trump.”

In its review of Undocumented, Publisher’s Weekly states: “Chomsky reminds readers that, contrary to the freedom with which American citizens travel, for many, ‘freedom to travel is a distant dream.’ Professional in her scholarship, Chomsky has written a book that will be relevant to those who do not share her position as well as to those who do.”

Prior to her lecture in English at 6:30 p.m., Chomsky will record an interview in Spanish with Dr. Douglas Hazzard, associate professor of Spanish, and Dr. Majfud for European and Latin American audiences.

For more information on the lecture, visit www.ju.edu/spanish/latinoture/international-studies/aviva-chomsky.php or contact Dr. Jorge Majfud, jmajfud@ju.edu, (904) 256-7929.

 

 

https://www.ju.edu/spanish/latinoture/events/aviva-chomsky-2017.php